Ranking. MDS e Sabseg voltam a disputar liderança da corretagem de seguros em Portugal

Ranking. MDS e Sabseg voltam a disputar liderança da corretagem de seguros em Portugal

As 20 maiores corretoras de seguros em Portugal cresceram os seus negócios em 13,6% em 2025 atingindo quase 318 milhões de euros de receitas, a maioria provenientes de comissões pagas pelas companhias de seguros como remuneração pela colocação das suas apólices junto dos clientes finais. Já os resultados líquidos registaram uma subida menos acentuada de 12,3% atingindo em conjunto 41,3 milhões de euros. Veja o ranking no final do artigo.

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Apenas três das TOP 20 sofreram redução do volume de negócios, enquanto nove baixaram o nível de resultados líquidos. ECOseguros pesquisou os relatórios e contas de todas as corretoras e elaborou o ranking a partir dos dados oficiais, procurando nos próprios relatórios, explicações para o desempenho das corretoras, um exercício difícil dado o baixo detalhe de informação operacional disponibilizada, salvo honrosas exceções.

Os seis primeiros lugares do ranking mantiveram-se pela ordem MDS, Sabseg, AON, Marsh, Verlingue e WTW. Já a Seguramos entrou para 7º lugar ganhando dois lugares face a 2024. Essa subida fez Villas Boas ACP e FRego baixarem um lugar para 8º e 9º lugares, respetivamente. Sosel e Costa Duarte trocaram de posição sendo agora 10ª e 11ª. A Verspieren subiu de 14ª para 12º no ranking, fazendo baixar a NacionalGest e Concentra (ex-Melior). A Corbroker manteve a 15º posição enquanto a SegUp teve entrada direta de fora das TOP 20 para 16ª, provocando a descida de um lugar na Acrisure (ex-Universalis). Finalmente, a Gaspar & Costa conservou o 18º lugar, a Diagonal subiu para 19º, após uma quebra de 3 lugares da João Mata para o último lugar do TOP 20.

MDS: Corretora é metade do negócio em Portugal

A MDS Corretora de Seguros, principal empresa do grupo MDS em Portugal, atingiu receitas no ano passado que superaram os 50 milhões de euros, com resultados líquidos negativos de cerca de 1,8 milhões, conservando a liderança entre as maiores corretoras de seguros em Portugal. No entanto, a organização estratégica do grupo não consolida outras empresas do grupo, daí que o grupo divulga que a receita agregada das empresas portuguesas que compõem o Grupo MDS, ascendeu a 95,9 milhões de euros, com um resultado líquido agregado de 10,8 milhões de euros. Fonte do grupo explicou a ECOseguros que, embora não concentre receitas das participadas, a MDS Corretora concentra alguns custos relacionados com investimentos, daí que são outras empresas do grupo a contribuir para o total de 10,8 milhões de lucros em Portugal. Isoladamente, a MDS corretora apresentou 1,8 milhões de prejuízos em 2025.

Sabseg bate recorde de resultados

Para a Sabseg, a operação portuguesa encerrou 2025 com um volume de negócios na ordem dos 50 milhões de euros e um EBITDA de 14,6 milhões, afirmando-se como a operação mais rentável na corretagem de seguros em Portugal. O volume de negócios atingiu 49,85 milhões de euros em Portugal, com um EBITDA de 14,61 milhões de euros e um resultado líquido de 9 milhões de euros. A SABSEG em Portugal conta com mais de 350 mil clientes e gere mais de 550 mil apólices, através de uma estrutura composta por mais de 2.500 colaboradores diretos e parceiros e uma rede superior a 50 escritórios. As seguradoras mais utilizadas foram Fidelidade, Generali Tranquilidade, Caravela, Allianz e Ageas.

Crescimento de 16% para a AON

A Aon Portugal encerrou 2025 com um forte crescimento da atividade e da rentabilidade, registando um volume de negócios de 35,5 milhões de euros, mais 16% do que no ano anterior. O resultado líquido aumentou 58%, para 6,9 milhões de euros, enquanto o EBITDA cresceu 59%, para 9,8 milhões. O resultado operacional avançou 77%, atingindo 8,4 milhões de euros. Apesar do aumento de 15% dos gastos com pessoal, associado ao reforço da equipa e à integração de trabalhadores anteriormente em regime temporário, a empresa conseguiu compensar o impacto dos custos com o crescimento da faturação. No final de 2025, a corretora empregava 187 colaboradores. As seguradoras mais utilizadas foram Fidelidade, Ageas, Generali Tranquilidade, Allianz, Zurich, Victoria, MAPFRE e Mútua dos Pescadores.

Marsh: rebranding e retenção de clientes em alta

A Marsh Portugal encerrou 2025 com um crescimento de cerca de 15% nas receitas de prestação de serviços, que ultrapassaram os 31 milhões de euros, impulsionado por uma taxa de retenção de clientes próxima dos 78% e por um aumento de cerca de 8% na captação de novos negócios, após um ano de 2024 já considerado excecional. A corretora registou um resultado líquido positivo de 2,25 milhões de euros, mais 67% que em 2024, apesar do reforço do investimento em recursos humanos, tecnologia e serviços do grupo Marsh McLennan, o que se refletiu no aumento dos custos operacionais. Em outubro de 2025, a empresa anunciou também o rebranding global do grupo, passando a operar sob a marca Marsh a partir de janeiro de 2026. Utilizou como principais seguradoras a Fidelidade, Generali, Ocidental (Grupo Ageas), AIG e Allianz.

Verlingue em busca de um mercado potencial de 182 milhões de euros

A francesa Verlingue concluiu em 2025 a integração operacional das corretoras RT Global Insurance e a A&CF numa operação enquadrada na estratégia de aumento da produtividade e reforço da sua presença no mercado português. Segundo a empresa, o processo decorreu assegurando a continuidade do serviço aos clientes, a harmonização de processos e sistemas e a integração das equipas, promovendo o alinhamento cultural e organizacional do grupo. A corretora registou em 2025 um desempenho impulsionado pelo crescimento de 10,7% da carteira cobrada, que atingiu 160,4 milhões de euros, enquanto a carteira potencial ascendeu a 182,6 milhões de euros. O negócio Não Vida continuou a dominar a atividade da corretora, representando 92,7% da carteira gerida, com o ramo Saúde a assumir o maior peso, seguido pelos ramos de Acidentes de Trabalho, Incêndio e Outros Danos, e Automóvel. As remunerações da corretora mantiveram-se concentradas em quatro seguradoras, com a Fidelidade a representar a maior fatia da carteira, ao responder por 31,97% das comissões recebidas, seguida da Generali Tranquilidade, com 21,98%, a Multicare (Grupo Fidelidade), com 11,48% e a Ageas Portugal, com 7,85%.

WTW a crescer acima da média

A “Willis”, designação ainda lembrada da atual WTW, registou em 2025 um volume de negócios de 17,55 milhões de euros, o que representa um crescimento de 15,4% face ao ano anterior, prolongando a trajetória de expansão registada nos últimos anos. O resultado operacional também evoluiu positivamente, com um aumento de 5,3% em comparação com 2024, impulsionado pelo crescimento da atividade, embora parcialmente mitigado pelo aumento dos gastos com pessoal e dos fornecimentos e serviços externos. O número de colaboradores foi, em média, de 213 ao longo do ano. As seguradoras mais utilizadas foram Fidelidade, Generali Tranquilidade, Ageas e Allianz.

Seguramos em subida e a preparar-se para associação com a MDS

A Seguramos reforçou em 2025 a sua presença no mercado português, subindo dois lugares no ranking para 7º lugar, apoiada numa estrutura com 18 escritórios próprios, mais de 600 agentes/PDEDS e 105 colaboradores. A carteira soma 100 mil clientes, dos quais 12 mil empresas e 88 mil particulares, refletindo uma presença alargada junto de PME, grandes empresas e consumidores finais. A Seguramos reforçou a sua estratégia de crescimento com a aquisição da Setseguros, de Setúbal, no seguimento de outras aquisições realizadas em 2022, 2023 e 2024. A empresa destaca ainda a parceria estratégica com a MDS, concluída em março de 2026, que abriu um novo ciclo de desenvolvimento e combina a proximidade ao cliente com a escala e a capacidade internacional de um grupo de referência no setor. O volume de negócios cresceu 31,7% atingindo 13,6 milhões de euros e o resultado duplicou para 2 milhões de euros. A nova estrutura acionista é 50,08% da MDS – Corretor de Seguros e o restante ficou com o fundador Mário Ramos. Generali Tranquilidade, Fidelidade, Ageas, Allianz e Zurich foram as companhias mais utilizadas.

Villas Boas ACP em ano regular

Em 2025, a atividade de mediação de seguros da Villas Boas, participação conjunta de empresas de Luis Portela Morais (67%) e do ACP (33%), cresceu 8,1%, para 13,2 milhões de euros, mas os resultados das participadas recuaram 32,7%, para 1,25 milhões de euros. No total, os resultados líquidos da Villas Boas ACP foram cerca de 3,17 milhões, ao nível de 2024. Fidelidade, Generali Tranquilidade, Allianz, Zurich e UNA foram as principais seguradoras utilizadas.

FRego em ano de intensas operações

O Grupo Rego reforçou a sua estratégia de crescimento e internacionalização ao longo dos últimos anos, com a criação da Semper em 2014, a aquisição da WiseBroker em 2022 e novas operações em 2023, incluindo a compra da Francisco Leite e da SR Seguros, além da parceria com a Unânime Seguros. Em 2024, lançou a PeopleInBest, uma plataforma digital de benefícios flexíveis, e em 2026 avançou para a aquisição de 50% da Corbroker, numa operação que poderá culminar na compra total da corretora em 2029. Em 2025, o grupo manteve a trajetória de crescimento sustentado, com um aumento – sem incluir Semper – de 11% no volume de negócios face a 2024, e terminou o ano com 84 colaboradores. A operação na Corbroker aguarda ainda não oposição da ASF, mantendo-se a sociedade com atividade autónoma. Fidelidade, Generali Tranquilidade, Allianz , Ageas e Victoria foram as seguradoras mais procuradas pela FRego.

Sosel com mais receitas e menos lucros

A Sosel cresceu clientes para mais de 120 mil, com um crescimento de 24,6% para 11,9 milhões de euros em receitas e com uma quebra de 26% nos lucros para 1,72 milhões. Teve como principais seguradoras de trabalho Fidelidade, Generali Tranquilidade, Allianz e Zurich. A CIMT – Investimentos detém a totalidade do capital da SOSEL, que, por sua vez, controla integralmente quatro empresas de mediação de seguros — SOSEL II, Serrana Sosel, BPS e Lopo, Matos & Gamelas. A SOSEL detém ainda uma participação de 60% na PJM Seguris, Lda., sendo os restantes 40% controlados pela SOSEL II.

Costa Duarte aposta no crescimento de novos negócios

O centenário Grupo Costa Duarte é composto pela corretora Costa Duarte, pela Specialty Risks e pela Inter Risk Angola. A Specialty Risks é uma mediadora especializada que atua na distribuição de produtos nos ramos crédito e caução e na dinamização de relações B2B, em especial junto de agentes localizados em diferentes regiões do país. A Inter Risk Angola opera desde 2012 e é um dos principais corretores de seguros em Angola. Em 2025, o valor dos proveitos operacionais da corretora Costa Duarte foi de cerca de 10,5 milhões de euros, um crescimento de 6,4% face ao ano anterior e os lucros mantiveram-se perto dos 2,6 milhões. O número médio de colaboradores foi de 68 pessoas. Fidelidade, Generali Tranquilidade, Ageas e Zurich foram as seguradoras mais contratadas.

Verspieren em crescimento acelerado

A Verspieren Portugal registou, em 2025, um ano de forte expansão, ultrapassando os 85 milhões de euros em prémios e atingindo uma receita de 10,5 milhões de euros. A base de clientes cresceu 75%, para 56.375 clientes ativos, com 58.375 apólices sob gestão, impulsionada por uma estratégia de aquisições que reforçou a presença territorial e diversificou a carteira. Ao longo do ano, foram integradas sete empresas de mediação — Segurmeira, Giraldo, Maria Elvira Belmiro, Aseguru, Brokinsurance, Postura Distinta e Prova Distinta — e avançou a fusão por incorporação de Macedos, Link e Rubisar, visando simplificar a estrutura societária e gerar sinergias. O grupo encerrou o exercício com 98 colaboradores e um resultado líquido de 1,02 milhões de euros, mais 14% do que em 2024. As seguradoras foram Generali Traquilidade, Fidelidade, Allian e Zurich.

NacionalGest em ano de gerir a expansão

A NacionalGest registou um crescimento do volume de negócios de 24,53% em 2025, atingindo 10,21 milhões de euros, face aos 8,20 milhões de euros registados em 2024, o que corresponde a um aumento de cerca de 2,01 milhões de euros. A corretora concluiu, em 2025, a aquisição da totalidade do capital de quatro empresas de mediação de seguros — Cegrel, J.N.S., ANR e Susana Teixeira. As operações reforçaram a presença do grupo em novas geografias e segmentos de mercado, com destaque para o mercado de seguros de colheitas, onde a Cegrel detém uma posição de cerca de 80% do mercado nacional. Ainda no ano passado a acionista Waystarenterprises, controlada pela gestora de fundos Atena Partners, reforçou o capital da NacionalGest, consolidando a parceria estratégica iniciada em dezembro de 2024. Na sequência desta operação, o capital social aumentou de 288.856,79 euros para 530.612,25 euros, reforçando a solidez financeira da NacionalGest e criando condições para novas oportunidades de expansão e desenvolvimento. As seguradoras mais utilizadas pela NacionalGest foram Generali Tranquilidade, Fidelidade, Allianz, Ageas e Lusitania.

Concentra com foco no rebranding e num recomeço em força

A Concentra Global – Corretores de Seguros consolidou a sua posição no mercado português em 2025, na sequência da fusão das operações de mediação Melior Seguros e Median e do posterior rebranding para a atual designação. No âmbito da reorganização societária, foram ainda alienadas as participações nas sociedades Gessur e Melior Agro. Apesar de uma redução de 1,49% nas receitas, explicada sobretudo pelo negócio internacional, verificou-se uma recuperação nas restantes áreas de negócio. Os prémios totais cobrados ascenderam a 58,3 milhões de euros, dos quais 45,2 milhões em Não Vida e 13,1 milhões em Vida. O EBITDA recuou 13,73%, refletindo sobretudo a ausência, em 2025, de operações pontuais realizadas no ano anterior, nomeadamente ao nível de provisões e outros rendimentos. Os FSE aumentaram 5,66%, essencialmente devido aos custos associados à fusão e às alterações societárias. A Concentra Global Corretores de Seguros, S.A., fundada em 1982 e sediada em Lisboa, atua nas áreas de corretagem, mediação e consultoria de seguros e resseguros. Em junho de 2025, passou a ser detida pela Concentra Global, na sequência da cedência da participação anteriormente detida pela espanhola Concentra Inversiones, S.L. As seguradoras mais utilizadas foram Generali Tranquilidade, Fidelidade, Allianz e Zurich.

Corbroker preparando-se para coligação com a FRego

A Corbroker atingiu 5,46 milhões de euros de receitas subindo 19% os lurcros para 1,71 milhões. Já este ano passou a integrar o Grupo REGO, que adquiriu uma participação de 50% do capital social, estando prevista a aquisição da totalidade da empresa no início de 2029. A operação junta duas das maiores corretoras de seguros de capital 100% nacional, reforça a escala e a presença do grupo num amplo conjunto de setores de atividade. Tem 43 colaboradores a aumentou a sua participação na Corbroker Norte de 48% para 50%. Teve como principais seguradoras Fidelidade, Generali Tranquilidade, Ageas e Allianz.

SegUp em rápida expansão

A SegUp subiu cinco posições para 16º deste ranking com uma duplicação de faturação após ter empresas e carteiras de seguros em 2025. Faturou 4,6 milhões de euros e mais que duplicou os resultados para cerca de 370 milhões.

Acrisure em ano de consolidação

Já a Acrisure Portugal (ex Universalis) perdeu uma posição para 17º lugar devido à perda de um grande cliente. Opera no mercado nacional desde 1971 e conta com 48 colaboradores, 12 escritórios, cerca de 36 milhões de euros em carteira e 25.000 clientes. O exercício ficou ainda marcado pela consolidação da Acrisure e pela aquisição da José Manuel Marques Teixeira – Mediação de Seguros, Unipessoal, Lda., reforçando o posicionamento da empresa para 2026. Generali Tranquilidade, Allianz, Fidelidade e Ageas são as principais seguradoras.

Poucas mas boas corretoras a um passo do TOP20

A Gaspar & Costa cresceu quase 20% para 3,55 milhões de euros em receitas e superou um milhão de euros em resultados líquidos. Tem como seguradoras principais a Generali Tranquilidade, Fidelidade, Allianz, Ageas, Semper (grupo Rego) e Caravela.

A Diagonal cresceu as receitas em 23,8% para 3,4 milhões de euros em 2025, com lucros a subir 5% para 461 mil euros. No ano passado adquiriu a mediadora Bring em Caldas da Rainha e investiu num novo escritório no Porto. Teve como principais seguradoras Generali Tranquilidade, Caravela, Fidelidade, Allianz e Ageas.

No exercício de 2025, a João Mata registou uma diminuição do volume de negócios para 3,4 milhões de euros, correspondente a uma variação de -5,2% face a 2024. O EBITDA apresentou uma redução de 159,5 mil euros correspondente a uma variação de -17,7% face a 2024. Os Resultados Líquidos diminuíram para 625 mil euros o que representou uma variação de -8,9% em relação ao exercício de 2024. Fidelidade, Generali Lusitania, Ageas e Zurich foram as seguradoras mais utilizadas.

A subida da SegUP ao ranking das TOP20 (de 21º em 2024 para 16º em 2025) levou à saída da Empremédia que baixou de 19º para 21º lugar. Há outras corretoras com atividade consolidada às portas do ranking TOP 20, algumas também à espera de ser integradas noutras concorrentes. Assim, e por ordem de faturação, nos lugares acima de 21ª ficaram a Medibrojer, Fama, Solarsegura, SCAL, Amplitude, IBEX, Paixão, ASAL e Credimédia.

Veja aqui o ranking das TOP 20 – maiores corretoras de Portugal 2026, dados de 2025.

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