Seguradoras querem estar no centro da estratégia europeia para financiar reformas

A Insurance Europe publicou um documento com recomendações para a fase de implementação da União de Poupança e Investimento (SIU) antes da revisão intercalar de 2027.
O setor reforça que as seguradoras europeias gerem 9,5 biliões de euros em ativos, cerca de 70% dos quais investidos em território europeu, tornando o setor um pilar essencial no financiamento da economia. Assim, a Insurance Europe defende que, como as seguradoras conseguem reunir proteção, poupança de longo prazo e investimento numa só proposta de valor para as pessoas, devem por isso ser enquadradas na estratégia de crescimento e reformas da SIU.
O setor reconhece os objetivos já alcançados, nomeadamente a revisão de Solvência II, a Estratégia de Investimento de Retalho e os trabalhos em curso sobre pensões e integração de mercados, mas avisa que o foco deve agora passar para a implementação efetiva.
Para isso, deixa quatro recomendações que podem contribuir de forma positiva. A primeira é reforçar a poupança de longo prazo e preparar melhor os cidadãos para a reforma, através de produtos de pensão e anuidade baseados em seguros. A segunda é facilitar o acesso dos pequenos investidores aos mercados de capitais, integrando as seguradoras como fornecedoras nas novas contas de poupança e de investimento. A terceira, apoiar o crescimento económico através de investimento em infraestruturas, inovação, PME e nas transições verde e digital. A quarta é simplificar a regulação, eliminando encargos desnecessários e agilizando quadros como a Diretiva de Recuperação e Resolução de Seguros e a Taxonomia da UE.
O documento destaca ainda a importância de uma consulta de mercado atempada para informar a revisão de 2027, com o objetivo de avaliar progressos, identificar boas práticas e assegurar que os indicadores de sucesso da SIU refletem as necessidades da Europa.
Já em outubro do ano passado a Insurance Europe pressionava Bruxelas e alertava que excluir o setor segurador das contas europeias de poupança e investimento pode limitar opções dos aforradores e travar o financiamento da economia.
