Real Vida quase triplicou venda de seguros em três anos

A Real Vida Seguros alcançou em 2025 o valor de 414 milhões de euros em produção de seguros, um crescimento de 14% face ao ano anterior, com resultados líquidos de 12,3 milhões, mais 36% que em 2024, correspondendo a 20% de rentabilidade de capitais próprios. Assim, o dividendo a distribuir à Patris Investimentos, sociedade portuguesa que detém 100% do capital da Real Vida e tem como maiores acionistas Gonçalo Pereira Coutinho e Eduardo Espinar, será de 8 milhões de euros.
O valor da produção em 2025 é quase o triplo dos 146 milhões de euros atingidos em 2022, o crescimento médio anual tem sido de 24% nos últimos cinco anos.
Para além de capital totalmente português, a Real Vida não conta com um canal bancassurance e, mesmo assim, o seu crescimento tem sido mais notório nos produtos financeiros. Por exemplo, em seguros de Vida não ligados a fundos de investimento, a companhia alcançou um crescimento de 13,1%, atingindo o terceiro lugar no ranking nacional neste segmento e uma quota de mercado de 6,7%, logo após a Fidelidade e a Ocidental.
Estas últimas contam, respetivamente, com a Caixa Geral de Depósitos e o Millennium como bancos distribuidores, já a Real Vida aposta na mediação profissional, tendo sido consagrada pelos agentes e corretores de seguros associados da APROSE, pelo terceiro ano consecutivo, como Melhor Seguradora Vida e, pela primeira vez, como Melhor Seguradora Vida Financeiros.
Assim, apesar do aumento em vendas de 17% para 58,4 milhões de euros, os seguros de vida risco representaram 14% do total de prémios, com os financeiros a pesar 82% e os seguros de saúde a significar 11 milhões dos 14 milhões obtidos em ramos Não Vida. No ranking nacional, a Real Vida ocupa o 11º lugar com quota total de 2,5% e, no ramo Vida, é a sétima maior companhia com 4,9% de quota de mercado.
A seguradora também gere fundos de pensões, tendo lançado este ano sete novos planos de pensões profissionais e pago 7,5 milhões de euros em pensões e reembolsos a 1.111 pensionistas e beneficiários.
Os capitais geridos em pensões atingiram os 155 milhões de euros no último dia do ano passado, enquanto os administrados em seguros quase chegavam aos 600 milhões de euros.
Os resultados operacionais da Real Vida em 2025 foram de 25 milhões de euros, sendo cerca de 20 milhões resultantes da gestão de seguros de vida risco.
A solvência, medida pelo rácio SCR, atingiu os 203%, indicando o dobro dos capitais legais mínimos necessários para assegurar a solidez da companhia.
Para 2026, a administração presidida por Marta Graça Ferreira, com Mário Campino e Carlos Coutinho, pretende “continuar a crescer no ramo Vida, manter quota de mercado no ramo Não Vida e acelerar a digitalização da companhia”.
