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Category: Corporate

  • Grupo segurador Rego compra 50% da corretora Corbroker

    Grupo segurador Rego compra 50% da corretora Corbroker

    Grupo segurador Rego compra 50% da corretora Corbroker

    Grupo segurador Rego compra 50% da corretora Corbroker


    O Grupo Rego, detentor da corretora de seguros F.Rego, acaba de adquirir 50% do capital da também corretora de seguros Corbroker, prevendo o acordo a aquisição das restantes participações no início de 2029.

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    O negócio estava há meses para ser concluído e prevê a Corbroker a continuar a contar com as participações das empresas representadas pelos atuais sócios António Raposo de Magalhães e Miguel Vilarinho. Fernando Belchior, que era o maior acionista com 42,5% até se realizar a atual operação, vendeu a sua participação mas mantém-se na administração da Corbroker com António Raposo de Magalhães e Miguel Vilarinho passando esta a incluir também Pedro Rego, CEO da F.Rego.

    A Corbroker manterá a sua atividade como operador independente, integrada no Grupo Rego e os 43 trabalhadores vão continuar. “Podemos assegurar que todos os postos de trabalho serão mantidos, comentou Pedro Rego, “estamos perante uma transação que pretende acrescentar e gerar valor, estando o principal valor duma empresa de serviços nas suas pessoas”, disse.

    Com esta aquisição, o volume de negócios do Grupo Rego, composto em Portugal pela corretora F.Rego, pela mediadora especializada Semper e agora também pela Corbroker, atingiu 21 milhões de euros em 2025, quando adicionado 5,5 milhões de euros de vendas da Corbroker e antes das operações internacionais em Espanha e Brasil.

    Em 2025 os resultados líquidos da Corbroker atingiram os 900 mil euros e, em 2025, o EBITDA atingiu perto de 1,7 milhões de euros, mas não foram adiantados valores do negócio.

    Equipa e Complementaridade na base da operação

    “A qualidade da sua equipa e o know-how acumulado, com clara especialização em várias áreas que são complementares à F.Rego”, foram motivos apontados por Pedro Rego para o interesse do Grupo Rego nesta operação mas, também, “a comunhão de valores e da forma de atuar no mercado foram igualmente fatores da máxima relevância, que estamos certos de que facilitarão e impulsionarão as sinergias entre as empresas”.

    “As empresas irão manter a sua atividade independente, naturalmente colaborando e tirando partido de sinergias e complementaridade, adianta ainda Pedro Rego, “Os mixes de carteira não se deverão alterar substancialmente, mantendo a F. Rego um peso de mais de 95% em corporate e a Corbroker mais de 50%.

    Com esta operação e por volume de negócios, o Grupo de Pedro e Sara Rego, descendentes do fundador Fernando Rego, aproxima-se do top 5 nacional entre os distribuidores de seguros.

  • Victoria muda serviços para renovado edifício Prémio Valmor em Lisboa

    Victoria muda serviços para renovado edifício Prémio Valmor em Lisboa

    Victoria muda serviços para renovado edifício Prémio Valmor em Lisboa

    Victoria muda serviços para renovado edifício Prémio Valmor em Lisboa


    A Victoria Seguros conta com um novo espaço em Lisboa, localizado a 300 metros da Praça Marquês de Pombal e da sede localizada na avenida da Liberdade. O edifício de escritórios batizado CCB 46, já contava com um prémio Valmor e foi agora eleito o melhor projeto de Reabilitação Urbana no Salão Imobiliário de Lisboa 2026.

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    O imóvel é o número 46 da Rua Camilo Castelo Branco, adquirido em 2014 pela Victoria Seguros pelo montante de Euros 14,9 milhões de euros e avaliado, no final de 2024, em cerca de 24 milhões.

    Composto por seis pisos, o CCB 46 integra atualmente escritórios da Victoria Seguros em cerca de 1.870 m² de área bruta locável, distribuídos pelos pisos 0, 1 e 2. Os restantes pisos — com cerca de 1.675 m² adicionais, — encontram-se disponíveis para arrendamento.

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    Os espaço comuns do edifício incluem receção, mezzanine, anfiteatro equipado para projeções, salas de reunião e vários terraços. “Estes elementos foram propositadamente pensados para criar um ambiente dinâmico e proporcionar momentos de trabalho práticos, colaborativos e de partilha”, diz a seguradora.

    “Para nós, o CCB 46 é mais do que um novo espaço de trabalho. É um investimento na cidade, nas pessoas e representa uma aposta no futuro do trabalho”, qualifica Francisco Campilho, CEO da Victoria Seguros.

  • Novo regime de cibersegurança responsabiliza gestores

    Novo regime de cibersegurança responsabiliza gestores

    Novo regime de cibersegurança responsabiliza gestores

    Novo regime de cibersegurança responsabiliza gestores


    Com a entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 125/2025, Portugal concluiu a transposição da Diretiva europeia NIS2. As obrigações são vastas, as coimas são elevadas e a responsabilidade é, agora, também pessoal.

    A cibersegurança deixou de ser um assunto reservado às equipas de IT. Com a publicação do Decreto-Lei n.º 125/2025, a 4 de dezembro de 2025, Portugal transpôs para a ordem jurídica nacional a Diretiva (UE) 2022/2555 — conhecida por NIS2 — e criou um novo quadro legal que vincula diretamente os órgãos de gestão das organizações abrangidas. O regime entrou em vigor a 3 de abril de 2026.

    O que muda com a NIS2 em Portugal

    O novo regime representa uma mudança de paradigma. Até agora, a cibersegurança era tratada, na maioria das organizações, como uma responsabilidade essencialmente técnica. Com o Decreto-Lei n.º 125/2025, passa a ser uma obrigação direta e incontornável dos órgãos de gestão, direção e administração.

    A lei define nove áreas de medidas obrigatórias — previstas no Artigo 27.º —, que incluem tratamento de incidentes, continuidade de negócio, segurança da cadeia de abastecimento, gestão de vulnerabilidades, formação periódica e autenticação multifator. Não se trata de recomendações: são exigências legais com contraordenações associadas.

    O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) assume funções reforçadas como autoridade nacional, sendo complementado por autoridades de supervisão setoriais que acompanharão o cumprimento do diploma em cada setor abrangido.

    A obrigação mais urgente é a designação de um Responsável de Cibersegurança, cuja comunicação à autoridade competente deve ser efetuada no prazo de 20 dias úteis após a entrada em vigor, isto é, até ao passado dia 23 de abril de 2026. Organizações que ainda não tenham cumprido este requisito devem agir de imediato.

    Entidades abrangidas

    O diploma aplica-se a entidades essenciais, importantes e públicas relevantes que operam em 18 setores de importância crítica. Entre os setores abrangidos contam-se a energia, os transportes, o setor bancário e financeiro, a saúde, a água, as infraestruturas digitais, os serviços postais, a indústria transformadora e o setor alimentar e químico.

    O setor bancário e financeiro — que inclui instituições de crédito, operadores de infraestruturas de mercados financeiros e entidades sujeitas ao Regulamento DORA — figura expressamente na categoria de entidades essenciais. A interseção com o DORA, já em aplicação desde janeiro de 2025, cria um quadro de obrigações sobrepostas que exige uma abordagem integrada de gestão do risco tecnológico.

    Responsabilidade pessoal dos gestores: uma novidade com peso

    Um dos aspetos mais relevantes do novo regime — e que distingue a NIS2 de diplomas anteriores — é a responsabilização pessoal dos titulares dos órgãos de gestão. Nos termos do n.º 2 do Artigo 25.º, os administradores, diretores e gestores podem responder individualmente por ação ou omissão, com dolo ou culpa grave.

    Esta responsabilidade não pode ser delegada, exceto noutro titular de órgão de gestão. Significa que a aprovação das medidas de cibersegurança, a supervisão da sua aplicação e a promoção de formação periódica são funções que recaem, juridicamente, sobre quem dirige a organização — não apenas sobre o responsável de IT ou o CISO.

    As coimas pessoais para pessoas singulares podem atingir os 125.000 euros em contraordenações muito graves praticadas por entidades essenciais. Adicionalmente, pode ser aplicada a sanção acessória de interdição temporária do exercício de funções de gestão, direção ou administração.

    Coimas e regime sancionatório

    Para as entidades essenciais, as contraordenações muito graves podem originar coimas até 10 milhões de euros ou 2% do volume de negócios anual mundial, aplicando-se o montante mais elevado. Trata-se de um regime sancionatório expressivo, alinhado com o RGPD em termos de estrutura, e que coloca a cibersegurança no mesmo patamar de criticidade que a proteção de dados.

    Existe, contudo, um período de carência: durante os primeiros 12 meses após a entrada em vigor do regime — ou seja, até 3 de abril de 2027 —, as entidades que demonstrem ter em curso um procedimento interno de adaptação ficam dispensadas do pagamento de coimas. Esta janela constitui uma oportunidade, não uma dilação: as organizações devem utilizar este período para estruturar a sua conformidade de forma sustentada.

    Obrigações Imediatas: o que fazer agora

    Com a entrada em vigor do regime, as organizações abrangidas têm obrigações imediatas. A mais urgente é a designação de um Responsável de Cibersegurança, cuja comunicação à autoridade competente deve ser efetuada no prazo de 20 dias úteis após a entrada em vigor, isto é, até ao passado dia 23 de abril de 2026. Organizações que ainda não tenham cumprido este requisito devem agir de imediato.

    A par disso, é necessário elaborar um Plano de Segurança que documente as medidas técnicas, operacionais e organizativas adotadas, realizar uma análise de lacunas (gap analysis) face às nove áreas obrigatórias do Artigo 27.º, e rever os contratos com fornecedores e prestadores de serviços à luz dos requisitos da cadeia de abastecimento.

    Se o seguro cibernético protege a organização, o seguro de Responsabilidade Civil Administradores e Gestores — vulgarmente conhecido por D&O (Directors & Officers) — protege as pessoas que a lideram. E nunca foi tão necessário como agora.

    Seguros Cibernéticos: um mercado com novo argumento regulatório

    O novo quadro regulatório abre uma janela de oportunidade clara para os seguradores com produtos cibernéticos. O risco cibernético — já reconhecido como um dos principais riscos emergentes globais — passa a ter uma expressão jurídica precisa em Portugal, com consequências patrimoniais e reputacionais diretas para as entidades que não cumpram as obrigações do Decreto-Lei n.º 125/2025.

    Do lado da oferta, os seguradores podem agora alinhar as condições de cobertura com o grau de maturidade NIS2 do tomador. A realização de um gap analysis documentado, a existência de um Plano de Segurança aprovado ou a certificação segundo a ISO 27001 poderão constituir fatores de elegibilidade, de cálculo do prémio de seguro ou de redução de franquia — criando um incentivo de mercado ao cumprimento regulatório. Do lado da procura, as entidades abrangidas têm um argumento adicional e concreto para contratar coberturas de risco cibernético: mitigar o impacto financeiro de incidentes, custos de notificação, interrupção de negócio e eventuais ações de responsabilidade civil decorrentes de falhas de segurança.

    D&O: o seguro que os gestores não podem ignorar

    Se o seguro cibernético protege a organização, o seguro de Responsabilidade Civil Administradores e Gestores — vulgarmente conhecido por D&O (Directors & Officers) — protege as pessoas que a lideram. E nunca foi tão necessário como agora.

    Com a NIS2, a responsabilidade pessoal dos gestores deixou de ser uma possibilidade abstrata. O n.º 2 do Artigo 25.º do Decreto-Lei n.º 125/2025 é inequívoco: os titulares dos órgãos de gestão, direção e administração podem ser responsabilizados individualmente por ação ou omissão, com dolo ou culpa grave, pelas infrações previstas no diploma. Coimas pessoais até 125.000 euros interdição temporária do exercício de funções e exposição a ações de responsabilidade civil por parte de acionistas, clientes ou parceiros são consequências reais — não hipotéticas.

    O D&O cobre precisamente este espectro de riscos: defesa jurídica, indemnizações por decisões de gestão questionadas e custos associados a processos regulatórios ou judiciais. Numa era em que um incidente de cibersegurança mal gerido pode ser imputado diretamente ao CEO ou ao Conselho de Administração, a ausência de uma apólice D&O representa uma exposição patrimonial pessoal que poucos gestores estarão dispostos a assumir conscientemente.

    O argumento de venda é direto: a NIS2 criou, pela primeira vez em Portugal, uma obrigação legal de cibersegurança com nome e apelido — o do gestor. O D&O é a resposta natural a esse risco nominativo. Distribuidores e corretores têm agora uma janela de oportunidade para abordar administradores e conselhos de administração com uma proposta fundamentada na nova lei, especialmente em setores essenciais como energia, saúde, transportes, banca e infraestruturas digitais.

    A conjugação de uma apólice cyber com um D&O robusto representa, assim, a cobertura complementar mais adequada ao novo enquadramento regulatório: uma protege o balanço da empresa, a outra protege o património pessoal de quem a dirige.

  • Seguradoras em Espanha com mais lucros e maior solidez em 2025

    Seguradoras em Espanha com mais lucros e maior solidez em 2025

    Seguradoras em Espanha com mais lucros e maior solidez em 2025

    Seguradoras em Espanha com mais lucros e maior solidez em 2025


    As seguradoras espanholas mantiveram uma evolução agregada sólida em 2025 nos seus principais indicadores de rentabilidade e solvência, concluiu a publicação especializada <a target="_blank" href="https:

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    Destacou-se também a melhoria da rentabilidade sobre capitais próprios (ROE), que atingiu os 16,47%, ou seja, mais 1,83 pontos percentuais que no ano anterior. Este avanço reflete o reforço da atividade seguradora, o melhor desempenho técnico de ramos-chave como Automóvel e Saúde, e o contributo sustentado da conta não técnica.

    O lucro líquido agregado das seguradoras cresceu 15% em 2025, atingindo 7.316 milhões de euros, impulsionado por uma melhoria da conta técnica, que se manteve em dois dígitos.

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    Em termos de solidez as seguradoras mantiveram uma posição confortável. O rácio de solvência (SCR) situou-se em 238,8%. Este nível de robustez financeira confirma “a capacidade das empresas para absorver cenários de stress, sustentar o crescimento da sua atividade e manter políticas prudentes de gestão de capital”.

    O setor segurador encerrou 2025 com um avanço significativo no seu lucro líquido agregado, segundo dados da ICEA. A conta não técnica ascendeu a 7.316 milhões de euros, mais 15,1%, que um ano antes, enquanto o resultado da conta técnica atingiu 8.326 milhões, o que representa um aumento de 15,5% face ao final de 2024.

    O crescimento foi sustentado pela evolução positiva tanto do negócio Vida como do Não Vida, embora com desempenhos muito distintos entre ramos. Vida registou um resultado técnico de 3.551 milhões, mais 3,5%, mantendo uma tendência estável.

    O ramo que mais se destacou foi o Automóvel, que quase triplicou o seu resultado ao passar de 274 milhões para 718 milhões, impulsionado pela moderação da sinistralidade e pelo ajustamento gradual das tarifas. Também Saúde apresentou uma dinâmica muito favorável, com um aumento de 58%, até 1.223 milhões, reflexo do forte crescimento da atividade e da normalização dos custos assistenciais em Espanha.

    Em Multirriscos, o resultado ascendeu a 934 milhões, mais 10,5%. O agregado de Outros Não Vida praticamente não registou alterações, com um ligeiro aumento de 0,7%, até 1.899 milhões.

    Em dezembro de 2025, a conta técnica das seguradoras apresentou um rácio de 10,46%, valor idêntico ao obtido um ano antes. A taxa de sinistralidade do negócio direto, incluindo o resseguro aceite, foi de 72,1% dos prémios imputados do negócio direto, menos 5,5 pontos percentuais face a dezembro de 2024.

    Do ponto de vista das provisões, o resultado da conta técnica de Vida apresentou um rácio de 1,7% nos negócios direto e aceite, valor de índice seis centésimas inferior ao registado em dezembro de 2024.

    Liderança pulverizada pelos ramos seguradores

    O ICEA também publicou as seguradoras líderes nos diferentes segmentos do mercado de Espanha, bem como as respetivas quotas de mercado que permitem esse primeiro lugar.

    As especializações permitem que seguradoras longe do top 10 sejam líderes fortes em alguns ramos enquanto as maiores raramente repetem. Entre estas estão a Mapfre, que é número 1 em Transportes, Multirriscos, Automóvel e Responsabilidade Civil e a Santalucia que lidera em Funeral e Assistência. VidaCaixa, acionista a 100% da BPI Vida e Pensões, é a maior seguradora em Vida, a ARAG em Defesa Jurídica, a Crédit y Caución em seguros de crédito, a Aserta em seguros de Caução, a AXA XL em incêndios, a Santander em Acidentes, a Cardif em Perdas Pecuniárias (proteção de pagamentos) e a Helvetia Caser em todos os outros seguros. Destaque para a SegurCaixa Adeslas, lider no ramo Saúde com 30,7% de quota de mercado.

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  • MDS compra Mediadora de seguros do FC Porto em negócio de 10 milhões de euros

    MDS compra Mediadora de seguros do FC Porto em negócio de 10 milhões de euros

    MDS compra Mediadora de seguros do FC Porto em negócio de 10 milhões de euros

    MDS compra Mediadora de seguros do FC Porto em negócio de 10 milhões de euros


    A MDS Portugal adquiriu 100% do capital da Porto Seguro, até hoje detida pelo Futebol Clube do Porto SAD a 90%, pelo clube a 5% e pelo seu gestor António Vasconcelos, histórico profissional da atividade seguradora em Portugal. O valor de empresa foi fixado em 10 milhões de euros.

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    Fundada em 1995, a Porto Seguro encerrou 2025 com receitas próximas de um milhão de euros, mantendo uma forte ligação ao ecossistema do Clube. Em 2024, obteve 388 mil euros de resultados líquidos e contava com 28 colaboradores.

    A aquisição da Porto Seguro “enquadra-se na estratégia de crescimento inorgânico da MDS, que visa reforçar a sua posição no mercado através da incorporação de estruturas especializadas, com forte base de clientes e know-how setorial, bem como a melhoria contínua da sua capacidade operacional e de oferta de soluções diferenciadas”, afirma a MDS.

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    A integração da MDS dotará a estrutura adquirida “de competências, capacidades tecnológicas e escala, permitindo elevar a qualidade da gestão de risco e assegurar soluções mais robustas e adequadas à atividade do Clube”, diz a corretora.

    A MDS tem intenção de alargar a oferta de produtos e serviços de elevado valor a todo o ecossistema do Futebol Clube do Porto, “incluindo colaboradores, parceiros, sócios e adeptos, promovendo a criação de valor através de uma abordagem mais especializada, integrada e orientada à proteção de pessoas e organizações”, acrescenta a corretora.

    Para Ricardo Pinto dos Santos, CEO da MDS Portugal, afirma: “Trata-se de uma operação entre duas entidades de referência, fortemente ligadas à cidade do Porto, esta parceria vai permitir-nos desenvolver uma proposta de valor diferenciadora nas áreas de seguros corporativos, benefícios e affinity, com soluções ajustadas às necessidades do Futebol Clube do Porto e às da comunidade azul e branca, potenciadas pela nossa escala, inovação e capacidade técnica”, conclui.

    Para José Pedro Pereira da Costa, CFO do Futebol Clube do Porto: “Ao longo de três décadas o FC Porto construiu uma empresa sólida, profundamente ligada ao universo da família Portista e às comunidades que a integram. A incorporação na MDS representa a evolução deste percurso, permitindo potenciar ainda mais o desenvolvimento de soluções não apenas para o nosso Clube, como também para os nossos colaboradores, parceiros, sócios e adeptos.

    Esta operação contou com a assessoria estratégica e financeira da PTCG e assessoria jurídica da PLMJ.

     

  • WTW explicou (bem) como usar seguros para Fusões e Aquisições

    WTW explicou (bem) como usar seguros para Fusões e Aquisições

    WTW explicou (bem) como usar seguros para Fusões e Aquisições


    O seguro Warranties & Indemnities (W&I) deixou de ser um mero produto de seguros e tornou-se fundamental como “um instrumento de negociação no mercado de fusões e aquisições de empresas (M&A), acelerando prazos, viabilizando saídas limpas para os vendedores, aumentando a competitividade das propostas de aquisição e alinhando as transações com as melhores práticas internacionais”. Esta foi uma conclusão do webinar da serie “Risk Insights Talks”. Organizado pela corretora de seguros WTW, que conta no curriculum com o apoio a 2 mil operações de M&A em Portugal e Espanha, o debate reuniu especialistas para abordar “o papel transformador do seguro W&I”.

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    Pedro Charters: O seguro W&I deixou de ser “um mero produto de seguro para se tornar um verdadeiro instrumento de negociação em M&A”.

    Pedro Charters, Senior Associate de M&A na WTW Portugal, e Ignacio Zaldívar, especialista em Tax Insurance na WTW Espanha, apresentaram as principais tendências e aplicações práticas do seguro W&I no contexto atual do mercado de fusões e aquisições, permitindo “uma maior rapidez nos processos, uma redução de fricções negociais e um reforço da segurança das transações”

    W&I: Um instrumento estratégico nas transações de M&A

    De acordo com os especialistas, o W&I Insurance está a ganhar relevância devido à necessidade crescente de certeza e eficiência nas transações, num contexto em que os prazos são cada vez mais exigentes e a competitividade entre compradores aumenta. O seguro W&I (Warranties & Indemnities) tem-se consolidado como uma ferramenta central nas operações de fusões e aquisições, deixando de ser um mero produto de seguro para se tornar um verdadeiro instrumento de negociação.

    Entre as suas principais vantagens, os especialistas da WTW destacaram:

    • Aceleração dos prazos de negociação, permitindo fechar transações de forma mais eficiente;
    • Clean exit para os vendedores, reduzindo ou eliminando a necessidade de garantias pós-fecho;
    • Maior competitividade nas propostas de aquisição, ao transferir o risco de garantias para uma seguradora;
    • Alinhamento com a prática internacional de M&A, cada vez mais exigente em termos de certeza e alocação de riscos.

    Diferentes perspetivas: comprador vs vendedor

    A sessão abordou as diferentes perspetivas das partes envolvidas numa transação. Do lado do comprador, o seguro W&I substitui o risco de crédito do vendedor por uma seguradora de rating elevado, assegurando uma recuperação clara em caso de incumprimento das garantias contratuais e reduzindo a fricção negocial. Do lado do vendedor, permite uma saída limpa da transação, com redução do depósito em garantia ou eliminando os períodos de sobrevivência das garantias mais curtas.

    Os especialistas adicionam que, para além de proteger contra riscos associados a garantias contratuais, o W&I tem um impacto direto na negociação dos contratos de compra e venda (SPA), contribuindo para reduzir conflitos entre as partes e facilitar o fecho das operações.

    Termos-chave e processo de subscrição

    Os especialistas explicaram os principais termos que determinam o valor de uma apólice W&I: retenção (deductible), limite de cobertura, duração da apólice (survival), exclusões decorrentes dos resultados de due diligence e a definição de “Loss” no contrato. O processo de subscrição típico inclui um exercício de mercado preliminar, seleção de seguradora, análise da documentação da transação, chamada de subscrição, negociação da apólice e vinculação na assinatura ou fecho.

    “O seguro W&I é hoje um instrumento de estruturação negocial incontornável. O planeamento antecipado é a chave para desbloquear o seu valor máximo em qualquer transação. Mais do que um produto de seguro, o W&I tornou-se um elemento estruturante na forma como as transações são estruturadas e conduzidas”, disse Pedro Charters, Senior Associate M&A, WTW Portugal

    Gestão de sinistros e soluções complementares

    Foi também abordada a gestão de sinistros em ambiente W&I, sendo sublinhado que os sinistros são e estão a ser pagos quando o processo é respeitado -– nomeadamente através de garantias claras, due diligence consistente, disclosure adequado e notificação atempada. O papel do corretor foi considerado crítico mesmo após o fecho da transação.

    Em relação à evolução do mercado, o debate concluiu que o seguro W&I “não é apenas uma proteção financeira, mas um instrumento que melhora a gestão global das operações de M&A”. E a WTW sublinha a importância “de um planeamento antecipado e da utilização da solução de seguro mais adequada a cada risco específico, incluindo cobertura de riscos fiscais e outros riscos contingentes”.

  • KPMG diz que vai chegar uma nova vaga de aquisições de seguradoras

    KPMG diz que vai chegar uma nova vaga de aquisições de seguradoras

    KPMG diz que vai chegar uma nova vaga de aquisições de seguradoras


    O setor dos seguros a nível mundial está a entrar num novo ciclo de transformação profunda, marcado pela aceleração da inteligência artificial (IA), pelo reforço da cibersegurança e pela intensificação das operações de fusões e aquisições. Estas conclusões constam do relatório do Insurance CEO Outlook da KPMG, que reuniu as perspetivas de 110 CEO das maiores seguradoras mundiais, todas elas com receitas anuais superiores a 500 milhões de dólares.

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    Nuno Esteves, Head of the Insurance Sector da KPMG Portugal, considera que o país “tem aqui uma oportunidade única para acelerar esta transformação e reforçar a sua posição num mercado cada vez mais global”.

    “Com 73% dos CEOs a dar prioridade à IA e 83% a identificar o cibercrime como o maior risco, fica claro que a capacidade de modernização tecnológica e de gestão de risco distinguirá os líderes das próximas décadas. Portugal tem aqui uma oportunidade única para acelerar esta transformação e reforçar a sua posição num mercado cada vez mais global”, comentou Nuno Esteves, Head of the Insurance Sector da KPMG Portugal.

    M&A volta a ganhar impulso

    A intensificação das operações de fusões e aquisições (M&A) é uma das conclusões mais marcantes do estudo. Metade dos CEO planeiam realizar transações de elevado impacto nos próximos três anos – o valor mais elevado entre todos os setores analisados – e 41% admitem avançar com operações de impacto moderado, focadas na aquisição de insurtech, capacidades de análise de dados e expansão para novas linhas de negócio.

    Entre as motivações principais encontram-se a necessidade de modernizar sistemas legados, de responder às crescentes exigências regulatórias em matéria de cibersegurança e ESG, e de beneficiar de sinergias operacionais que permitam reduzir custos de capital.

    Inteligência artificial no centro da estratégia

    A IA consolidou-se como eixo estratégico das seguradoras a nível mundial. 73% dos CEOs destacam-na como a principal prioridade de investimento e 67% tencionam dedicar entre 10% e 20% dos seus orçamentos anuais a projetos de IA. Além disso, 67% esperam obter um retorno financeiro destes investimentos num prazo curto de um a três anos, o que representa um aumento significativo face aos 21% que tinham esta expectativa em 2024.

    Rui Gonçalves, Partner e Head of Technology Consulting da KPMG Portugal refere estarmos perante uma mudança estrutural: “a IA deixa de ser piloto e torna-se o motor de competitividade nas seguradoras. Com mais de 70% dos CEOs a priorizarem investimento, a IA já impulsiona a eficiência, a subscrição, e o combate à fraude e personalização. O salto na expectativa de retorno em 1a 3 anos mostra que os casos de uso estão a escalar. Quem investir na IA, com boa governance e dados, ganhará vantagem sobre os restantes players do mercado”, conclui.

    Entre as aplicações mais avançadas, destacam-se a automatização de sinistros com análise automática de imagens, modelos de subscrição algorítmica baseados em dados alternativos, soluções de combate à fraude com recurso à IA e a utilização crescente de agentes inteligentes em operações híbridas. O estudo realça também o potencial da IA agêntica, com 44% dos CEOs a preverem um impacto significativo ou transformacional nos seus modelos operacionais.

    Cibercrime é o maior risco para as seguradoras

    À medida que a transformação digital acelera, o cibercrime destaca-se como a principal ameaça ao crescimento das seguradoras. De facto, 83% dos CEOs identificam a insegurança digital como o maior obstáculo à expansão das suas organizações, tornando a cibersegurança uma área prioritária de investimento, nomeadamente no que se refere à resiliência digital e à proteção de dados sensíveis.

    Além disso, 56% dos líderes referem que os desafios éticos da IA, relacionados com a transparência, os enviesamentos e a explicabilidade dos modelos, são a maior barreira à sua implementação, o que evidencia o crescente peso da regulação tecnológica, sobretudo na Europa.

    Talento tecnológico e upskilling são fatores críticos

    O relatório indica que as seguradoras enfrentam uma pressão crescente para atrair e reter talento especializado em IA, análise de dados e cibersegurança. 77% dos CEOs referem que a falta de competências em IA limita a capacidade de crescimento das suas organizações e 75% reconhecem um aumento significativo da concorrência no que se refere a talento tecnológico.

    A formação interna ganha, assim, maior relevância, com 83% dos inquiridos a afirmarem que a IA já transformou os métodos de formação e desenvolvimento dos colaboradores. O impacto do envelhecimento demográfico no setor também é evidente: 31% dos líderes indicam que a saída de trabalhadores experientes para a reforma é um dos maiores desafios de gestão de talento.

    Apesar de tudo, CEO mais otimistas quanto ao crescimento

    O relatório revela que os líderes das seguradoras estão muito mais confiantes no crescimento do setor e das suas próprias empresas. De facto, 82% dos CEOs afirmam estar otimistas em relação ao desempenho das suas empresas nos próximos três anos, o que representa um aumento substancial face aos 74% registados em 2024. Em paralelo, 78% acreditam no crescimento contínuo da indústria seguradora a nível mundial.

    Este otimismo é reforçado pelas projeções financeiras: 15% dos CEOs esperam um crescimento anual entre 5% e 9,9%, o que representa um aumento face aos 11% registados no ano anterior, enquanto 41% antecipam aumentos entre 2,5% e 4,9%. A procura crescente de seguros de saúde, de vida, de ciber-risco e de interrupção de atividade contribui para este cenário positivo.

    A KPMG, autora do estudo, é uma rede global de firmas que prestam serviços de auditoria, fiscalidade e consultoria presente em 138 paíse. Em Portugal, a KPMG tem escritórios em Lisboa, Porto e Évora com 93 membros em partnership e mais de 1.700 colaboradores.

    O estudo pode ser visto aqui