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Category: Mediação

  • Verlingue Portugal e Nexor com seguro de construção para habitação acessível

    Verlingue Portugal e Nexor com seguro de construção para habitação acessível

    Verlingue Portugal e Nexor com seguro de construção para habitação acessível

    Verlingue Portugal e Nexor com seguro de construção para habitação acessível


    Os custos de construção tornaram-se o grande entrave à promoção imobiliária em Portugal, superando pela primeira vez até a burocracia, com um índice de pressão de 84%, de acordo com dados do Confidencial Imobiliário, com cerca de 59 mil fogos previstos a não avançarem por falta de viabilidade económica. Neste contexto, a Verlingue Portugal decidiu formalizar um protocolo exclusivo com a Nexor, empresa de gestão e promoção de ativos imobiliários, relativo a condições de seguro de construção. O objetivo é contribuir diretamente para a viabilização de projetos habitacionais com custos mais acessíveis.

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    O protocolo foi anunciado na 3.ª edição da Verlingue Expertise Session, que decorreu no âmbito do Salão Imobiliário de Portugal (SIL), na FIL, em Lisboa, e reuniu entidades como a EY e o Confidencial Imobiliário, além de seguradores, parceiros e representantes da comunicação social para debater a viabilidade financeira de projetos imobiliários.

    João Moreira, CEO da Nexor, reforçou este diagnóstico, sublinhando o desequilíbrio entre oferta e procura nas áreas metropolitanas e a pressão crescente sobre os preços como os principais desafios atuais, motivando a assinatura deste protocolo.

    Durante a sessão foi também apresentada a solução LevelUP | Tax Insurance e a solução GroundUP, ambas parte do RISE HUB da Verlingue Portugal, um ecossistema empresarial de inovação orientado para o desenvolvimento de respostas aos riscos emergentes de Microempresas, Pequenas e Médias empresas e Startups.

  • Habit e Icare unem-se para levar garantias de veículos usados à Volvo em Portugal

    Habit e Icare unem-se para levar garantias de veículos usados à Volvo em Portugal

    Habit e Icare unem-se para levar garantias de veículos usados à Volvo em Portugal

    Habit e Icare unem-se para levar garantias de veículos usados à Volvo em Portugal


    A Habit, insurtech, e a Icare, subsidiária da BNP Paribas Cardif dedicada a garantias automóvel na Europa, anunciaram uma parceria para distribuição de produtos de seguro em Portugal. A colaboração começa com a Volvo Car Portugal, estendendo o produto de Garantia de Veículos Usados à rede de concessionários da marca no país.

    O acordo centra-se na cobertura de compradores de carros usados contra perdas financeiras decorrentes de avarias mecânicas, elétricas ou eletrónicas. A Habit atua como intermediário de seguros, assegurando que o produto da Icare chega aos concessionários e clientes finais, com o seguro integrado no processo de compra do veículo.

    João Madureira Pinto, Chief Growth Officer da Habit, sublinha a ambição que vai além da Volvo: “Começar com a Volvo é apenas o primeiro passo para trazer novas soluções da Icare para Portugal, pensadas para a realidade do mercado automóvel atual.” Da Icare, Cyril Petit, CEO da empresa e Global Head of Mobility da BNP Paribas Cardif, destaca a importância de trabalhar com “parceiros ágeis e inovadores”, alinhados com a missão de “garantir hoje a mobilidade de amanhã”.

    A parceria quer ainda, no futuro, alargar a oferta a outros produtos da Icare, como extensões de garantia e soluções específicas para veículos elétricos, segmento em crescimento acelerado no mercado português e europeu.

    A Icare é especializada nas áreas de garantias de avarias mecânicas e contratos de manutenção. Já a Habit é uma insurtech que, através da sua tecnologia, “auxilia a venda de seguros integrados nos serviços, permitindo que os seus parceiros ofereçam seguros de forma integrada”, diz na sua apresentação.

  • Sabseg assina acordo com a PSP para modernização do campo de tiro

    Sabseg assina acordo com a PSP para modernização do campo de tiro

    Sabseg assina acordo com a PSP para modernização do campo de tiro

    Sabseg assina acordo com a PSP para modernização do campo de tiro


    Numa parceria com a Polícia de Segurança Pública (PSP), a corretora Sabseg assinou um um acordo de naming rights e de apoio à reabilitação, modernização e valorização das infraestruturas do Clube de Atiradores do Pessoal da Polícia de Segurança Pública (CAPPSP).

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    Assim, o campo de tiro da PSP vai mudar de nome, passando a chamar-se Campo de Tiro Sabseg CAPPSP.

    Miguel Machado, CEO e Presidente do Conselho de Administração da SABSEG, ressalta que “a SABSEG tem vindo a construir uma relação de proximidade com entidades ligadas às forças de segurança”. O CEO explica que esta parceria com a CAPPSP vem na “sequência do trabalho com os serviços sociais da PSP e também da ligação aos SSGNR e à ASFIC”.

    De acordo com a corretora, a parceria prevê a presença institucional da Sabseg nos suportes de comunicação da CAPPSP, “em sinalética física, materiais promocionais, meios digitais e iniciativas institucionais relevantes”.

    A CAPPSP é um clube de tiro desportivo filiado na Federação Portuguesa de Tiro, já a Sabseg é uma corretora de seguros, nos ramos Vida e Não Vida, e possui a gestão de mais de 450 mil apólices, de mais de 250 mil clientes particulares e empresariais, de acordo com a própria. Conta com mais de 2.300 colaboradores e parceiros de negócio, e tem 48 escritórios.

  • Grupo segurador Rego compra 50% da corretora Corbroker

    Grupo segurador Rego compra 50% da corretora Corbroker

    Grupo segurador Rego compra 50% da corretora Corbroker

    Grupo segurador Rego compra 50% da corretora Corbroker


    O Grupo Rego, detentor da corretora de seguros F.Rego, acaba de adquirir 50% do capital da também corretora de seguros Corbroker, prevendo o acordo a aquisição das restantes participações no início de 2029.

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    O negócio estava há meses para ser concluído e prevê a Corbroker a continuar a contar com as participações das empresas representadas pelos atuais sócios António Raposo de Magalhães e Miguel Vilarinho. Fernando Belchior, que era o maior acionista com 42,5% até se realizar a atual operação, vendeu a sua participação mas mantém-se na administração da Corbroker com António Raposo de Magalhães e Miguel Vilarinho passando esta a incluir também Pedro Rego, CEO da F.Rego.

    A Corbroker manterá a sua atividade como operador independente, integrada no Grupo Rego e os 43 trabalhadores vão continuar. “Podemos assegurar que todos os postos de trabalho serão mantidos, comentou Pedro Rego, “estamos perante uma transação que pretende acrescentar e gerar valor, estando o principal valor duma empresa de serviços nas suas pessoas”, disse.

    Com esta aquisição, o volume de negócios do Grupo Rego, composto em Portugal pela corretora F.Rego, pela mediadora especializada Semper e agora também pela Corbroker, atingiu 21 milhões de euros em 2025, quando adicionado 5,5 milhões de euros de vendas da Corbroker e antes das operações internacionais em Espanha e Brasil.

    Em 2025 os resultados líquidos da Corbroker atingiram os 900 mil euros e, em 2025, o EBITDA atingiu perto de 1,7 milhões de euros, mas não foram adiantados valores do negócio.

    Equipa e Complementaridade na base da operação

    “A qualidade da sua equipa e o know-how acumulado, com clara especialização em várias áreas que são complementares à F.Rego”, foram motivos apontados por Pedro Rego para o interesse do Grupo Rego nesta operação mas, também, “a comunhão de valores e da forma de atuar no mercado foram igualmente fatores da máxima relevância, que estamos certos de que facilitarão e impulsionarão as sinergias entre as empresas”.

    “As empresas irão manter a sua atividade independente, naturalmente colaborando e tirando partido de sinergias e complementaridade, adianta ainda Pedro Rego, “Os mixes de carteira não se deverão alterar substancialmente, mantendo a F. Rego um peso de mais de 95% em corporate e a Corbroker mais de 50%.

    Com esta operação e por volume de negócios, o Grupo de Pedro e Sara Rego, descendentes do fundador Fernando Rego, aproxima-se do top 5 nacional entre os distribuidores de seguros.

  • Age Brokers quer assegurar a continuidade e evolução da mediação de seguros

    Age Brokers quer assegurar a continuidade e evolução da mediação de seguros

    Age Brokers quer assegurar a continuidade e evolução da mediação de seguros

    Age Brokers quer assegurar a continuidade e evolução da mediação de seguros


    A Associação dos Agentes Gerais Ageas, sob a marca Age Brokers (que foi criada em 2025) realizou a sua convenção anual no Amendoeira Golf Resort, em Alcantarilha, no Algarve. Durante a convenção foi apresentada uma nova iniciativa, a “New Generation”, que quer preparar o futuro da mediação de seguros em Portugal.

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    O Presidente da associação, Rui Próspero, destacou que o “projeto é fundamental para o trabalho desenvolvido em termos de partilha, informação e resultados,” explicando ainda que é “uma iniciativa que vai ao encontro das necessidades do mercado, da exigência dos associados e, principalmente, da atividade de mediação de seguros”.

    A Age Brokers é uma entidade sem fins lucrativos que reúne mediadores exclusivos da Ageas Seguros em Portugal, contando com 44 sociedades de mediação associados e representando um volume de prémios anual de 110 milhões de euros e 249 colaboradores. Tem o apoio da ExpressGlass.

    Esta primeira edição da “New Generation” quer focar-se na transição geracional e na inovação, com Paulo Novais a explicar “que o objetivo não é apenas a venda direta das carteiras, mas sim assegurar a continuidade e evolução das empresas de mediação.” Assim, um grupo de jovens esteve presente num briefing com o coach Rodrigo Dias e com Sara Oliveira, membro da direção, para falar “sobre temas para o futuro da atividade”.

    Sara Oliveira garante que “as novas gerações de profissionais estão em sintonia com os futuros compradores de seguros, sendo imperativo adequar a realidade dos jovens de hoje a um setor tradicionalmente conservador e menos digitalizado”. A dirigente explica que “a integração destes novos talentos traz visões inovadoras, maior digitalização e facilidade de comunicação no mundo online, o que, aliado à experiência tradicional, perspetiva um futuro promissor“.

    Já Rodrigo Dias defende que “uma empresa capaz de se adaptar, inovar e melhorar continuamente, ajustando-se à realidade do mercado e às novas gerações, fará toda a diferença no futuro”.

    Durante a convenção anual houve também um jantar de gala onde foram atribuídos prémios aos participantes. Foram ainda proporcionados momentos de team building com muitos dos participantes a praticarem golfe, outros o ténis e, ainda, padel.

  • MDS compra Mediadora de seguros do FC Porto em negócio de 10 milhões de euros

    MDS compra Mediadora de seguros do FC Porto em negócio de 10 milhões de euros

    MDS compra Mediadora de seguros do FC Porto em negócio de 10 milhões de euros

    MDS compra Mediadora de seguros do FC Porto em negócio de 10 milhões de euros


    A MDS Portugal adquiriu 100% do capital da Porto Seguro, até hoje detida pelo Futebol Clube do Porto SAD a 90%, pelo clube a 5% e pelo seu gestor António Vasconcelos, histórico profissional da atividade seguradora em Portugal. O valor de empresa foi fixado em 10 milhões de euros.

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    Fundada em 1995, a Porto Seguro encerrou 2025 com receitas próximas de um milhão de euros, mantendo uma forte ligação ao ecossistema do Clube. Em 2024, obteve 388 mil euros de resultados líquidos e contava com 28 colaboradores.

    A aquisição da Porto Seguro “enquadra-se na estratégia de crescimento inorgânico da MDS, que visa reforçar a sua posição no mercado através da incorporação de estruturas especializadas, com forte base de clientes e know-how setorial, bem como a melhoria contínua da sua capacidade operacional e de oferta de soluções diferenciadas”, afirma a MDS.

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    A integração da MDS dotará a estrutura adquirida “de competências, capacidades tecnológicas e escala, permitindo elevar a qualidade da gestão de risco e assegurar soluções mais robustas e adequadas à atividade do Clube”, diz a corretora.

    A MDS tem intenção de alargar a oferta de produtos e serviços de elevado valor a todo o ecossistema do Futebol Clube do Porto, “incluindo colaboradores, parceiros, sócios e adeptos, promovendo a criação de valor através de uma abordagem mais especializada, integrada e orientada à proteção de pessoas e organizações”, acrescenta a corretora.

    Para Ricardo Pinto dos Santos, CEO da MDS Portugal, afirma: “Trata-se de uma operação entre duas entidades de referência, fortemente ligadas à cidade do Porto, esta parceria vai permitir-nos desenvolver uma proposta de valor diferenciadora nas áreas de seguros corporativos, benefícios e affinity, com soluções ajustadas às necessidades do Futebol Clube do Porto e às da comunidade azul e branca, potenciadas pela nossa escala, inovação e capacidade técnica”, conclui.

    Para José Pedro Pereira da Costa, CFO do Futebol Clube do Porto: “Ao longo de três décadas o FC Porto construiu uma empresa sólida, profundamente ligada ao universo da família Portista e às comunidades que a integram. A incorporação na MDS representa a evolução deste percurso, permitindo potenciar ainda mais o desenvolvimento de soluções não apenas para o nosso Clube, como também para os nossos colaboradores, parceiros, sócios e adeptos.

    Esta operação contou com a assessoria estratégica e financeira da PTCG e assessoria jurídica da PLMJ.

     

  • Intermediário de crédito Simplefy entra nos seguros

    Intermediário de crédito Simplefy entra nos seguros

    Intermediário de crédito Simplefy entra nos seguros


    A Simplefy, comunidade de intermediários de crédito com mais de 300 parceiros, anunciou esta segunda-feira a entrada no mercado de seguros, anunciaram em comunicado. A expansão pretende “replicar o modelo” de negócio que, em 2025, impulsionou um crescimento de 86% no volume de financiamento intermediado.

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    Rui Guerreiro, Head of Insurance & New Business da Simplefy. “Estamos a criar um modelo em que a integração de seguros instrui o cliente final para decisões mais informadas e conscientes”.

    Rui Lopes, CEO da Simplefy, explica que “a entrada no mercado segurador representa, para a Simplefy, a consequência natural de uma visão estratégica a longo prazo. Não se trata de uma transformação do modelo de negócio, mas da sua consolidação, alargando a nossa oferta para uma gestão financeira mais ampla.”

    Rui Guerreiro foi o escolhido pela empresa para liderar a entrada no setor segurador como Head of Insurance & New Business. Guerreiro foi Affinity BU Manager and Senior Account Manager na Zuritel, na Zurich. Esteve depois no BNP Paribas Cardif como Head of Partner Strategy – Iberia e passou ainda pela AON, onde foi Head of Affinity/Executive Director. Agora, Guerreiro vai estruturar a nova linha de negócio da Simplefy e garantir que a integração de seguros se alinha com o modelo operacional dos parceiros financeiros da rede.

    “O objetivo da Simplefy é que o seguro seja uma vantagem real para o negócio dos parceiros e para o cliente, e não apenas mais um produto a comercializar. Estamos a criar um modelo em que a integração de seguros instrui o cliente final para decisões mais informadas e conscientes”, afirma Rui Guerreiro.

    A empresa quer ter 50 parceiros certificados e a operar ativamente no setor segurador até ao final do ano.

  • Luiza Teodoro deixa Verlingue Portugal. Naftalski é CEO interino

    Luiza Teodoro deixa Verlingue Portugal. Naftalski é CEO interino

    Luiza Teodoro deixa Verlingue Portugal. Naftalski é CEO interino


    Luiza Fragoso Teodoro anunciou a sua saída da Verlingue Portugal. Soube ECOseguros junto de fontes de mercado, que a agora ex-CEO da Verlingue Portugal renunciou ao mandato no final do mês de abril. A corretora está agora a avaliar novas pessoas para assumirem o cargo, mas enquanto esse processo se desenrola, Nicolas Naftalski, Deputy CEO da Verlingue Europa, está atualmente a atuar como CEO interino. José Félix Morgado mantém-se como Chairman da Verlingue Portugal.

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    Luiza Fragoso Teodoro, ex-CEO da Verlingue Portugal, anunciou a sua saída da corretora. “Foi uma decisão ponderada e alinhada com os meus valores – sobretudo com a clareza sobre onde posso, hoje, gerar maior impacto”.Hugo Amaral

    Os membros da Comissão Executiva Miguel Salema Garção, Tiago Corrêa Figueira, Ricardo Santos, Rui Monteiro e Sofia Melo Mendes, mantém-se nos cargos.

    Luiza Fragoso Teodoro tem uma extensa carreira no setor de seguros: em 1999, tratou da Gestão de Produto na Companhia de Seguros Mundial Confiança. Em 2001, ingressou na Tranquilidade, onde desempenhou diversas funções até 2018. Mais tarde, integrou a Metlife, de 2018 a 2024. Depois, em junho de 2024, assumiu funções como CEO e membro do Comité Executivo da Verlingue Portugal.

    Encerrar ciclos faz parte de qualquer percurso profissional com intenção”, explicou numa publicação nas redes sociais. “Recentemente, decidi deixar as minhas funções na Verlingue Portugal. Foi uma decisão ponderada e alinhada com os meus valores – sobretudo com a clareza sobre onde posso, hoje, gerar maior impacto e contribuir com verdadeiro propósito”, justificou. “A todos os que fizeram parte deste percurso, o meu sincero obrigada”, agradeceu.

    Contatada por ECOseguros, Teodoro explica que está “a avaliar opções e a dar corpo a alguns projetos que tinha na gaveta, nomeadamente a escrita de um livro”.

    Nicolas Naftalski, o CEO interino, foi contratado em janeiro deste ano para assumir funções como Deputy CEO da Verlingue Europa e Head of Specialty & Affinity no âmbito de uma reorganização mais ampla da Verlingue, enquadrada no plano estratégico “Better Future 28” do Grupo Adelaïde.

  • WTW explicou (bem) como usar seguros para Fusões e Aquisições

    WTW explicou (bem) como usar seguros para Fusões e Aquisições

    WTW explicou (bem) como usar seguros para Fusões e Aquisições


    O seguro Warranties & Indemnities (W&I) deixou de ser um mero produto de seguros e tornou-se fundamental como “um instrumento de negociação no mercado de fusões e aquisições de empresas (M&A), acelerando prazos, viabilizando saídas limpas para os vendedores, aumentando a competitividade das propostas de aquisição e alinhando as transações com as melhores práticas internacionais”. Esta foi uma conclusão do webinar da serie “Risk Insights Talks”. Organizado pela corretora de seguros WTW, que conta no curriculum com o apoio a 2 mil operações de M&A em Portugal e Espanha, o debate reuniu especialistas para abordar “o papel transformador do seguro W&I”.

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    Pedro Charters: O seguro W&I deixou de ser “um mero produto de seguro para se tornar um verdadeiro instrumento de negociação em M&A”.

    Pedro Charters, Senior Associate de M&A na WTW Portugal, e Ignacio Zaldívar, especialista em Tax Insurance na WTW Espanha, apresentaram as principais tendências e aplicações práticas do seguro W&I no contexto atual do mercado de fusões e aquisições, permitindo “uma maior rapidez nos processos, uma redução de fricções negociais e um reforço da segurança das transações”

    W&I: Um instrumento estratégico nas transações de M&A

    De acordo com os especialistas, o W&I Insurance está a ganhar relevância devido à necessidade crescente de certeza e eficiência nas transações, num contexto em que os prazos são cada vez mais exigentes e a competitividade entre compradores aumenta. O seguro W&I (Warranties & Indemnities) tem-se consolidado como uma ferramenta central nas operações de fusões e aquisições, deixando de ser um mero produto de seguro para se tornar um verdadeiro instrumento de negociação.

    Entre as suas principais vantagens, os especialistas da WTW destacaram:

    • Aceleração dos prazos de negociação, permitindo fechar transações de forma mais eficiente;
    • Clean exit para os vendedores, reduzindo ou eliminando a necessidade de garantias pós-fecho;
    • Maior competitividade nas propostas de aquisição, ao transferir o risco de garantias para uma seguradora;
    • Alinhamento com a prática internacional de M&A, cada vez mais exigente em termos de certeza e alocação de riscos.

    Diferentes perspetivas: comprador vs vendedor

    A sessão abordou as diferentes perspetivas das partes envolvidas numa transação. Do lado do comprador, o seguro W&I substitui o risco de crédito do vendedor por uma seguradora de rating elevado, assegurando uma recuperação clara em caso de incumprimento das garantias contratuais e reduzindo a fricção negocial. Do lado do vendedor, permite uma saída limpa da transação, com redução do depósito em garantia ou eliminando os períodos de sobrevivência das garantias mais curtas.

    Os especialistas adicionam que, para além de proteger contra riscos associados a garantias contratuais, o W&I tem um impacto direto na negociação dos contratos de compra e venda (SPA), contribuindo para reduzir conflitos entre as partes e facilitar o fecho das operações.

    Termos-chave e processo de subscrição

    Os especialistas explicaram os principais termos que determinam o valor de uma apólice W&I: retenção (deductible), limite de cobertura, duração da apólice (survival), exclusões decorrentes dos resultados de due diligence e a definição de “Loss” no contrato. O processo de subscrição típico inclui um exercício de mercado preliminar, seleção de seguradora, análise da documentação da transação, chamada de subscrição, negociação da apólice e vinculação na assinatura ou fecho.

    “O seguro W&I é hoje um instrumento de estruturação negocial incontornável. O planeamento antecipado é a chave para desbloquear o seu valor máximo em qualquer transação. Mais do que um produto de seguro, o W&I tornou-se um elemento estruturante na forma como as transações são estruturadas e conduzidas”, disse Pedro Charters, Senior Associate M&A, WTW Portugal

    Gestão de sinistros e soluções complementares

    Foi também abordada a gestão de sinistros em ambiente W&I, sendo sublinhado que os sinistros são e estão a ser pagos quando o processo é respeitado -– nomeadamente através de garantias claras, due diligence consistente, disclosure adequado e notificação atempada. O papel do corretor foi considerado crítico mesmo após o fecho da transação.

    Em relação à evolução do mercado, o debate concluiu que o seguro W&I “não é apenas uma proteção financeira, mas um instrumento que melhora a gestão global das operações de M&A”. E a WTW sublinha a importância “de um planeamento antecipado e da utilização da solução de seguro mais adequada a cada risco específico, incluindo cobertura de riscos fiscais e outros riscos contingentes”.

  • Mais literacia financeira e maior digitalização são soluções para reduzir protection gap

    Mais literacia financeira e maior digitalização são soluções para reduzir protection gap

    Mais literacia financeira e maior digitalização são soluções para reduzir protection gap


    O setor segurador português debate-se com vários problemas: uma fraca cultura de risco, literacia financeira insuficiente e as consequências da falta de seguro, como ficou visível em Leiria, podem ser devastadoras.

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    Em mais um painel de “Mulheres com ECO”, composto por Ana Teixeira, cofundadora e CEO da Mudey, e Sofia Mendes, membro da comissão executiva da Verlingue Portugal e diretora de Comunicação, Marketing e Sustentabilidade, foi comum a opinião de que os portugueses poupam pouco e não protegem suficientemente os seus bens – o que pode levar a consequências devastadoras na altura do sinistro.

    Poupar para a reforma: um “problema do já, do agora”

    No centro desta conversa esteve em foco a poupança para a reforma, um tema que tem vindo a ganhar destaque na atualidade. “É um problema do já, do agora”, avisa Ana Teixeira. “Não podemos continuar a adiar, porque todos os dados indicam que quando chegarmos à reforma, que considerávamos como garantida, vai ser muito menor do aquilo que ganhávamos na idade ativa”. Para ela, há vários fatores a condicionar a poupança, sendo um deles a literacia financeira, que é insuficiente. “Quando era pequena, aprendíamos o conceito do mealheiro, de ir poupando. Fazíamos compras e, portanto, percebíamos o valor do dinheiro, aquilo que ele podia e não podia comprar. E isso, ao longo do tempo, foi-se perdendo”.

    E, apesar de se falar em introduzir estes temas nas escolas, o desafio imediato está nos adultos, não nos produtos, vinca. “Os produtos existem. Existem produtos sem risco e produtos com risco, mas é preciso perceber a diferença entre eles. É novamente o problema da literacia financeira. Mas isso não se consegue resolver só com produtos ou só com literacia financeira. O setor tem que trabalhar de uma forma colaborativa e partilhada”.

    Um dos obstáculos mais concretos é a dispersão da informação. Um consumidor com produtos em várias seguradoras não tem forma simples de saber, num único lugar, o valor do seu património nem o que ele está a render. A solução passa, na sua perspetiva, por uma maior colaboração tecnológica e de informação entre seguradoras e mediadores e por uma visão mais integrada do ecossistema.

    Os produtos existem. Existem produtos sem risco e produtos com risco, mas é preciso perceber a diferença entre eles. E isso não se consegue resolver só com produtos ou só com literacia financeira. O setor tem que trabalhar de uma forma colaborativa e partilhada.

    Ana Teixeira, Co-founder e CEO da Mudey

    Há ainda um segundo ponto: os benefícios de reforma facultados pelas empresas. Ana Teixeira defende que deveria existir uma componente de maior “obrigatoriedade” nestes benefícios. A razão é pragmática: “a obrigatoriedade força-nos a tentar entender o que estamos a ser obrigados a fazer, e isso cria literacia”.

    As consequências do infra-seguro

    O caso do comboio de tempestades que devastou Leiria no final de fevereiro também não pôde deixar de estar em cima da mesa. Sofia Mendes, da Verlingue Portugal que esteve no local, descreve o que encontraram: “Foram, em maioria, pessoas que mesmo tendo o seguro multirriscos – que já era quase um milagre – estavam em infra-seguro. Portanto, aquilo que vão receber não é o suficiente para conseguir cobrir os danos causados”.

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    Para Sofia, é necessário mudar a cultura de risco em Portugal. “São muito poucas as empresas em Portugal que têm liquidez para conseguir sobreviver e pagar os restantes danos que foram causados ao material”, explica, sublinhando que a falta de seguro e as situações de infra-seguro se devem a esta “cultura de risco muito pobre, porque [as empresas] não veem como um investimento, veem como um custo”.

    O problema é, mais uma vez, de perceção: as empresas olham para o prémio do seguro como um custo adicional, quando deveria ser encarado como um investimento.

    A mediação deve adotar um novo papel

    Uma das mudanças de paradigma necessária é a redefinição do papel do mediador, para que passe de vendedor a consultor, defende Ana Teixeira. “O mediador é em quem o cliente confia”, diz. Para isso, são precisas ferramentas e dados em tempo real.

    Deve existir uma partilha de informação usando o que a tecnologia tem de melhor para que todas as partes consigam fazer o seu trabalho de forma mais eficaz, produtiva e eficiente”, defende.

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    A digitalização é, para ambas as especialistas, incontornável no setor. O consumidor de hoje quer “consultar os seus seguros no telemóvel, comparar coberturas, perceber o que tem e o que lhe falta”. Um setor que não responde a esta expectativa está a nadar contra a maré. “Não faz sentido pensarmos que vamos conseguir contrariar isso”, vinca Ana Teixeira.

    A par da digitalização, a simplificação da linguagem é outro imperativo. O chamado “segurês” é um obstáculo à adesão. Sofia Mendes reconhece as limitações legais e regulamentares que condicionam a comunicação, mas defende que é possível e necessário fazer melhor: “Temos que conseguir tornar a nossa linguagem cada vez mais acessível e compreensível”, afirma. “Mas sou muito otimista, acho que é um desafio, mas que já estamos a fazer esse caminho”.

    Mais mulheres no setor, mas não nos cargos de topo

    O setor segurador é predominantemente masculino nos cargos de topo, no entanto existem cada vez mais mulheres interessadas em ingressar no setor. O problema está na progressão: à medida que se sobe na hierarquia, a representação feminina diminui.

    Sobre as quotas, as duas profissionais partilham a mesma visão. Para Sofia Mendes, devem funcionar como “acelerador” e não como fim, “sem desvirtuar os processos e as oportunidades, porque acredito na meritocracia e acho que as pessoas devem chegar, independentemente do seu género, a essas posições de tomada de decisão pelo seu mérito, capacidade e competência”, explica. “Agora, o interesse das mulheres no setor segurador é evidente. Já não é esse o tema (…) As mulheres já superam os homens e, portanto, há, de facto, evidências de que as mulheres querem trabalhar neste setor”.

    As pessoas devem chegar, independentemente do seu género, a essas posições de tomada de decisão pelo seu mérito, capacidade e competência.

    Sofia Mendes, Membro da Comissão Executiva da Verlingue Portugal

    Ana Teixeira concorda, defendendo uma mudança estrutural e natural, mas reconhecendo que mecanismos de aceleração podem ser úteis para tornar a desigualdade visível a quem toma decisões. “A própria sociedade foi evoluindo. Portugal ainda é um país relativamente tradicional em alguns costumes, mas existe uma evolução”, diz. “Acho que temos que criar as oportunidades, as ferramentas, para que as coisas evoluam de forma natural e todos tenhamos um papel a desempenhar na nossa diferença”.

    O caminho, dizem, está a ser feito, mas mais lentamente do que o desejável, apesar de forma consistente.

    Assista aqui ao debate completo: