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Category: ECOseguros

  • Verlingue Portugal e Nexor com seguro de construção para habitação acessível

    Verlingue Portugal e Nexor com seguro de construção para habitação acessível

    Verlingue Portugal e Nexor com seguro de construção para habitação acessível

    Verlingue Portugal e Nexor com seguro de construção para habitação acessível


    Os custos de construção tornaram-se o grande entrave à promoção imobiliária em Portugal, superando pela primeira vez até a burocracia, com um índice de pressão de 84%, de acordo com dados do Confidencial Imobiliário, com cerca de 59 mil fogos previstos a não avançarem por falta de viabilidade económica. Neste contexto, a Verlingue Portugal decidiu formalizar um protocolo exclusivo com a Nexor, empresa de gestão e promoção de ativos imobiliários, relativo a condições de seguro de construção. O objetivo é contribuir diretamente para a viabilização de projetos habitacionais com custos mais acessíveis.

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    O protocolo foi anunciado na 3.ª edição da Verlingue Expertise Session, que decorreu no âmbito do Salão Imobiliário de Portugal (SIL), na FIL, em Lisboa, e reuniu entidades como a EY e o Confidencial Imobiliário, além de seguradores, parceiros e representantes da comunicação social para debater a viabilidade financeira de projetos imobiliários.

    João Moreira, CEO da Nexor, reforçou este diagnóstico, sublinhando o desequilíbrio entre oferta e procura nas áreas metropolitanas e a pressão crescente sobre os preços como os principais desafios atuais, motivando a assinatura deste protocolo.

    Durante a sessão foi também apresentada a solução LevelUP | Tax Insurance e a solução GroundUP, ambas parte do RISE HUB da Verlingue Portugal, um ecossistema empresarial de inovação orientado para o desenvolvimento de respostas aos riscos emergentes de Microempresas, Pequenas e Médias empresas e Startups.

  • Habit e Icare unem-se para levar garantias de veículos usados à Volvo em Portugal

    Habit e Icare unem-se para levar garantias de veículos usados à Volvo em Portugal

    Habit e Icare unem-se para levar garantias de veículos usados à Volvo em Portugal

    Habit e Icare unem-se para levar garantias de veículos usados à Volvo em Portugal


    A Habit, insurtech, e a Icare, subsidiária da BNP Paribas Cardif dedicada a garantias automóvel na Europa, anunciaram uma parceria para distribuição de produtos de seguro em Portugal. A colaboração começa com a Volvo Car Portugal, estendendo o produto de Garantia de Veículos Usados à rede de concessionários da marca no país.

    O acordo centra-se na cobertura de compradores de carros usados contra perdas financeiras decorrentes de avarias mecânicas, elétricas ou eletrónicas. A Habit atua como intermediário de seguros, assegurando que o produto da Icare chega aos concessionários e clientes finais, com o seguro integrado no processo de compra do veículo.

    João Madureira Pinto, Chief Growth Officer da Habit, sublinha a ambição que vai além da Volvo: “Começar com a Volvo é apenas o primeiro passo para trazer novas soluções da Icare para Portugal, pensadas para a realidade do mercado automóvel atual.” Da Icare, Cyril Petit, CEO da empresa e Global Head of Mobility da BNP Paribas Cardif, destaca a importância de trabalhar com “parceiros ágeis e inovadores”, alinhados com a missão de “garantir hoje a mobilidade de amanhã”.

    A parceria quer ainda, no futuro, alargar a oferta a outros produtos da Icare, como extensões de garantia e soluções específicas para veículos elétricos, segmento em crescimento acelerado no mercado português e europeu.

    A Icare é especializada nas áreas de garantias de avarias mecânicas e contratos de manutenção. Já a Habit é uma insurtech que, através da sua tecnologia, “auxilia a venda de seguros integrados nos serviços, permitindo que os seus parceiros ofereçam seguros de forma integrada”, diz na sua apresentação.

  • Mútua Madrileña torna-se dona a 100% da colombiana Seguros del Estado

    Mútua Madrileña torna-se dona a 100% da colombiana Seguros del Estado

    Mútua Madrileña torna-se dona a 100% da colombiana Seguros del Estado

    Mútua Madrileña torna-se dona a 100% da colombiana Seguros del Estado


    A espanhola Mútua Madrileña vai passar a controlar a totalidade da seguradora colombiana Seguros del Estado, sete anos depois de ter entrado no seu capital.

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    O grupo, que detinha cerca de 45% da empresa desde 2019, confirmou esta segunda-feira em comunicado a aquisição dos restantes 55%, dispersos por cerca de uma dezena de acionistas. O valor da transação não foi divulgado.

    De acordo com o jornal <a target="_blank" href="https:

    A Seguros del Estado é uma das maiores companhias da Colômbia, tendo sido fundada em 1956. Detém uma quota de mercado de 6%, registou receitas de 350 milhões de euros em 2025 e, conforme avança o <a target="_blank" href="https:

    A Mútua quer preservar a marca local e os postos de trabalho e colocar em marcha um plano de investimento focado na modernização tecnológica e na diversificação do negócio.

    Já a Mútua conta com mais de 19 milhões de clientes em Espanha e atividade em ramos que vão dos seguros automóvel (um dos seus principais negócios), a seguros de saúde em parceria com a Adeslas, seguros de habitação, vida e acidentes, bem como investimentos e poupança (fundos e gestão de património), além de gestão imobiliária.

    Para Ignacio Garralda, presidente do grupo, a aquisição de 100% da Seguros del Estado “reflete a forte confiança do grupo nas perspetivas de crescimento da empresa no mercado colombiano”, destacando que a seguradora “demonstrou solidez financeira e grande capacidade de adaptação às mudanças do mercado”.

  • APS lança formação sobre eletrificação dos veículos e riscos associados

    APS lança formação sobre eletrificação dos veículos e riscos associados

    APS lança formação sobre eletrificação dos veículos e riscos associados

    APS lança formação sobre eletrificação dos veículos e riscos associados


    A Associação Portuguesa de Seguradores (APS), com o Conhecimento e Aprendizagem de Seguros da APS (CASA), anunciou o lançamento do curso “Eletrificação dos veículos e riscos associados”, o terceiro integrado no ciclo “Seguro Automóvel: Tendências e Riscos Emergentes”.

    Com data de início marcada para dia 12 de maio, das 09h30 às 12h30, na sede da APS, esta formação vai abordar a “convergência entre a evolução da sinistralidade rodoviária, a pressão económica sobre indemnizações, a eletrificação do parque automóvel, a emergência da condução autónoma, os crescentes litígios em matéria de dano corporal e a nova mobilidade urbana (bicicletas e trotinetes)”, explica a CASA.

    São Rui Silva Esteves, Presidente da Comissão Técnica de Patrimoniais e Responsabilidade Civil da APS e também Diretor-Geral Técnico de Não-Vida e Vida Risco da Fidelidade e membro da Comissão Executiva da Via Directa, e Helena Rêgo, Professora Universitária e Diretora CASA, quem estão a cargo da lecionação desta formação.

    Destina-se a colaboradores do setor segurador nas áreas de subscrição, sinistros, pricing e gestão de risco, bem como mediadores de seguros, bem como entidades públicas e institucionais com intervenção na área da mobilidade e segurança rodoviária.

    Para obter mais informações acerca deste curso, ou para se inscrever, <a target="_blank" href="https:

  • Reputação: O ativo que não está na apólice

    Reputação: O ativo que não está na apólice

    Reputação: O ativo que não está na apólice

    Reputação: O ativo que não está na apólice


    Quando a tempestade Kristin varreu o país no início de 2026, o setor segurador respondeu com uma mobilização assinalável. Segundo a Associação Portuguesa de Seguradores, o comboio de tempestades que assolou o país entre janeiro e fevereiro gerou cerca de 185 mil sinistros participados, com um custo total apurado de danos indemnizáveis a aproximar-se dos 1.200 milhões de euros. Do ponto de vista da dimensão da resposta, os números falam por si.

    E, ainda assim, a conversa pública ficou dominada por um dado diferente. Cerca de 49% das habitações expostas nos concelhos em estado de calamidade não tinham cobertura de tempestades ou inundações, segundo o presidente da ASF, muitas famílias descobriram, nesse momento, que a apólice que tinham contratado não respondia à situação que estavam a viver. Este desencontro entre a resposta operacional e a perceção pública é, em si mesmo, um fenómeno que vale a pena compreender.

    O contexto em que isto acontece é global e crescentemente exigente. As inundações em Valencia, em outubro de 2024, causaram centenas de vítimas mortais e prejuízos de dimensão histórica. Segundo a corretora Gallagher Re, os desastres naturais causaram 417 mil milhões de dólares em perdas económicas em 2024, um valor 15% acima da média da década anterior, com 60% dessas perdas a ficarem sem cobertura seguradora.

    É neste contexto que a reputação de uma seguradora se torna um ativo tão relevante quanto a sua solidez financeira. O produto que o setor vende é, em si mesmo, uma promessa de proteção para o pior momento. Quando essa promessa não é compreendida na sua extensão real, a experiência do sinistro gera frustração que raramente distingue entre o que estava e o que não estava contratado. As empresas que, ao longo do tempo, investem em comunicar de forma clara e acessível o que as suas apólices cobrem, e o que excluem, chegam a estes momentos com uma vantagem que não se improvisa.

    As seguradoras que respondem a uma catástrofe com uma voz consistente, empática e informada, que explica o que está a ser feito e em que prazos, tendem a preservar melhor a confiança dos seus clientes do que aquelas que se limitam a gerir o processo em silêncio institucional. Não se trata de imagem. Trata-se de acompanhar, com palavras, uma resposta operacional que, muitas vezes, já existe e merece ser conhecida.

    O que a Kristin deixou evidente é que a lacuna de proteção em Portugal não é apenas financeira. É também de informação. As seguradoras que nos próximos anos assumirem um papel ativo na redução dessa distância, entre o que os cidadãos pensam que têm e o que têm de facto, terão uma vantagem reputacional que nenhum momento de crise apaga.

  • Hantavírus: Evacuação médica pode atingir os 500.000 euros. O seu seguro de viagem cobre?

    Hantavírus: Evacuação médica pode atingir os 500.000 euros. O seu seguro de viagem cobre?

    Hantavírus: Evacuação médica pode atingir os 500.000 euros. O seu seguro de viagem cobre?

    Hantavírus: Evacuação médica pode atingir os 500.000 euros. O seu seguro de viagem cobre?


    O surto de hantavírus a bordo do cruzeiro de expedição MV Hondius, <a target="_blank" href="https:

    Quanto custa a evacuação de passageiros?

    Com o foco sobre a evacuação de passageiros e as autoridades espanholas e a OMS a coordenar uma operação faseada para retirar passageiros e tripulantes do navio, coloca-se a questão de quanto custa evacuar um passageiro quando não se tem um seguro.

    A resposta não é simples, pois depende do tipo de evacuação.

    De acordo com a <a target="_blank" href="https:

    Segundo a <a target="_blank" href="https:

    Do navio cruzeiro MV Hondius, que realizou paragens em vários destinos remotos, um dos doentes foi evacuado para a África do Sul em estado crítico. Outro morreu durante um voo comercial para Joanesburgo. Visto que o Hantavírus não tem vacina ou tratamento específico, o único recurso são os cuidados intensivos.

    O que os seguros cobrem, ou não

    Este surto a bordo de um navio cruzeiro com paragem em localizações remotas alerta para os problemas que podem ocorrer durante uma viagem. De forma a estar protegido contra imprevistos é necessário perceber o que os seguros de viagem podem, ou não, cobrir.

    A maioria das apólices de viagem padrão cobre doenças infecciosas imprevistas, sim, tendo sido registada uma explosão de popularidade deste tipo de apólices após o Covid-19. Mas, como em todos os seguros, é importante olhar para as letras pequenas de cada apólice. Apesar de as apólices de viagem padrão cobrirem doenças infecciosas imprevistas existem três grandes problemas: a exclusão de epidemias declaradas pelas autoridades, a ausência de cláusula específica para cruzeiros, e limites de repatriamento (normalmente muito abaixo do necessário).

    Por isso, tenha atenção ao decidir contratar um seguro e verifique se se adequa às suas necessidades.

    Entre as seguradoras com presença em Portugal, os níveis de cobertura também variam. Por exemplo, a IATI Seguros, no plano Estrela, prevê até 5.000.000 euros em despesas médicas e inclui assistência em cruzeiros e cobertura total para epidemias/doenças infecciosas. Já a AXA, no plano Férias, inclui explicitamente proteção contra pandemias e epidemias com prolongamento de estadia em hotel. A Allianz Travel, com o plano Férias Premium, oferece repatriamento sanitário e cancelamento até 2.500 euros. A ERGO, no ERGO Select, oferece a possibilidade de cobertura para doenças pré-existentes, útil para viajantes com historial respiratório, e cancelamento até 3.000 euros.

    Surtos conhecidos ficam excluídos

    Se um surto epidemiológico já for conhecido ou notícia pública, como é agora o caso do Hantavírus, ele passa a ser um “evento conhecido” ficando, normalmente, excluído da cobertura standard. Claro, existem exceções. Se a apólice incluir uma cláusula CFAR (Cancel for Any Reason) esta regra não se aplica pois fica garantido o reembolso parcial independentemente do motivo do cancelamento da viagem. O mesmo se aplica à interrupção de viagem: se o navio for colocado em quarentena ou o itinerário for alterado por ordem sanitária, apenas quem tiver essa cláusula específica terá cobertos os custos de alojamento extra ou os voos de regresso antecipados.

    Ou seja, quem comprar uma apólice de seguro hoje, com o MV Hondius a ser notícia um pouco por todo o mundo, não terá cobertura para cancelar a viagem com base no medo do hantavírus – a não ser que tenha a cláusula CFAR.

    Outra exceção são seguros que tenham cobertura explícita para epidemias já conhecidas.

    Assim, se planeia fazer um cruzeiro de expedição ou viagens a regiões remotas analise o seu seguro de viagem e veja se possui cobertura de evacuação médica com limite elevado, se há ou não a ausência de exclusão para epidemias, se existe uma cláusula específica de assistência em cruzeiro; e se opção de cláusula CFAR está disponível (se a viagem ainda não estiver paga na totalidade).

  • Sabseg assina acordo com a PSP para modernização do campo de tiro

    Sabseg assina acordo com a PSP para modernização do campo de tiro

    Sabseg assina acordo com a PSP para modernização do campo de tiro

    Sabseg assina acordo com a PSP para modernização do campo de tiro


    Numa parceria com a Polícia de Segurança Pública (PSP), a corretora Sabseg assinou um um acordo de naming rights e de apoio à reabilitação, modernização e valorização das infraestruturas do Clube de Atiradores do Pessoal da Polícia de Segurança Pública (CAPPSP).

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    Assim, o campo de tiro da PSP vai mudar de nome, passando a chamar-se Campo de Tiro Sabseg CAPPSP.

    Miguel Machado, CEO e Presidente do Conselho de Administração da SABSEG, ressalta que “a SABSEG tem vindo a construir uma relação de proximidade com entidades ligadas às forças de segurança”. O CEO explica que esta parceria com a CAPPSP vem na “sequência do trabalho com os serviços sociais da PSP e também da ligação aos SSGNR e à ASFIC”.

    De acordo com a corretora, a parceria prevê a presença institucional da Sabseg nos suportes de comunicação da CAPPSP, “em sinalética física, materiais promocionais, meios digitais e iniciativas institucionais relevantes”.

    A CAPPSP é um clube de tiro desportivo filiado na Federação Portuguesa de Tiro, já a Sabseg é uma corretora de seguros, nos ramos Vida e Não Vida, e possui a gestão de mais de 450 mil apólices, de mais de 250 mil clientes particulares e empresariais, de acordo com a própria. Conta com mais de 2.300 colaboradores e parceiros de negócio, e tem 48 escritórios.

  • Susana Pascoal nomeada Presidente Executiva da Wire Portugal

    Susana Pascoal nomeada Presidente Executiva da Wire Portugal

    Susana Pascoal nomeada Presidente Executiva da Wire Portugal

    Susana Pascoal nomeada Presidente Executiva da Wire Portugal


    Susana Pascoal, diretora de Marketing da Victoria Seguros, é a nova Presidente Executiva da Wire Portugal, associação dedicada ao networking e à visibilidade de mulheres no setor imobiliário e da construção. Pascoal, que já integrava a direção no mandato anterior, assume agora a liderança executiva da organização.

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    “Há ainda muito caminho por percorrer, mas as oportunidades de afirmação e impacto no setor são reais e estamos determinadas a aproveitá-las”, afirma a nova presidente.

    A nomeação coincide com uma reestruturação organizacional da Wire Portugal. É criado o cargo de Presidente Fundadora, assumido por Filipa Arantes Pedroso, e constituído um novo Conselho Estratégico. Os restantes membros da direção – Patrícia Barão, Diana Nigra, Margarida Caldeira, Andrea Ferreira e Carlota Varela Cid – mantêm-se nos seus cargos, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no mandato anterior.

    A ligação da Victoria Seguros ao setor imobiliário e da construção não é nova. A companhia, que tem no seu acionista o Grupo SMABTPsegurador no setor da construção em França – um parceiro estratégico, desenvolve soluções específicas para este mercado.

    Fundada em 2022 com 19 associadas, a Wire Portugal reúne mulheres em cargos de direção e gestão no imobiliário e na construção, apostando em iniciativas de networking, formação e promoção da representatividade feminina. Em 2023 contava já com mais de 40 associadas.

  • Fraude: O Custo Invisível

    Fraude: O Custo Invisível

    Fraude: O Custo Invisível

    Fraude: O Custo Invisível


    Durante anos, o setor segurador português tratou o controlo de fraude como uma função de suporte. Importante, sim, mas subordinada ao core. Rede de distribuição, crescimento comercial, gestão de clientes e eficiência operacional sempre são prioridades.

    Investiu-se em Customer Relationship Management (CRM) como motor de crescimento. Investiu-se em marketing, canais digitais e experiência do cliente como diferenciadores competitivos. E assumiu-se, quase implicitamente, que o controlo de fraude é um custo inevitável do negócio, necessário para proteger margem, mas não para a criar.

    Essa forma de pensar está ultrapassada.

    O que a evolução recente do risco financeiro global, amplamente documentada por entidades como a INTERPOL, demonstra é algo mais estrutural. A fraude deixou de ser uma perda residual para se tornar uma variável central de performance do negócio segurador.

    No contexto português, isto é particularmente relevante porque o mercado já opera com margens técnicas pressionadas, elevada concorrência e crescente sofisticação digital. Neste ambiente, a diferença entre uma empresa de seguros mediana e uma seguradora vencedora não está apenas na capacidade de crescer mais rápido ou vender melhor. Está na capacidade de capturar valor que hoje é silenciosamente destruído por fraude ao longo da cadeia de valor.

    O setor investiu corretamente em Customer Relationship Management como ferramenta de crescimento. O problema é que ignorou o seu “espelho simétrico”; o sistema de controlo de fraude como alavanca de resultado.

    Um Customer Relationship Management eficaz aumenta rédito por cliente. Um sistema de fraude eficaz reduz custo por cliente. Ambos têm exatamente o mesmo impacto económico, ou seja, a melhoria direta do resultado técnico. E, no entanto, são tratados de forma profundamente assimétrica.

    Os sistemas de conhecimento do cliente e dos fornecedores e de prevenção de branqueamento de capitais e prevenção do terrorismo foram desenhados para cumprimento regulatório e não para criação de valor económico. Foram otimizados para evitar penalizações regulatórias, não para gerar vantagem competitiva. Esse é o erro estratégico central.

    O novo paradigma é outro. Num ambiente em que a fraude é cada vez mais sofisticada, suportada por inteligência artificial, identidades sintéticas e redes criminosas transnacionais, a capacidade de reduzir fraude não é apenas defensiva. É ofensiva.

    Reduzir fraude significa três coisas ao mesmo tempo:

    1. Reduzir perdas diretas;
    2. Reduzir volatilidade técnica;
    3. Aumentar capacidade de libertar capital.

    E é precisamente esta libertação de capital que transforma controlo de fraude numa alavanca de crescimento. Capital que hoje está imobilizado para absorver risco de fraude pode ser redistribuído para pricing, expansão de canais ou melhoria de produto.

    Em termos estratégicos, o efeito é simples e poderoso: duas seguradoras com a mesma capacidade comercial não competem apenas em quem vende mais. Competem em quem perde menos para fraude. E a diferença nesse indicador traduz-se diretamente em competitividade de pricing. Quem controla melhor fraude pode praticar preços mais agressivos com o mesmo nível de rentabilidade ajustada ao risco. Quem não controla, paga um “imposto invisível” sobre cada apólice vendida.

    É aqui que o conceito de vértice de fraude se torna relevante do ponto de vista de gestão. A fraude moderna não é um conjunto de eventos isolados. É a convergência entre identidade, comportamento e fluxo financeiro. E é nessa convergência que o valor é destruído ou capturado.

    Os automatismos informáticos têm aqui um papel crítico como camada preventiva. Permitem bloquear padrões de risco em tempo real, antes de estes se materializarem em perda. A análise de dados funciona como camada detetiva, identificando estruturas e correlações que não são visíveis a olho nu, mas que explicam padrões de perda ao nível da carteira.

    Mas o ponto decisivo não é tecnológico. É de modelo de gestão.

    O controlo de fraude deve deixar de ser visto como uma função de cumprimento e passar a ser tratado como uma capacidade estratégica do negócio de aumentar performance, ao mesmo nível estratégico do Customer Relationship Management. Um sem o outro cria assimetria.

    O Customer Relationship Management acelera crescimento de receita; o controlo de fraude determina quanto dessa receita se transforma em resultado.

    No mercado português, esta mudança de mentalidade pode ser particularmente disruptiva. Num setor onde a pressão sobre preços é elevada e a diferenciação é difícil, a verdadeira vantagem competitiva não estará apenas em vender melhor, mas em perder menos, de forma sistemática, estruturada e escalável.

    Em última análise, a questão estratégica não é se o setor deve investir mais em CRM ou prevenção de fraude. A questão é bem mais exigente:

    Quanto do nosso resultado estamos a abdicar por tratar o controlo da fraude como uma função de suporte, quando na realidade deveria ser encarado como uma das mais poderosas alavancas de criação de valor?

  • Novas obrigações de reporte sobre cibersegurança estão em consulta pública

    Novas obrigações de reporte sobre cibersegurança estão em consulta pública

    Novas obrigações de reporte sobre cibersegurança estão em consulta pública

    Novas obrigações de reporte sobre cibersegurança estão em consulta pública


    No passado dia 29 de abril, a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) colocou em consulta pública o projeto de norma regulamentar referente à resiliência operacional digital, cibersegurança e à gestão de riscos tecnológicos no setor financeiro, no âmbito do regulamento europeu DORA (Digital Operational Resilience Act). Os interessados poderão enviar sugestões à ASF antes de as regras se tornarem finais.

    Na sequência da publicação da Lei n.º 73/2025, de 23 de dezembro, serão introduzidos novos deveres de reporte ao supervisor. As seguradoras, resseguradoras, sociedades gestoras, e distribuidores de seguros terão de reportar:

    • ataques informáticos, falhas graves de sistemas, fugas de dados, interrupções importantes dos serviços;
    • contratos com empresas de tecnologia de terceiros;
    • gestão do risco associado às tecnologias de informação e comunicação (TIC);
    • a participação em acordos de partilha de informações específicas e sensíveis relativas a ciberataques.

    Assim, vão ser revogadas a Norma Regulamentar n.º 6/2022-R, de 7 de junho, a Norma Regulamentar n.º 7/2024-R, de 20 de agosto, a Norma Regulamentar n.º 9/2024-R, de 26 de setembro, e a Circular n.º 3/2025, de 8 de abril.

    O regulamento DORA define as regras obrigatórias de resiliência operacional digital para entidades financeiras e o objetivo é garantir que o setor financeiro consegue resistir, responder e recuperar de incidentes tecnológicos e ciberataques. Entrou em vigor em 2023 e passou a ser aplicável a partir de 17 de janeiro de 2025.

    Os contributos podem ser enviados até 28 de maio por escrito para o endereço de e-mail consultaspublicas@asf.com.pt. É de sublinhar que a ASF irá publicar esses contributos.