Hantavírus: Evacuação médica pode atingir os 500.000 euros. O seu seguro de viagem cobre?

O surto de hantavírus a bordo do cruzeiro de expedição MV Hondius, <a target="_blank" href="https:
Quanto custa a evacuação de passageiros?
Com o foco sobre a evacuação de passageiros e as autoridades espanholas e a OMS a coordenar uma operação faseada para retirar passageiros e tripulantes do navio, coloca-se a questão de quanto custa evacuar um passageiro quando não se tem um seguro.
A resposta não é simples, pois depende do tipo de evacuação.
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Do navio cruzeiro MV Hondius, que realizou paragens em vários destinos remotos, um dos doentes foi evacuado para a África do Sul em estado crítico. Outro morreu durante um voo comercial para Joanesburgo. Visto que o Hantavírus não tem vacina ou tratamento específico, o único recurso são os cuidados intensivos.
O que os seguros cobrem, ou não
Este surto a bordo de um navio cruzeiro com paragem em localizações remotas alerta para os problemas que podem ocorrer durante uma viagem. De forma a estar protegido contra imprevistos é necessário perceber o que os seguros de viagem podem, ou não, cobrir.
A maioria das apólices de viagem padrão cobre doenças infecciosas imprevistas, sim, tendo sido registada uma explosão de popularidade deste tipo de apólices após o Covid-19. Mas, como em todos os seguros, é importante olhar para as letras pequenas de cada apólice. Apesar de as apólices de viagem padrão cobrirem doenças infecciosas imprevistas existem três grandes problemas: a exclusão de epidemias declaradas pelas autoridades, a ausência de cláusula específica para cruzeiros, e limites de repatriamento (normalmente muito abaixo do necessário).
Por isso, tenha atenção ao decidir contratar um seguro e verifique se se adequa às suas necessidades.
Entre as seguradoras com presença em Portugal, os níveis de cobertura também variam. Por exemplo, a IATI Seguros, no plano Estrela, prevê até 5.000.000 euros em despesas médicas e inclui assistência em cruzeiros e cobertura total para epidemias/doenças infecciosas. Já a AXA, no plano Férias, inclui explicitamente proteção contra pandemias e epidemias com prolongamento de estadia em hotel. A Allianz Travel, com o plano Férias Premium, oferece repatriamento sanitário e cancelamento até 2.500 euros. A ERGO, no ERGO Select, oferece a possibilidade de cobertura para doenças pré-existentes, útil para viajantes com historial respiratório, e cancelamento até 3.000 euros.
Surtos conhecidos ficam excluídos
Se um surto epidemiológico já for conhecido ou notícia pública, como é agora o caso do Hantavírus, ele passa a ser um “evento conhecido” ficando, normalmente, excluído da cobertura standard. Claro, existem exceções. Se a apólice incluir uma cláusula CFAR (Cancel for Any Reason) esta regra não se aplica pois fica garantido o reembolso parcial independentemente do motivo do cancelamento da viagem. O mesmo se aplica à interrupção de viagem: se o navio for colocado em quarentena ou o itinerário for alterado por ordem sanitária, apenas quem tiver essa cláusula específica terá cobertos os custos de alojamento extra ou os voos de regresso antecipados.
Ou seja, quem comprar uma apólice de seguro hoje, com o MV Hondius a ser notícia um pouco por todo o mundo, não terá cobertura para cancelar a viagem com base no medo do hantavírus – a não ser que tenha a cláusula CFAR.
Outra exceção são seguros que tenham cobertura explícita para epidemias já conhecidas.
Assim, se planeia fazer um cruzeiro de expedição ou viagens a regiões remotas analise o seu seguro de viagem e veja se possui cobertura de evacuação médica com limite elevado, se há ou não a ausência de exclusão para epidemias, se existe uma cláusula específica de assistência em cruzeiro; e se opção de cláusula CFAR está disponível (se a viagem ainda não estiver paga na totalidade).




