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Category: Riscos & Produtos

  • Verlingue Portugal e Nexor com seguro de construção para habitação acessível

    Verlingue Portugal e Nexor com seguro de construção para habitação acessível

    Verlingue Portugal e Nexor com seguro de construção para habitação acessível

    Verlingue Portugal e Nexor com seguro de construção para habitação acessível


    Os custos de construção tornaram-se o grande entrave à promoção imobiliária em Portugal, superando pela primeira vez até a burocracia, com um índice de pressão de 84%, de acordo com dados do Confidencial Imobiliário, com cerca de 59 mil fogos previstos a não avançarem por falta de viabilidade económica. Neste contexto, a Verlingue Portugal decidiu formalizar um protocolo exclusivo com a Nexor, empresa de gestão e promoção de ativos imobiliários, relativo a condições de seguro de construção. O objetivo é contribuir diretamente para a viabilização de projetos habitacionais com custos mais acessíveis.

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    O protocolo foi anunciado na 3.ª edição da Verlingue Expertise Session, que decorreu no âmbito do Salão Imobiliário de Portugal (SIL), na FIL, em Lisboa, e reuniu entidades como a EY e o Confidencial Imobiliário, além de seguradores, parceiros e representantes da comunicação social para debater a viabilidade financeira de projetos imobiliários.

    João Moreira, CEO da Nexor, reforçou este diagnóstico, sublinhando o desequilíbrio entre oferta e procura nas áreas metropolitanas e a pressão crescente sobre os preços como os principais desafios atuais, motivando a assinatura deste protocolo.

    Durante a sessão foi também apresentada a solução LevelUP | Tax Insurance e a solução GroundUP, ambas parte do RISE HUB da Verlingue Portugal, um ecossistema empresarial de inovação orientado para o desenvolvimento de respostas aos riscos emergentes de Microempresas, Pequenas e Médias empresas e Startups.

  • Hantavírus: Evacuação médica pode atingir os 500.000 euros. O seu seguro de viagem cobre?

    Hantavírus: Evacuação médica pode atingir os 500.000 euros. O seu seguro de viagem cobre?

    Hantavírus: Evacuação médica pode atingir os 500.000 euros. O seu seguro de viagem cobre?

    Hantavírus: Evacuação médica pode atingir os 500.000 euros. O seu seguro de viagem cobre?


    O surto de hantavírus a bordo do cruzeiro de expedição MV Hondius, <a target="_blank" href="https:

    Quanto custa a evacuação de passageiros?

    Com o foco sobre a evacuação de passageiros e as autoridades espanholas e a OMS a coordenar uma operação faseada para retirar passageiros e tripulantes do navio, coloca-se a questão de quanto custa evacuar um passageiro quando não se tem um seguro.

    A resposta não é simples, pois depende do tipo de evacuação.

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    Do navio cruzeiro MV Hondius, que realizou paragens em vários destinos remotos, um dos doentes foi evacuado para a África do Sul em estado crítico. Outro morreu durante um voo comercial para Joanesburgo. Visto que o Hantavírus não tem vacina ou tratamento específico, o único recurso são os cuidados intensivos.

    O que os seguros cobrem, ou não

    Este surto a bordo de um navio cruzeiro com paragem em localizações remotas alerta para os problemas que podem ocorrer durante uma viagem. De forma a estar protegido contra imprevistos é necessário perceber o que os seguros de viagem podem, ou não, cobrir.

    A maioria das apólices de viagem padrão cobre doenças infecciosas imprevistas, sim, tendo sido registada uma explosão de popularidade deste tipo de apólices após o Covid-19. Mas, como em todos os seguros, é importante olhar para as letras pequenas de cada apólice. Apesar de as apólices de viagem padrão cobrirem doenças infecciosas imprevistas existem três grandes problemas: a exclusão de epidemias declaradas pelas autoridades, a ausência de cláusula específica para cruzeiros, e limites de repatriamento (normalmente muito abaixo do necessário).

    Por isso, tenha atenção ao decidir contratar um seguro e verifique se se adequa às suas necessidades.

    Entre as seguradoras com presença em Portugal, os níveis de cobertura também variam. Por exemplo, a IATI Seguros, no plano Estrela, prevê até 5.000.000 euros em despesas médicas e inclui assistência em cruzeiros e cobertura total para epidemias/doenças infecciosas. Já a AXA, no plano Férias, inclui explicitamente proteção contra pandemias e epidemias com prolongamento de estadia em hotel. A Allianz Travel, com o plano Férias Premium, oferece repatriamento sanitário e cancelamento até 2.500 euros. A ERGO, no ERGO Select, oferece a possibilidade de cobertura para doenças pré-existentes, útil para viajantes com historial respiratório, e cancelamento até 3.000 euros.

    Surtos conhecidos ficam excluídos

    Se um surto epidemiológico já for conhecido ou notícia pública, como é agora o caso do Hantavírus, ele passa a ser um “evento conhecido” ficando, normalmente, excluído da cobertura standard. Claro, existem exceções. Se a apólice incluir uma cláusula CFAR (Cancel for Any Reason) esta regra não se aplica pois fica garantido o reembolso parcial independentemente do motivo do cancelamento da viagem. O mesmo se aplica à interrupção de viagem: se o navio for colocado em quarentena ou o itinerário for alterado por ordem sanitária, apenas quem tiver essa cláusula específica terá cobertos os custos de alojamento extra ou os voos de regresso antecipados.

    Ou seja, quem comprar uma apólice de seguro hoje, com o MV Hondius a ser notícia um pouco por todo o mundo, não terá cobertura para cancelar a viagem com base no medo do hantavírus – a não ser que tenha a cláusula CFAR.

    Outra exceção são seguros que tenham cobertura explícita para epidemias já conhecidas.

    Assim, se planeia fazer um cruzeiro de expedição ou viagens a regiões remotas analise o seu seguro de viagem e veja se possui cobertura de evacuação médica com limite elevado, se há ou não a ausência de exclusão para epidemias, se existe uma cláusula específica de assistência em cruzeiro; e se opção de cláusula CFAR está disponível (se a viagem ainda não estiver paga na totalidade).

  • Macau lança seguro paramétrico para indemnizações às PME, mesmo sem danos

    Macau lança seguro paramétrico para indemnizações às PME, mesmo sem danos

    Macau lança seguro paramétrico para indemnizações às PME, mesmo sem danos

    Macau lança seguro paramétrico para indemnizações às PME, mesmo sem danos


    O Governo de Macau anunciou esta terça-feira que Pequenas e Médias Empresas (PME) poderão aceder a um seguro para fenómenos climáticos extremos, sendo oferecida uma indemnização por tempestades que afetem o território, mesmo sem registo de danos.

    Quando for emitido o sinal 10 de tempestade tropical, o mais elevado, e este se mantiver içado por 10 horas ou mais, o segurado poderá reclamar uma indemnização correspondente a 10% do respetivo capital seguro“, explicou esta terça-feira numa conferência de imprensa o diretor-geral do Departamento de Subscrição da Companhia de Seguros Vida China Taiping, Hong Jiawen.

    Tanto em Macau como na região vizinha de Hong Kong, a escala de alerta de tempestades tropicais é formada pelos sinais 1, 3, 8, 9 e 10 (o mais elevado), com a emissão a depender da proximidade da tempestade e da intensidade do vento.

    O representante adiantou que a nova medida complementa o regime existente, que cobre danos causados por eventos como o nível 8 de tufão, marés de tempestade ou sinal de chuva intensa. Os prejuízos abrangidos incluem danos em edifícios, fundações de construções, mercadorias e equipamentos eletrónicos.

    Segundo um exemplo fornecido durante o evento, no caso de uma de empresa comprar um seguro de 15.000 patacas (1.589 euros), teria um teto máximo de cobertura de seguro de 100 mil patacas (10.593 euros).

    Segundo indicou no mesmo evento o chefe do Departamento de Desenvolvimento das Atividades Económicas da Direção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico, Lau Kit Lon, o Governo continuará a conceder subsídios às PME elegíveis, “com a taxa de comparticipação a aumentar de 50% do prémio anual padrão para 70% do prémio após a aplicação do desconto por inexistência de sinistros”.

    Entretanto, Chan Kuan I, administradora do Conselho de Administração da Autoridade Monetária de Macau, anunciou que, desde o lançamento em 2019 de um seguro de bens patrimoniais contra grandes desastres, foram emitidas 114 apólices e aprovados os respetivos financiamentos, num total de capital segurado de 16,9 milhões de patacas (1,79 milhões de euros).

    “Quando o tufão Ragasa atingiu Macau no ano passado, o regime recebeu cinco participações de sinistros, todas rapidamente liquidadas, num total de 310 mil patacas (32,700 euros) indemnizadas”, disse Chan Kuan.

    Em 2025, Macau registou 14 tufões, ultrapassando o anterior máximo histórico de 12, registado em 1974, e fazendo do ano passado aquele com o maior número de tempestades tropicais desde o início dos registos em 1968, segundo apontou a direção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG).

    Os tufões Wipha e Ragasa levaram Macau a emitir o nível mais elevado de alerta, sendo a primeira vez que, “num mesmo ano, foi necessário hastear por duas vezes o sinal 10”, indicaram os SMG.

    Mesmo assim, até hoje um sinal de tempestade nível 10 só esteve em vigor durante um período de mais de 10 horas em Macau durante a passagem do tufão Ragasa no ano passado.

    Os SMG prevêm que cerca de cinco a oito ciclones tropicais venham a afetar Macau em 2026, alertando para uma atividade ciclónica que poderá ser ligeiramente superior ao normal.

  • Intermediário de crédito Simplefy entra nos seguros

    Intermediário de crédito Simplefy entra nos seguros

    Intermediário de crédito Simplefy entra nos seguros


    A Simplefy, comunidade de intermediários de crédito com mais de 300 parceiros, anunciou esta segunda-feira a entrada no mercado de seguros, anunciaram em comunicado. A expansão pretende “replicar o modelo” de negócio que, em 2025, impulsionou um crescimento de 86% no volume de financiamento intermediado.

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    Rui Guerreiro, Head of Insurance & New Business da Simplefy. “Estamos a criar um modelo em que a integração de seguros instrui o cliente final para decisões mais informadas e conscientes”.

    Rui Lopes, CEO da Simplefy, explica que “a entrada no mercado segurador representa, para a Simplefy, a consequência natural de uma visão estratégica a longo prazo. Não se trata de uma transformação do modelo de negócio, mas da sua consolidação, alargando a nossa oferta para uma gestão financeira mais ampla.”

    Rui Guerreiro foi o escolhido pela empresa para liderar a entrada no setor segurador como Head of Insurance & New Business. Guerreiro foi Affinity BU Manager and Senior Account Manager na Zuritel, na Zurich. Esteve depois no BNP Paribas Cardif como Head of Partner Strategy – Iberia e passou ainda pela AON, onde foi Head of Affinity/Executive Director. Agora, Guerreiro vai estruturar a nova linha de negócio da Simplefy e garantir que a integração de seguros se alinha com o modelo operacional dos parceiros financeiros da rede.

    “O objetivo da Simplefy é que o seguro seja uma vantagem real para o negócio dos parceiros e para o cliente, e não apenas mais um produto a comercializar. Estamos a criar um modelo em que a integração de seguros instrui o cliente final para decisões mais informadas e conscientes”, afirma Rui Guerreiro.

    A empresa quer ter 50 parceiros certificados e a operar ativamente no setor segurador até ao final do ano.

  • WTW explicou (bem) como usar seguros para Fusões e Aquisições

    WTW explicou (bem) como usar seguros para Fusões e Aquisições

    WTW explicou (bem) como usar seguros para Fusões e Aquisições


    O seguro Warranties & Indemnities (W&I) deixou de ser um mero produto de seguros e tornou-se fundamental como “um instrumento de negociação no mercado de fusões e aquisições de empresas (M&A), acelerando prazos, viabilizando saídas limpas para os vendedores, aumentando a competitividade das propostas de aquisição e alinhando as transações com as melhores práticas internacionais”. Esta foi uma conclusão do webinar da serie “Risk Insights Talks”. Organizado pela corretora de seguros WTW, que conta no curriculum com o apoio a 2 mil operações de M&A em Portugal e Espanha, o debate reuniu especialistas para abordar “o papel transformador do seguro W&I”.

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    Pedro Charters: O seguro W&I deixou de ser “um mero produto de seguro para se tornar um verdadeiro instrumento de negociação em M&A”.

    Pedro Charters, Senior Associate de M&A na WTW Portugal, e Ignacio Zaldívar, especialista em Tax Insurance na WTW Espanha, apresentaram as principais tendências e aplicações práticas do seguro W&I no contexto atual do mercado de fusões e aquisições, permitindo “uma maior rapidez nos processos, uma redução de fricções negociais e um reforço da segurança das transações”

    W&I: Um instrumento estratégico nas transações de M&A

    De acordo com os especialistas, o W&I Insurance está a ganhar relevância devido à necessidade crescente de certeza e eficiência nas transações, num contexto em que os prazos são cada vez mais exigentes e a competitividade entre compradores aumenta. O seguro W&I (Warranties & Indemnities) tem-se consolidado como uma ferramenta central nas operações de fusões e aquisições, deixando de ser um mero produto de seguro para se tornar um verdadeiro instrumento de negociação.

    Entre as suas principais vantagens, os especialistas da WTW destacaram:

    • Aceleração dos prazos de negociação, permitindo fechar transações de forma mais eficiente;
    • Clean exit para os vendedores, reduzindo ou eliminando a necessidade de garantias pós-fecho;
    • Maior competitividade nas propostas de aquisição, ao transferir o risco de garantias para uma seguradora;
    • Alinhamento com a prática internacional de M&A, cada vez mais exigente em termos de certeza e alocação de riscos.

    Diferentes perspetivas: comprador vs vendedor

    A sessão abordou as diferentes perspetivas das partes envolvidas numa transação. Do lado do comprador, o seguro W&I substitui o risco de crédito do vendedor por uma seguradora de rating elevado, assegurando uma recuperação clara em caso de incumprimento das garantias contratuais e reduzindo a fricção negocial. Do lado do vendedor, permite uma saída limpa da transação, com redução do depósito em garantia ou eliminando os períodos de sobrevivência das garantias mais curtas.

    Os especialistas adicionam que, para além de proteger contra riscos associados a garantias contratuais, o W&I tem um impacto direto na negociação dos contratos de compra e venda (SPA), contribuindo para reduzir conflitos entre as partes e facilitar o fecho das operações.

    Termos-chave e processo de subscrição

    Os especialistas explicaram os principais termos que determinam o valor de uma apólice W&I: retenção (deductible), limite de cobertura, duração da apólice (survival), exclusões decorrentes dos resultados de due diligence e a definição de “Loss” no contrato. O processo de subscrição típico inclui um exercício de mercado preliminar, seleção de seguradora, análise da documentação da transação, chamada de subscrição, negociação da apólice e vinculação na assinatura ou fecho.

    “O seguro W&I é hoje um instrumento de estruturação negocial incontornável. O planeamento antecipado é a chave para desbloquear o seu valor máximo em qualquer transação. Mais do que um produto de seguro, o W&I tornou-se um elemento estruturante na forma como as transações são estruturadas e conduzidas”, disse Pedro Charters, Senior Associate M&A, WTW Portugal

    Gestão de sinistros e soluções complementares

    Foi também abordada a gestão de sinistros em ambiente W&I, sendo sublinhado que os sinistros são e estão a ser pagos quando o processo é respeitado -– nomeadamente através de garantias claras, due diligence consistente, disclosure adequado e notificação atempada. O papel do corretor foi considerado crítico mesmo após o fecho da transação.

    Em relação à evolução do mercado, o debate concluiu que o seguro W&I “não é apenas uma proteção financeira, mas um instrumento que melhora a gestão global das operações de M&A”. E a WTW sublinha a importância “de um planeamento antecipado e da utilização da solução de seguro mais adequada a cada risco específico, incluindo cobertura de riscos fiscais e outros riscos contingentes”.

  • Fundo de Garantia Automóvel: Sinistros sem seguro aumentaram 9% em 2025

    Fundo de Garantia Automóvel: Sinistros sem seguro aumentaram 9% em 2025

    Fundo de Garantia Automóvel: Sinistros sem seguro aumentaram 9% em 2025

    Fundo de Garantia Automóvel: Sinistros sem seguro aumentaram 9% em 2025


    O Fundo de Garantia Automóvel (FGA) registou 4.873 novos processos de sinistros em 2025, mais 9% face a 2024, e pagou 11,99 milhões de euros em indemnizações, menos 4%, divulgou a ASF, supervisor do setor segurador, que faz a gestão do FGA.

    Segundo o relatório da ASF do total de novos processos, 87% (4.241 ocorrências) tiveram danos materiais e 12,5% (609) lesões corporais.

    No mesmo período, foram ainda participados 23 acidentes mortais, mais nove que no ano anterior.

    Em termos de volume de novos processos, representa um novo aumento, depois de em 2024 ter subido 23% face ao ano anterior, “evidenciando uma intensificação sustentada dos acidentes envolvendo veículos que circulam sem seguro obrigatório”.

    No comunicado que acompanha o relatório, a ASF refere que “este crescimento reflete, por um lado, o aumento da circulação rodoviária no período pós pandemia e, por outro, a persistência de situações de incumprimento da obrigação legal de segurar os veículos”.

    Entre os tipos de infrações mais comuns estava a falta de distância entre veículos (29,4%), manobras irregulares de marcha (15,3%) e velocidade excessiva (13,1%).

    Por tipo de acidente, a colisão e o choque entre veículos representaram 89,7% dos registos, tendo havido menos seis despistes do que em 2024 (347).

    No ano passado foram ainda contabilizados 97 atropelamentos, mais dois do que no ano anterior, “sendo que 49 (50,5%) correspondem a atropelamentos com fuga.

    A reparação de danos materiais cresceu 1% face a 2024, para 4,62 milhões de euros, enquanto as indemnizações por lesão corporal aumentaram 21% para 6,09 milhões de euros.

    As indemnizações por lesão corporal incluem danos não patrimoniais, danos patrimoniais futuros, despesas médicas, medicamentos, transportes e outros danos emergentes.

    Já as indemnizações por morte somaram 1,28 milhões de euros, recuando 56%, tanto pela redução do número de processos com este fim (-38%), como pela diminuição do valor pago nestes processos (-30%).

    Após as indemnizações, o FGA tem o direito de exigir aos responsáveis que não tinham os seus veículos causadores segurados o reembolso dos montantes despendidos.

    Nesse sentido, o FGA recuperou 2,97 milhões de euros no ano passado.

    Citado em comunicado, o presidente da ASF, Gabriel Bernardino, considerou que, apesar das garantias do FGA, é “fundamental reforçar a consciencialização dos condutores para o cumprimento da obrigação legal de segurar os seus veículos”.

    O regulador vai lançar este ano uma campanha de sensibilização dedicada ao tema dos veículos sem seguro, pretendendo reforçar a proteção dos cidadãos e promover o cumprimento do seguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel.

  • Habit leva seguros aos utilizadores da Edenred

    Habit leva seguros aos utilizadores da Edenred

    Habit leva seguros aos utilizadores da Edenred


    Numa parceria com a Edenred, especialista em gestão dos benefícios sociais dos colaboradores de empresas, a Habit vai disponibilizar aos utilizadores da plataforma de benefícios extrassalariais soluções de proteção com condições exclusivas. Assim, a partir de dia 1 de maio, os seguros Auto e Moto, Proteção de Pagamentos, Mobilidade Elétrica, e outros, vão estar disponíveis para os utilizadores da Edenred.

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    João Madureira Pinto, Chief Growth Officer da Habit: “Começamos com um conjunto sólido de soluções, mas com uma ambição clara de continuar a evoluir e a enriquecer esta oferta ao longo do tempo”.Habit

    Estes primeiros seguros estarão disponíveis no Programa de Descontos e Vantagens da Edenred para subscrição 100% online e vai abranger os mais de 700 mil utilizadores da plataforma de benefícios em Portugal.

    “Começamos com um conjunto sólido de soluções, mas com uma ambição clara de continuar a evoluir e a enriquecer esta oferta ao longo do tempo”, afirma João Madureira Pinto, Chief Growth Officer da Habit.

    Já Filipa Martins, CEO da Edenred Portugal, sublinha: “A Edenred está empenhada em melhorar a qualidade de vida das pessoas e aumentar o seu poder de compra, não só através dos nossos benefícios extrassalariais, mas também facilitando a poupança em áreas críticas e que têm um peso grande no orçamento familiar. É esse o propósito do nosso Programa de Descontos e Vantagens”, explica. “A parceria com a Habit vai ao encontro deste objetivo, permitindo que os nossos utilizadores tenham menos encargos, mais segurança e possam viver melhor.”

  • Mais literacia financeira e maior digitalização são soluções para reduzir protection gap

    Mais literacia financeira e maior digitalização são soluções para reduzir protection gap

    Mais literacia financeira e maior digitalização são soluções para reduzir protection gap


    O setor segurador português debate-se com vários problemas: uma fraca cultura de risco, literacia financeira insuficiente e as consequências da falta de seguro, como ficou visível em Leiria, podem ser devastadoras.

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    Em mais um painel de “Mulheres com ECO”, composto por Ana Teixeira, cofundadora e CEO da Mudey, e Sofia Mendes, membro da comissão executiva da Verlingue Portugal e diretora de Comunicação, Marketing e Sustentabilidade, foi comum a opinião de que os portugueses poupam pouco e não protegem suficientemente os seus bens – o que pode levar a consequências devastadoras na altura do sinistro.

    Poupar para a reforma: um “problema do já, do agora”

    No centro desta conversa esteve em foco a poupança para a reforma, um tema que tem vindo a ganhar destaque na atualidade. “É um problema do já, do agora”, avisa Ana Teixeira. “Não podemos continuar a adiar, porque todos os dados indicam que quando chegarmos à reforma, que considerávamos como garantida, vai ser muito menor do aquilo que ganhávamos na idade ativa”. Para ela, há vários fatores a condicionar a poupança, sendo um deles a literacia financeira, que é insuficiente. “Quando era pequena, aprendíamos o conceito do mealheiro, de ir poupando. Fazíamos compras e, portanto, percebíamos o valor do dinheiro, aquilo que ele podia e não podia comprar. E isso, ao longo do tempo, foi-se perdendo”.

    E, apesar de se falar em introduzir estes temas nas escolas, o desafio imediato está nos adultos, não nos produtos, vinca. “Os produtos existem. Existem produtos sem risco e produtos com risco, mas é preciso perceber a diferença entre eles. É novamente o problema da literacia financeira. Mas isso não se consegue resolver só com produtos ou só com literacia financeira. O setor tem que trabalhar de uma forma colaborativa e partilhada”.

    Um dos obstáculos mais concretos é a dispersão da informação. Um consumidor com produtos em várias seguradoras não tem forma simples de saber, num único lugar, o valor do seu património nem o que ele está a render. A solução passa, na sua perspetiva, por uma maior colaboração tecnológica e de informação entre seguradoras e mediadores e por uma visão mais integrada do ecossistema.

    Os produtos existem. Existem produtos sem risco e produtos com risco, mas é preciso perceber a diferença entre eles. E isso não se consegue resolver só com produtos ou só com literacia financeira. O setor tem que trabalhar de uma forma colaborativa e partilhada.

    Ana Teixeira, Co-founder e CEO da Mudey

    Há ainda um segundo ponto: os benefícios de reforma facultados pelas empresas. Ana Teixeira defende que deveria existir uma componente de maior “obrigatoriedade” nestes benefícios. A razão é pragmática: “a obrigatoriedade força-nos a tentar entender o que estamos a ser obrigados a fazer, e isso cria literacia”.

    As consequências do infra-seguro

    O caso do comboio de tempestades que devastou Leiria no final de fevereiro também não pôde deixar de estar em cima da mesa. Sofia Mendes, da Verlingue Portugal que esteve no local, descreve o que encontraram: “Foram, em maioria, pessoas que mesmo tendo o seguro multirriscos – que já era quase um milagre – estavam em infra-seguro. Portanto, aquilo que vão receber não é o suficiente para conseguir cobrir os danos causados”.

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    Para Sofia, é necessário mudar a cultura de risco em Portugal. “São muito poucas as empresas em Portugal que têm liquidez para conseguir sobreviver e pagar os restantes danos que foram causados ao material”, explica, sublinhando que a falta de seguro e as situações de infra-seguro se devem a esta “cultura de risco muito pobre, porque [as empresas] não veem como um investimento, veem como um custo”.

    O problema é, mais uma vez, de perceção: as empresas olham para o prémio do seguro como um custo adicional, quando deveria ser encarado como um investimento.

    A mediação deve adotar um novo papel

    Uma das mudanças de paradigma necessária é a redefinição do papel do mediador, para que passe de vendedor a consultor, defende Ana Teixeira. “O mediador é em quem o cliente confia”, diz. Para isso, são precisas ferramentas e dados em tempo real.

    Deve existir uma partilha de informação usando o que a tecnologia tem de melhor para que todas as partes consigam fazer o seu trabalho de forma mais eficaz, produtiva e eficiente”, defende.

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    A digitalização é, para ambas as especialistas, incontornável no setor. O consumidor de hoje quer “consultar os seus seguros no telemóvel, comparar coberturas, perceber o que tem e o que lhe falta”. Um setor que não responde a esta expectativa está a nadar contra a maré. “Não faz sentido pensarmos que vamos conseguir contrariar isso”, vinca Ana Teixeira.

    A par da digitalização, a simplificação da linguagem é outro imperativo. O chamado “segurês” é um obstáculo à adesão. Sofia Mendes reconhece as limitações legais e regulamentares que condicionam a comunicação, mas defende que é possível e necessário fazer melhor: “Temos que conseguir tornar a nossa linguagem cada vez mais acessível e compreensível”, afirma. “Mas sou muito otimista, acho que é um desafio, mas que já estamos a fazer esse caminho”.

    Mais mulheres no setor, mas não nos cargos de topo

    O setor segurador é predominantemente masculino nos cargos de topo, no entanto existem cada vez mais mulheres interessadas em ingressar no setor. O problema está na progressão: à medida que se sobe na hierarquia, a representação feminina diminui.

    Sobre as quotas, as duas profissionais partilham a mesma visão. Para Sofia Mendes, devem funcionar como “acelerador” e não como fim, “sem desvirtuar os processos e as oportunidades, porque acredito na meritocracia e acho que as pessoas devem chegar, independentemente do seu género, a essas posições de tomada de decisão pelo seu mérito, capacidade e competência”, explica. “Agora, o interesse das mulheres no setor segurador é evidente. Já não é esse o tema (…) As mulheres já superam os homens e, portanto, há, de facto, evidências de que as mulheres querem trabalhar neste setor”.

    As pessoas devem chegar, independentemente do seu género, a essas posições de tomada de decisão pelo seu mérito, capacidade e competência.

    Sofia Mendes, Membro da Comissão Executiva da Verlingue Portugal

    Ana Teixeira concorda, defendendo uma mudança estrutural e natural, mas reconhecendo que mecanismos de aceleração podem ser úteis para tornar a desigualdade visível a quem toma decisões. “A própria sociedade foi evoluindo. Portugal ainda é um país relativamente tradicional em alguns costumes, mas existe uma evolução”, diz. “Acho que temos que criar as oportunidades, as ferramentas, para que as coisas evoluam de forma natural e todos tenhamos um papel a desempenhar na nossa diferença”.

    O caminho, dizem, está a ser feito, mas mais lentamente do que o desejável, apesar de forma consistente.

    Assista aqui ao debate completo: