Mútua Madrileña torna-se dona a 100% da colombiana Seguros del Estado
A espanhola Mútua Madrileña vai passar a controlar a totalidade da seguradora colombiana Seguros del Estado, sete anos depois de ter entrado no seu capital.
O grupo, que detinha cerca de 45% da empresa desde 2019, confirmou esta segunda-feira em comunicado a aquisição dos restantes 55%, dispersos por cerca de uma dezena de acionistas. O valor da transação não foi divulgado.
De acordo com o jornal <a target="_blank" href="https:
A Seguros del Estado é uma das maiores companhias da Colômbia, tendo sido fundada em 1956. Detém uma quota de mercado de 6%, registou receitas de 350 milhões de euros em 2025 e, conforme avança o <a target="_blank" href="https:
A Mútua quer preservar a marca local e os postos de trabalho e colocar em marcha um plano de investimento focado na modernização tecnológica e na diversificação do negócio.
Já a Mútua conta com mais de 19 milhões de clientes em Espanha e atividade em ramos que vão dos seguros automóvel (um dos seus principais negócios), a seguros de saúde em parceria com a Adeslas, seguros de habitação, vida e acidentes, bem como investimentos e poupança (fundos e gestão de património), além de gestão imobiliária.
Para Ignacio Garralda, presidente do grupo, a aquisição de 100% da Seguros del Estado “reflete a forte confiança do grupo nas perspetivas de crescimento da empresa no mercado colombiano”, destacando que a seguradora “demonstrou solidez financeira e grande capacidade de adaptação às mudanças do mercado”.
Susana Pascoal nomeada Presidente Executiva da Wire Portugal
Susana Pascoal, diretora de Marketing da Victoria Seguros, é a nova Presidente Executiva da Wire Portugal, associação dedicada ao networking e à visibilidade de mulheres no setor imobiliário e da construção. Pascoal, que já integrava a direção no mandato anterior, assume agora a liderança executiva da organização.
“Há ainda muito caminho por percorrer, mas as oportunidades de afirmação e impacto no setor são reais e estamos determinadas a aproveitá-las”, afirma a nova presidente.
A nomeação coincide com uma reestruturação organizacional da Wire Portugal. É criado o cargo de Presidente Fundadora, assumido por Filipa Arantes Pedroso, e constituído um novo Conselho Estratégico. Os restantes membros da direção – Patrícia Barão, Diana Nigra, Margarida Caldeira, Andrea Ferreira e Carlota Varela Cid – mantêm-se nos seus cargos, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no mandato anterior.
A ligação da Victoria Seguros ao setor imobiliário e da construção não é nova. A companhia, que tem no seu acionista o Grupo SMABTP – segurador no setor da construção em França – um parceiro estratégico, desenvolve soluções específicas para este mercado.
Fundada em 2022 com 19 associadas, a Wire Portugal reúne mulheres em cargos de direção e gestão no imobiliário e na construção, apostando em iniciativas de networking, formação e promoção da representatividade feminina. Em 2023 contava já com mais de 40 associadas.
Victoria muda serviços para renovado edifício Prémio Valmor em Lisboa
A Victoria Seguros conta com um novo espaço em Lisboa, localizado a 300 metros da Praça Marquês de Pombal e da sede localizada na avenida da Liberdade. O edifício de escritórios batizado CCB 46, já contava com um prémio Valmor e foi agora eleito o melhor projeto de Reabilitação Urbana no Salão Imobiliário de Lisboa 2026.
O imóvel é o número 46 da Rua Camilo Castelo Branco, adquirido em 2014 pela Victoria Seguros pelo montante de Euros 14,9 milhões de euros e avaliado, no final de 2024, em cerca de 24 milhões.
Composto por seis pisos, o CCB 46 integra atualmente escritórios da Victoria Seguros em cerca de 1.870 m² de área bruta locável, distribuídos pelos pisos 0, 1 e 2. Os restantes pisos — com cerca de 1.675 m² adicionais, — encontram-se disponíveis para arrendamento.
Os espaço comuns do edifício incluem receção, mezzanine, anfiteatro equipado para projeções, salas de reunião e vários terraços. “Estes elementos foram propositadamente pensados para criar um ambiente dinâmico e proporcionar momentos de trabalho práticos, colaborativos e de partilha”, diz a seguradora.
“Para nós, o CCB 46 é mais do que um novo espaço de trabalho. É um investimento na cidade, nas pessoas e representa uma aposta no futuro do trabalho”, qualifica Francisco Campilho, CEO da Victoria Seguros.
Seguradoras em Espanha com mais lucros e maior solidez em 2025
As seguradoras espanholas mantiveram uma evolução agregada sólida em 2025 nos seus principais indicadores de rentabilidade e solvência, concluiu a publicação especializada <a target="_blank" href="https:
Destacou-se também a melhoria da rentabilidade sobre capitais próprios (ROE), que atingiu os 16,47%, ou seja, mais 1,83 pontos percentuais que no ano anterior. Este avanço reflete o reforço da atividade seguradora, o melhor desempenho técnico de ramos-chave como Automóvel e Saúde, e o contributo sustentado da conta não técnica.
O lucro líquido agregado das seguradoras cresceu 15% em 2025, atingindo 7.316 milhões de euros, impulsionado por uma melhoria da conta técnica, que se manteve em dois dígitos.
Em termos de solidez as seguradoras mantiveram uma posição confortável. O rácio de solvência (SCR) situou-se em 238,8%. Este nível de robustez financeira confirma “a capacidade das empresas para absorver cenários de stress, sustentar o crescimento da sua atividade e manter políticas prudentes de gestão de capital”.
O setor segurador encerrou 2025 com um avanço significativo no seu lucro líquido agregado, segundo dados da ICEA. A conta não técnica ascendeu a 7.316 milhões de euros, mais 15,1%, que um ano antes, enquanto o resultado da conta técnica atingiu 8.326 milhões, o que representa um aumento de 15,5% face ao final de 2024.
O crescimento foi sustentado pela evolução positiva tanto do negócio Vida como do Não Vida, embora com desempenhos muito distintos entre ramos. Vida registou um resultado técnico de 3.551 milhões, mais 3,5%, mantendo uma tendência estável.
O ramo que mais se destacou foi o Automóvel, que quase triplicou o seu resultado ao passar de 274 milhões para 718 milhões, impulsionado pela moderação da sinistralidade e pelo ajustamento gradual das tarifas. Também Saúde apresentou uma dinâmica muito favorável, com um aumento de 58%, até 1.223 milhões, reflexo do forte crescimento da atividade e da normalização dos custos assistenciais em Espanha.
Em Multirriscos, o resultado ascendeu a 934 milhões, mais 10,5%. O agregado de Outros Não Vida praticamente não registou alterações, com um ligeiro aumento de 0,7%, até 1.899 milhões.
Em dezembro de 2025, a conta técnica das seguradoras apresentou um rácio de 10,46%, valor idêntico ao obtido um ano antes. A taxa de sinistralidade do negócio direto, incluindo o resseguro aceite, foi de 72,1% dos prémios imputados do negócio direto, menos 5,5 pontos percentuais face a dezembro de 2024.
Do ponto de vista das provisões, o resultado da conta técnica de Vida apresentou um rácio de 1,7% nos negócios direto e aceite, valor de índice seis centésimas inferior ao registado em dezembro de 2024.
Liderança pulverizada pelos ramos seguradores
O ICEA também publicou as seguradoras líderes nos diferentes segmentos do mercado de Espanha, bem como as respetivas quotas de mercado que permitem esse primeiro lugar.
As especializações permitem que seguradoras longe do top 10 sejam líderes fortes em alguns ramos enquanto as maiores raramente repetem. Entre estas estão a Mapfre, que é número 1 em Transportes, Multirriscos, Automóvel e Responsabilidade Civil e a Santalucia que lidera em Funeral e Assistência. VidaCaixa, acionista a 100% da BPI Vida e Pensões, é a maior seguradora em Vida, a ARAG em Defesa Jurídica, a Crédit y Caución em seguros de crédito, a Aserta em seguros de Caução, a AXA XL em incêndios, a Santander em Acidentes, a Cardif em Perdas Pecuniárias (proteção de pagamentos) e a Helvetia Caser em todos os outros seguros. Destaque para a SegurCaixa Adeslas, lider no ramo Saúde com 30,7% de quota de mercado.
Macau lança seguro paramétrico para indemnizações às PME, mesmo sem danos
O Governo de Macau anunciou esta terça-feira que Pequenas e Médias Empresas (PME) poderão aceder a um seguro para fenómenos climáticos extremos, sendo oferecida uma indemnização por tempestades que afetem o território, mesmo sem registo de danos.
“Quando for emitido o sinal 10 de tempestade tropical, o mais elevado, e este se mantiver içado por 10 horas ou mais, o segurado poderá reclamar uma indemnização correspondente a 10% do respetivo capital seguro“, explicou esta terça-feira numa conferência de imprensa o diretor-geral do Departamento de Subscrição da Companhia de Seguros Vida China Taiping, Hong Jiawen.
Tanto em Macau como na região vizinha de Hong Kong, a escala de alerta de tempestades tropicais é formada pelos sinais 1, 3, 8, 9 e 10 (o mais elevado), com a emissão a depender da proximidade da tempestade e da intensidade do vento.
O representante adiantou que a nova medida complementa o regime existente, que cobre danos causados por eventos como o nível 8 de tufão, marés de tempestade ou sinal de chuva intensa. Os prejuízos abrangidos incluem danos em edifícios, fundações de construções, mercadorias e equipamentos eletrónicos.
Segundo um exemplo fornecido durante o evento, no caso de uma de empresa comprar um seguro de 15.000 patacas (1.589 euros), teria um teto máximo de cobertura de seguro de 100 mil patacas (10.593 euros).
Segundo indicou no mesmo evento o chefe do Departamento de Desenvolvimento das Atividades Económicas da Direção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico, Lau Kit Lon, o Governo continuará a conceder subsídios às PME elegíveis, “com a taxa de comparticipação a aumentar de 50% do prémio anual padrão para 70% do prémio após a aplicação do desconto por inexistência de sinistros”.
Entretanto, Chan Kuan I, administradora do Conselho de Administração da Autoridade Monetária de Macau, anunciou que, desde o lançamento em 2019 de um seguro de bens patrimoniais contra grandes desastres, foram emitidas 114 apólices e aprovados os respetivos financiamentos, num total de capital segurado de 16,9 milhões de patacas (1,79 milhões de euros).
“Quando o tufão Ragasa atingiu Macau no ano passado, o regime recebeu cinco participações de sinistros, todas rapidamente liquidadas, num total de 310 mil patacas (32,700 euros) indemnizadas”, disse Chan Kuan.
Em 2025, Macau registou 14 tufões, ultrapassando o anterior máximo histórico de 12, registado em 1974, e fazendo do ano passado aquele com o maior número de tempestades tropicais desde o início dos registos em 1968, segundo apontou a direção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG).
Os tufões Wipha e Ragasa levaram Macau a emitir o nível mais elevado de alerta, sendo a primeira vez que, “num mesmo ano, foi necessário hastear por duas vezes o sinal 10”, indicaram os SMG.
Mesmo assim, até hoje um sinal de tempestade nível 10 só esteve em vigor durante um período de mais de 10 horas em Macau durante a passagem do tufão Ragasa no ano passado.
Os SMG prevêm que cerca de cinco a oito ciclones tropicais venham a afetar Macau em 2026, alertando para uma atividade ciclónica que poderá ser ligeiramente superior ao normal.
Lusitania e CCA avançam com Seguros Lab nas escolas
As seguradoras Lusitania e Lusitania Vida e a CCA Law firm avançaram com o programa conjunto “Seguros LAB” com o objetivo de promover a “Literacia Financeira e ajudar os alunos a compreender, de forma simples e prática, o papel dos seguros no dia a dia”. Adotaram o lema “Seguro é Saber!”.
Estimulando alunos a não serem Non-Playable Character: Diana Nogueira Pires, advogada das seguradoras Lusitania, Ana Serra Calmeiro, associada sénior da CCA Law Firm, o sócio da mesma firma José Limón Cavaco, e em plena explicação, Susana Pacheco, diretora jurídica das Lusitania.
Para começar a iniciativa dirige-se a alunos do 7.º e 8.º anos, levando às escolas conteúdos adaptados à sua realidade e linguagem. “O que é o seguro?”, “Quais os tipos de seguro que existem?” e “Como funciona o seguro em caso de sinistro?” são algumas das questões a abordar e que pretendem explicar, de forma simples e prática, o papel dos seguros e a sua importância.
A estreia aconteceu no passado dia 24 de abril, no Externato Marista de Lisboa tendo contado com a presença de Susana Pacheco, Diretora dos Serviços Jurídicos da Lusitania e da Lusitania Vida, Diana Nogueira Pires, Advogada da Lusitania e Lusitania Vida), José Limón Cavaco, Sócio da CCA Law Firm e Ana Serra Calmeiro,Associada Sénior da CCA Law Firm.
Na segunda feira, 4 de maio, há nova sessão no Externato Flor do Campo, em Odivelas.
“Este projeto reflete o compromisso da Lusitania e da Lusitania Vida com a promoção da literacia financeira desde cedo, contribuindo ativamente para uma maior consciencialização sobre a importância da proteção e da gestão de riscos, em particular no âmbito dos seguros” explica Susana Pacheco. A jurista acredita que a proteção começa muito antes da contratação de um seguro, “começa na capacidade de compreender riscos, fazer escolhas responsáveis e antecipar o futuro. Ao levarmos estes temas às escolas, queremos contribuir para que os jovens cresçam mais preparados, mais confiantes e mais conscientes do papel que os seguros podem desempenhar na sua segurança e bem‑estar”, afirma.
Para José Limón Cavaco, da CCA Law Firm, “a literacia financeira tem vindo a afirmar-se como uma competência essencial para a autonomia e o bem-estar das novas gerações. Num contexto marcado por crescente incerteza económica e pela complexidade das decisões do dia a dia, torna-se cada vez mais importante capacitar os jovens, não apenas para gerir o dinheiro, mas também para compreender, antecipar e mitigar riscos, nomeadamente através de instrumentos como os seguros, que desempenham um papel fundamental na sua proteção”, conclui.
KPMG diz que vai chegar uma nova vaga de aquisições de seguradoras
O setor dos seguros a nível mundial está a entrar num novo ciclo de transformação profunda, marcado pela aceleração da inteligência artificial (IA), pelo reforço da cibersegurança e pela intensificação das operações de fusões e aquisições. Estas conclusões constam do relatório do Insurance CEO Outlook da KPMG, que reuniu as perspetivas de 110 CEO das maiores seguradoras mundiais, todas elas com receitas anuais superiores a 500 milhões de dólares.
Nuno Esteves, Head of the Insurance Sector da KPMG Portugal, considera que o país “tem aqui uma oportunidade única para acelerar esta transformação e reforçar a sua posição num mercado cada vez mais global”.
“Com 73% dos CEOs a dar prioridade à IA e 83% a identificar o cibercrime como o maior risco, fica claro que a capacidade de modernização tecnológica e de gestão de risco distinguirá os líderes das próximas décadas. Portugal tem aqui uma oportunidade única para acelerar esta transformação e reforçar a sua posição num mercado cada vez mais global”, comentou Nuno Esteves, Head of the Insurance Sector da KPMG Portugal.
M&A volta a ganhar impulso
A intensificação das operações de fusões e aquisições (M&A) é uma das conclusões mais marcantes do estudo. Metade dos CEO planeiam realizar transações de elevado impacto nos próximos três anos – o valor mais elevado entre todos os setores analisados – e 41% admitem avançar com operações de impacto moderado, focadas na aquisição de insurtech, capacidades de análise de dados e expansão para novas linhas de negócio.
Entre as motivações principais encontram-se a necessidade de modernizar sistemas legados, de responder às crescentes exigências regulatórias em matéria de cibersegurança e ESG, e de beneficiar de sinergias operacionais que permitam reduzir custos de capital.
Inteligência artificial no centro da estratégia
A IA consolidou-se como eixo estratégico das seguradoras a nível mundial. 73% dos CEOs destacam-na como a principal prioridade de investimento e 67% tencionam dedicar entre 10% e 20% dos seus orçamentos anuais a projetos de IA. Além disso, 67% esperam obter um retorno financeiro destes investimentos num prazo curto de um a três anos, o que representa um aumento significativo face aos 21% que tinham esta expectativa em 2024.
Rui Gonçalves, Partner e Head of Technology Consulting da KPMG Portugal refere estarmos perante uma mudança estrutural: “a IA deixa de ser piloto e torna-se o motor de competitividade nas seguradoras. Com mais de 70% dos CEOs a priorizarem investimento, a IA já impulsiona a eficiência, a subscrição, e o combate à fraude e personalização. O salto na expectativa de retorno em 1a 3 anos mostra que os casos de uso estão a escalar. Quem investir na IA, com boa governance e dados, ganhará vantagem sobre os restantes players do mercado”, conclui.
Entre as aplicações mais avançadas, destacam-se a automatização de sinistros com análise automática de imagens, modelos de subscrição algorítmica baseados em dados alternativos, soluções de combate à fraude com recurso à IA e a utilização crescente de agentes inteligentes em operações híbridas. O estudo realça também o potencial da IA agêntica, com 44% dos CEOs a preverem um impacto significativo ou transformacional nos seus modelos operacionais.
Cibercrime é o maior risco para as seguradoras
À medida que a transformação digital acelera, o cibercrime destaca-se como a principal ameaça ao crescimento das seguradoras. De facto, 83% dos CEOs identificam a insegurança digital como o maior obstáculo à expansão das suas organizações, tornando a cibersegurança uma área prioritária de investimento, nomeadamente no que se refere à resiliência digital e à proteção de dados sensíveis.
Além disso, 56% dos líderes referem que os desafios éticos da IA, relacionados com a transparência, os enviesamentos e a explicabilidade dos modelos, são a maior barreira à sua implementação, o que evidencia o crescente peso da regulação tecnológica, sobretudo na Europa.
Talento tecnológico e upskilling são fatores críticos
O relatório indica que as seguradoras enfrentam uma pressão crescente para atrair e reter talento especializado em IA, análise de dados e cibersegurança. 77% dos CEOs referem que a falta de competências em IA limita a capacidade de crescimento das suas organizações e 75% reconhecem um aumento significativo da concorrência no que se refere a talento tecnológico.
A formação interna ganha, assim, maior relevância, com 83% dos inquiridos a afirmarem que a IA já transformou os métodos de formação e desenvolvimento dos colaboradores. O impacto do envelhecimento demográfico no setor também é evidente: 31% dos líderes indicam que a saída de trabalhadores experientes para a reforma é um dos maiores desafios de gestão de talento.
Apesar de tudo, CEO mais otimistas quanto ao crescimento
O relatório revela que os líderes das seguradoras estão muito mais confiantes no crescimento do setor e das suas próprias empresas. De facto, 82% dos CEOs afirmam estar otimistas em relação ao desempenho das suas empresas nos próximos três anos, o que representa um aumento substancial face aos 74% registados em 2024. Em paralelo, 78% acreditam no crescimento contínuo da indústria seguradora a nível mundial.
Este otimismo é reforçado pelas projeções financeiras: 15% dos CEOs esperam um crescimento anual entre 5% e 9,9%, o que representa um aumento face aos 11% registados no ano anterior, enquanto 41% antecipam aumentos entre 2,5% e 4,9%. A procura crescente de seguros de saúde, de vida, de ciber-risco e de interrupção de atividade contribui para este cenário positivo.
A KPMG, autora do estudo, é uma rede global de firmas que prestam serviços de auditoria, fiscalidade e consultoria presente em 138 paíse. Em Portugal, a KPMG tem escritórios em Lisboa, Porto e Évora com 93 membros em partnership e mais de 1.700 colaboradores.
Seguradoras dizem que lei do direito ao esquecimento “foi uma oportunidade perdida”
A Associação Portuguesa De Seguradores (APS) critica o decreto final do “direito ao esquecimento” por “não resolver as principais questões” destacadas pelas seguradoras anteriormente, disse fonte da associação a ECOseguros.
A APS explica que em “nada” esta iniciativa apresenta “alterações relevantes para o setor”, ressaltando que é importante que estes regimes estejam estruturados de forma a não gerarem “conflitualidade”ou a “penalizar a generalidade dos demais segurados”.
Explicam que a falta de um documento médico que comprove a data exata em que uma doença é superada e o não esclarecimento das dúvidas existentes sobre o regime de mitigação das doenças são um problema. Consideram que as alterações realizadas foram “uma oportunidade perdida para superar as imperfeições do regime”.
A Lei n.º 14/2026, de 27 de abril, reforça o “direito ao esquecimento” e as proteções ao consumidor na contratação de seguros relacionados com créditos, alterando três diplomas e confirmando que pessoas que superaram ou mitigaram doenças ou deficiências têm direito a não ser prejudicadas ao contratarem um crédito à habitação, um crédito ao consumo, ou a seguros associados a esses créditos.
Com a publicação desta lei, o regime passa a abranger também créditos para fins profissionais/comerciais quando contratados por pessoas singulares, especificando algumas das patologias abrangidas (doenças oncológicas, VIH, diabetes e hepatite C).
A lei foi aprovada na Assembleia da República pelo PS, Chega, Livre, PCP, BE, PAN e JPP, com votos contra do PSD e CDS-PP e abstenção da Iniciativa Liberal.