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Category: ECOseguros

  • Novo regime de cibersegurança responsabiliza gestores

    Novo regime de cibersegurança responsabiliza gestores

    Novo regime de cibersegurança responsabiliza gestores

    Novo regime de cibersegurança responsabiliza gestores


    Com a entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 125/2025, Portugal concluiu a transposição da Diretiva europeia NIS2. As obrigações são vastas, as coimas são elevadas e a responsabilidade é, agora, também pessoal.

    A cibersegurança deixou de ser um assunto reservado às equipas de IT. Com a publicação do Decreto-Lei n.º 125/2025, a 4 de dezembro de 2025, Portugal transpôs para a ordem jurídica nacional a Diretiva (UE) 2022/2555 — conhecida por NIS2 — e criou um novo quadro legal que vincula diretamente os órgãos de gestão das organizações abrangidas. O regime entrou em vigor a 3 de abril de 2026.

    O que muda com a NIS2 em Portugal

    O novo regime representa uma mudança de paradigma. Até agora, a cibersegurança era tratada, na maioria das organizações, como uma responsabilidade essencialmente técnica. Com o Decreto-Lei n.º 125/2025, passa a ser uma obrigação direta e incontornável dos órgãos de gestão, direção e administração.

    A lei define nove áreas de medidas obrigatórias — previstas no Artigo 27.º —, que incluem tratamento de incidentes, continuidade de negócio, segurança da cadeia de abastecimento, gestão de vulnerabilidades, formação periódica e autenticação multifator. Não se trata de recomendações: são exigências legais com contraordenações associadas.

    O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) assume funções reforçadas como autoridade nacional, sendo complementado por autoridades de supervisão setoriais que acompanharão o cumprimento do diploma em cada setor abrangido.

    A obrigação mais urgente é a designação de um Responsável de Cibersegurança, cuja comunicação à autoridade competente deve ser efetuada no prazo de 20 dias úteis após a entrada em vigor, isto é, até ao passado dia 23 de abril de 2026. Organizações que ainda não tenham cumprido este requisito devem agir de imediato.

    Entidades abrangidas

    O diploma aplica-se a entidades essenciais, importantes e públicas relevantes que operam em 18 setores de importância crítica. Entre os setores abrangidos contam-se a energia, os transportes, o setor bancário e financeiro, a saúde, a água, as infraestruturas digitais, os serviços postais, a indústria transformadora e o setor alimentar e químico.

    O setor bancário e financeiro — que inclui instituições de crédito, operadores de infraestruturas de mercados financeiros e entidades sujeitas ao Regulamento DORA — figura expressamente na categoria de entidades essenciais. A interseção com o DORA, já em aplicação desde janeiro de 2025, cria um quadro de obrigações sobrepostas que exige uma abordagem integrada de gestão do risco tecnológico.

    Responsabilidade pessoal dos gestores: uma novidade com peso

    Um dos aspetos mais relevantes do novo regime — e que distingue a NIS2 de diplomas anteriores — é a responsabilização pessoal dos titulares dos órgãos de gestão. Nos termos do n.º 2 do Artigo 25.º, os administradores, diretores e gestores podem responder individualmente por ação ou omissão, com dolo ou culpa grave.

    Esta responsabilidade não pode ser delegada, exceto noutro titular de órgão de gestão. Significa que a aprovação das medidas de cibersegurança, a supervisão da sua aplicação e a promoção de formação periódica são funções que recaem, juridicamente, sobre quem dirige a organização — não apenas sobre o responsável de IT ou o CISO.

    As coimas pessoais para pessoas singulares podem atingir os 125.000 euros em contraordenações muito graves praticadas por entidades essenciais. Adicionalmente, pode ser aplicada a sanção acessória de interdição temporária do exercício de funções de gestão, direção ou administração.

    Coimas e regime sancionatório

    Para as entidades essenciais, as contraordenações muito graves podem originar coimas até 10 milhões de euros ou 2% do volume de negócios anual mundial, aplicando-se o montante mais elevado. Trata-se de um regime sancionatório expressivo, alinhado com o RGPD em termos de estrutura, e que coloca a cibersegurança no mesmo patamar de criticidade que a proteção de dados.

    Existe, contudo, um período de carência: durante os primeiros 12 meses após a entrada em vigor do regime — ou seja, até 3 de abril de 2027 —, as entidades que demonstrem ter em curso um procedimento interno de adaptação ficam dispensadas do pagamento de coimas. Esta janela constitui uma oportunidade, não uma dilação: as organizações devem utilizar este período para estruturar a sua conformidade de forma sustentada.

    Obrigações Imediatas: o que fazer agora

    Com a entrada em vigor do regime, as organizações abrangidas têm obrigações imediatas. A mais urgente é a designação de um Responsável de Cibersegurança, cuja comunicação à autoridade competente deve ser efetuada no prazo de 20 dias úteis após a entrada em vigor, isto é, até ao passado dia 23 de abril de 2026. Organizações que ainda não tenham cumprido este requisito devem agir de imediato.

    A par disso, é necessário elaborar um Plano de Segurança que documente as medidas técnicas, operacionais e organizativas adotadas, realizar uma análise de lacunas (gap analysis) face às nove áreas obrigatórias do Artigo 27.º, e rever os contratos com fornecedores e prestadores de serviços à luz dos requisitos da cadeia de abastecimento.

    Se o seguro cibernético protege a organização, o seguro de Responsabilidade Civil Administradores e Gestores — vulgarmente conhecido por D&O (Directors & Officers) — protege as pessoas que a lideram. E nunca foi tão necessário como agora.

    Seguros Cibernéticos: um mercado com novo argumento regulatório

    O novo quadro regulatório abre uma janela de oportunidade clara para os seguradores com produtos cibernéticos. O risco cibernético — já reconhecido como um dos principais riscos emergentes globais — passa a ter uma expressão jurídica precisa em Portugal, com consequências patrimoniais e reputacionais diretas para as entidades que não cumpram as obrigações do Decreto-Lei n.º 125/2025.

    Do lado da oferta, os seguradores podem agora alinhar as condições de cobertura com o grau de maturidade NIS2 do tomador. A realização de um gap analysis documentado, a existência de um Plano de Segurança aprovado ou a certificação segundo a ISO 27001 poderão constituir fatores de elegibilidade, de cálculo do prémio de seguro ou de redução de franquia — criando um incentivo de mercado ao cumprimento regulatório. Do lado da procura, as entidades abrangidas têm um argumento adicional e concreto para contratar coberturas de risco cibernético: mitigar o impacto financeiro de incidentes, custos de notificação, interrupção de negócio e eventuais ações de responsabilidade civil decorrentes de falhas de segurança.

    D&O: o seguro que os gestores não podem ignorar

    Se o seguro cibernético protege a organização, o seguro de Responsabilidade Civil Administradores e Gestores — vulgarmente conhecido por D&O (Directors & Officers) — protege as pessoas que a lideram. E nunca foi tão necessário como agora.

    Com a NIS2, a responsabilidade pessoal dos gestores deixou de ser uma possibilidade abstrata. O n.º 2 do Artigo 25.º do Decreto-Lei n.º 125/2025 é inequívoco: os titulares dos órgãos de gestão, direção e administração podem ser responsabilizados individualmente por ação ou omissão, com dolo ou culpa grave, pelas infrações previstas no diploma. Coimas pessoais até 125.000 euros interdição temporária do exercício de funções e exposição a ações de responsabilidade civil por parte de acionistas, clientes ou parceiros são consequências reais — não hipotéticas.

    O D&O cobre precisamente este espectro de riscos: defesa jurídica, indemnizações por decisões de gestão questionadas e custos associados a processos regulatórios ou judiciais. Numa era em que um incidente de cibersegurança mal gerido pode ser imputado diretamente ao CEO ou ao Conselho de Administração, a ausência de uma apólice D&O representa uma exposição patrimonial pessoal que poucos gestores estarão dispostos a assumir conscientemente.

    O argumento de venda é direto: a NIS2 criou, pela primeira vez em Portugal, uma obrigação legal de cibersegurança com nome e apelido — o do gestor. O D&O é a resposta natural a esse risco nominativo. Distribuidores e corretores têm agora uma janela de oportunidade para abordar administradores e conselhos de administração com uma proposta fundamentada na nova lei, especialmente em setores essenciais como energia, saúde, transportes, banca e infraestruturas digitais.

    A conjugação de uma apólice cyber com um D&O robusto representa, assim, a cobertura complementar mais adequada ao novo enquadramento regulatório: uma protege o balanço da empresa, a outra protege o património pessoal de quem a dirige.

  • Ageas Seguros celebra 10 anos e reúne Mediadores em dois eventos que marcam a década da marca

    Ageas Seguros celebra 10 anos e reúne Mediadores em dois eventos que marcam a década da marca

    Ageas Seguros celebra 10 anos e reúne Mediadores em dois eventos que marcam a década da marca

    Ageas Seguros celebra 10 anos e reúne Mediadores em dois eventos que marcam a década da marca


    A Ageas Seguros assinalou, a 26 de abril, dez anos de presença no mercado português, marcados por uma estratégia assente na inovação, na proximidade e na proteção de vidas e futuros, colocando as pessoas no centro de todas as decisões.

    Um mundo para proteger o seu

    Com mais de 220 lojas em todo o país, a Ageas Seguros consolidou-se como uma seguradora moderna, dinâmica e arrojada, reconhecida pela capacidade de inovar e de criar valor para Clientes, Colaboradores, Mediadores, Parceiros e Acionistas. A missão mantém-se clara: proporcionar uma experiência emocionalmente relevante e ser um parceiro de referência na proteção das pessoas e das empresas.

    “Colorir” o setor dos seguros tem sido uma das ambições assumidas pela Ageas Seguros, materializada em projetos pioneiros reconhecidos no mercado. Entre as iniciativas lançadas ao longo destes dez anos, destacam-se:

    • ColorADDprimeira seguradora a integrar o código universal para daltónicos nas suas comunicações.
    • Cartão Mundo Ageas Seguroscartão de descontos do mercado segurador, com benefícios diretos em mais de 200 marcas.
    • Prémio Inovação em Prevenção — distinção pioneira que promove a cultura de prevenção nas empresas, e que em 2026 chega à 6.ª edição.
    • Serviço PAR — solução inovadora de Prevenção e Análise de Risco dedicada às PME, focada na redução de acidentes e na criação de comportamentos seguros.

    Este percurso tem sido acompanhado por um consistente reconhecimento externo, traduzido em distinções como o Prémio 5 Estrelas em nove edições consecutivas, sete prémios Superbrands e três prémios Excellentia, entre outros.

    Mediador como pilar estratégico

    Se a inovação marca o percurso da Ageas Seguros, a relação com os Mediadores continua a ser um alicerce central do negócio. A sua proximidade, profissionalismo e dedicação são determinantes para reforçar a confiança dos Clientes e para o crescimento sustentado da marca.

    Foi precisamente para valorizar esta parceria que a Ageas Seguros reuniu centenas de Mediadores e parceiros de negócio em dois eventos nacionais:

    • Encontro Multimarca Premium, no Porto, a 16 de março.
    • Convenção e Gala We Are AGE, no Estoril, a 24 de março.

    Sob o mote “Building”, ambos os encontros reforçaram o posicionamento da seguradora como parceiro de referência, comprometido com a otimização contínua de processos e com a entrega de valor real ao negócio dos Mediadores e, por consequência, aos Clientes.

    O programa contou com a presença da Comissão Executiva do Grupo Ageas Portugal e de oradores convidados, entre os quais se destacou Paulo Portas. Houve ainda espaço para reconhecer as melhores performances nacionais e para celebrar os 10 anos da marca com momentos simbólicos e emocionalmente marcantes.

    Um tributo ao passado e inspiração para o futuro

    Para assinalar esta data, a Ageas Seguros lançou um vídeo comemorativo que reúne alguns dos momentos mais significativos desta década. Um tributo à dedicação de todos os que contribuíram para esta história e um olhar inspirador sobre o futuro da marca.

    Com uma visão clara para os próximos anos, a Ageas Seguros renova o compromisso de continuar a inovar, a cuidar e a fazer a diferença no setor, mantendo-se fiel ao propósito que a define: um mundo para proteger o seu.

  • Seguradoras em Espanha com mais lucros e maior solidez em 2025

    Seguradoras em Espanha com mais lucros e maior solidez em 2025

    Seguradoras em Espanha com mais lucros e maior solidez em 2025

    Seguradoras em Espanha com mais lucros e maior solidez em 2025


    As seguradoras espanholas mantiveram uma evolução agregada sólida em 2025 nos seus principais indicadores de rentabilidade e solvência, concluiu a publicação especializada <a target="_blank" href="https:

    <img class="alignnone size-full wp-image-1868823" src="https:

    Destacou-se também a melhoria da rentabilidade sobre capitais próprios (ROE), que atingiu os 16,47%, ou seja, mais 1,83 pontos percentuais que no ano anterior. Este avanço reflete o reforço da atividade seguradora, o melhor desempenho técnico de ramos-chave como Automóvel e Saúde, e o contributo sustentado da conta não técnica.

    O lucro líquido agregado das seguradoras cresceu 15% em 2025, atingindo 7.316 milhões de euros, impulsionado por uma melhoria da conta técnica, que se manteve em dois dígitos.

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    Em termos de solidez as seguradoras mantiveram uma posição confortável. O rácio de solvência (SCR) situou-se em 238,8%. Este nível de robustez financeira confirma “a capacidade das empresas para absorver cenários de stress, sustentar o crescimento da sua atividade e manter políticas prudentes de gestão de capital”.

    O setor segurador encerrou 2025 com um avanço significativo no seu lucro líquido agregado, segundo dados da ICEA. A conta não técnica ascendeu a 7.316 milhões de euros, mais 15,1%, que um ano antes, enquanto o resultado da conta técnica atingiu 8.326 milhões, o que representa um aumento de 15,5% face ao final de 2024.

    O crescimento foi sustentado pela evolução positiva tanto do negócio Vida como do Não Vida, embora com desempenhos muito distintos entre ramos. Vida registou um resultado técnico de 3.551 milhões, mais 3,5%, mantendo uma tendência estável.

    O ramo que mais se destacou foi o Automóvel, que quase triplicou o seu resultado ao passar de 274 milhões para 718 milhões, impulsionado pela moderação da sinistralidade e pelo ajustamento gradual das tarifas. Também Saúde apresentou uma dinâmica muito favorável, com um aumento de 58%, até 1.223 milhões, reflexo do forte crescimento da atividade e da normalização dos custos assistenciais em Espanha.

    Em Multirriscos, o resultado ascendeu a 934 milhões, mais 10,5%. O agregado de Outros Não Vida praticamente não registou alterações, com um ligeiro aumento de 0,7%, até 1.899 milhões.

    Em dezembro de 2025, a conta técnica das seguradoras apresentou um rácio de 10,46%, valor idêntico ao obtido um ano antes. A taxa de sinistralidade do negócio direto, incluindo o resseguro aceite, foi de 72,1% dos prémios imputados do negócio direto, menos 5,5 pontos percentuais face a dezembro de 2024.

    Do ponto de vista das provisões, o resultado da conta técnica de Vida apresentou um rácio de 1,7% nos negócios direto e aceite, valor de índice seis centésimas inferior ao registado em dezembro de 2024.

    Liderança pulverizada pelos ramos seguradores

    O ICEA também publicou as seguradoras líderes nos diferentes segmentos do mercado de Espanha, bem como as respetivas quotas de mercado que permitem esse primeiro lugar.

    As especializações permitem que seguradoras longe do top 10 sejam líderes fortes em alguns ramos enquanto as maiores raramente repetem. Entre estas estão a Mapfre, que é número 1 em Transportes, Multirriscos, Automóvel e Responsabilidade Civil e a Santalucia que lidera em Funeral e Assistência. VidaCaixa, acionista a 100% da BPI Vida e Pensões, é a maior seguradora em Vida, a ARAG em Defesa Jurídica, a Crédit y Caución em seguros de crédito, a Aserta em seguros de Caução, a AXA XL em incêndios, a Santander em Acidentes, a Cardif em Perdas Pecuniárias (proteção de pagamentos) e a Helvetia Caser em todos os outros seguros. Destaque para a SegurCaixa Adeslas, lider no ramo Saúde com 30,7% de quota de mercado.

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  • Age Brokers quer assegurar a continuidade e evolução da mediação de seguros

    Age Brokers quer assegurar a continuidade e evolução da mediação de seguros

    Age Brokers quer assegurar a continuidade e evolução da mediação de seguros

    Age Brokers quer assegurar a continuidade e evolução da mediação de seguros


    A Associação dos Agentes Gerais Ageas, sob a marca Age Brokers (que foi criada em 2025) realizou a sua convenção anual no Amendoeira Golf Resort, em Alcantarilha, no Algarve. Durante a convenção foi apresentada uma nova iniciativa, a “New Generation”, que quer preparar o futuro da mediação de seguros em Portugal.

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    O Presidente da associação, Rui Próspero, destacou que o “projeto é fundamental para o trabalho desenvolvido em termos de partilha, informação e resultados,” explicando ainda que é “uma iniciativa que vai ao encontro das necessidades do mercado, da exigência dos associados e, principalmente, da atividade de mediação de seguros”.

    A Age Brokers é uma entidade sem fins lucrativos que reúne mediadores exclusivos da Ageas Seguros em Portugal, contando com 44 sociedades de mediação associados e representando um volume de prémios anual de 110 milhões de euros e 249 colaboradores. Tem o apoio da ExpressGlass.

    Esta primeira edição da “New Generation” quer focar-se na transição geracional e na inovação, com Paulo Novais a explicar “que o objetivo não é apenas a venda direta das carteiras, mas sim assegurar a continuidade e evolução das empresas de mediação.” Assim, um grupo de jovens esteve presente num briefing com o coach Rodrigo Dias e com Sara Oliveira, membro da direção, para falar “sobre temas para o futuro da atividade”.

    Sara Oliveira garante que “as novas gerações de profissionais estão em sintonia com os futuros compradores de seguros, sendo imperativo adequar a realidade dos jovens de hoje a um setor tradicionalmente conservador e menos digitalizado”. A dirigente explica que “a integração destes novos talentos traz visões inovadoras, maior digitalização e facilidade de comunicação no mundo online, o que, aliado à experiência tradicional, perspetiva um futuro promissor“.

    Já Rodrigo Dias defende que “uma empresa capaz de se adaptar, inovar e melhorar continuamente, ajustando-se à realidade do mercado e às novas gerações, fará toda a diferença no futuro”.

    Durante a convenção anual houve também um jantar de gala onde foram atribuídos prémios aos participantes. Foram ainda proporcionados momentos de team building com muitos dos participantes a praticarem golfe, outros o ténis e, ainda, padel.

  • APS com curso sobre Bancassurance

    APS com curso sobre Bancassurance

    APS com curso sobre Bancassurance

    APS com curso sobre Bancassurance


    A Associação Portuguesa de Seguradores (APS), com o Conhecimento e Aprendizagem de Seguros da APS (CASA), anunciou a realização do curso “Bancassurance – (r)Evolução 5.0”, que irá decorrer entre os dias 11 e 14 de Maio, das 9h15 às 13h00 de forma online.

    O objetivo desta formação é abordar os “modelos, riscos, enquadramento regulatório e principais fatores críticos de sucesso” da bancassurance. Será também abordado o impacto da inteligência artificial no desenvolvimento e na gestão da parceria deste canal de distribuição, com foco na exemplificação e na aplicação prática.

    Este curso destina-se a colaboradores do setor segurador ou bancário envolvidos na “coordenação, dinamização, acompanhamento ou supervisão de parcerias banca-seguros” ou na “conceção de produtos e de suportes destinados à comunicação e distribuição” dos mesmos.

    A lecionar este curso está M. Isabel Ferreira Figueiredo, docente universitária e mestre em Gestão de Empresas, Matemática e Atuária, com experiência profissional no setor financeiro.

    O conteúdo programático, as condições de inscrição e outra informação estão acessíveis no site da Associação Portuguesa de Seguradores. Para aceder, <a target="_blank" href="https:

  • MDS compra Mediadora de seguros do FC Porto em negócio de 10 milhões de euros

    MDS compra Mediadora de seguros do FC Porto em negócio de 10 milhões de euros

    MDS compra Mediadora de seguros do FC Porto em negócio de 10 milhões de euros

    MDS compra Mediadora de seguros do FC Porto em negócio de 10 milhões de euros


    A MDS Portugal adquiriu 100% do capital da Porto Seguro, até hoje detida pelo Futebol Clube do Porto SAD a 90%, pelo clube a 5% e pelo seu gestor António Vasconcelos, histórico profissional da atividade seguradora em Portugal. O valor de empresa foi fixado em 10 milhões de euros.

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    Fundada em 1995, a Porto Seguro encerrou 2025 com receitas próximas de um milhão de euros, mantendo uma forte ligação ao ecossistema do Clube. Em 2024, obteve 388 mil euros de resultados líquidos e contava com 28 colaboradores.

    A aquisição da Porto Seguro “enquadra-se na estratégia de crescimento inorgânico da MDS, que visa reforçar a sua posição no mercado através da incorporação de estruturas especializadas, com forte base de clientes e know-how setorial, bem como a melhoria contínua da sua capacidade operacional e de oferta de soluções diferenciadas”, afirma a MDS.

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    A integração da MDS dotará a estrutura adquirida “de competências, capacidades tecnológicas e escala, permitindo elevar a qualidade da gestão de risco e assegurar soluções mais robustas e adequadas à atividade do Clube”, diz a corretora.

    A MDS tem intenção de alargar a oferta de produtos e serviços de elevado valor a todo o ecossistema do Futebol Clube do Porto, “incluindo colaboradores, parceiros, sócios e adeptos, promovendo a criação de valor através de uma abordagem mais especializada, integrada e orientada à proteção de pessoas e organizações”, acrescenta a corretora.

    Para Ricardo Pinto dos Santos, CEO da MDS Portugal, afirma: “Trata-se de uma operação entre duas entidades de referência, fortemente ligadas à cidade do Porto, esta parceria vai permitir-nos desenvolver uma proposta de valor diferenciadora nas áreas de seguros corporativos, benefícios e affinity, com soluções ajustadas às necessidades do Futebol Clube do Porto e às da comunidade azul e branca, potenciadas pela nossa escala, inovação e capacidade técnica”, conclui.

    Para José Pedro Pereira da Costa, CFO do Futebol Clube do Porto: “Ao longo de três décadas o FC Porto construiu uma empresa sólida, profundamente ligada ao universo da família Portista e às comunidades que a integram. A incorporação na MDS representa a evolução deste percurso, permitindo potenciar ainda mais o desenvolvimento de soluções não apenas para o nosso Clube, como também para os nossos colaboradores, parceiros, sócios e adeptos.

    Esta operação contou com a assessoria estratégica e financeira da PTCG e assessoria jurídica da PLMJ.

     

  • Macau lança seguro paramétrico para indemnizações às PME, mesmo sem danos

    Macau lança seguro paramétrico para indemnizações às PME, mesmo sem danos

    Macau lança seguro paramétrico para indemnizações às PME, mesmo sem danos

    Macau lança seguro paramétrico para indemnizações às PME, mesmo sem danos


    O Governo de Macau anunciou esta terça-feira que Pequenas e Médias Empresas (PME) poderão aceder a um seguro para fenómenos climáticos extremos, sendo oferecida uma indemnização por tempestades que afetem o território, mesmo sem registo de danos.

    Quando for emitido o sinal 10 de tempestade tropical, o mais elevado, e este se mantiver içado por 10 horas ou mais, o segurado poderá reclamar uma indemnização correspondente a 10% do respetivo capital seguro“, explicou esta terça-feira numa conferência de imprensa o diretor-geral do Departamento de Subscrição da Companhia de Seguros Vida China Taiping, Hong Jiawen.

    Tanto em Macau como na região vizinha de Hong Kong, a escala de alerta de tempestades tropicais é formada pelos sinais 1, 3, 8, 9 e 10 (o mais elevado), com a emissão a depender da proximidade da tempestade e da intensidade do vento.

    O representante adiantou que a nova medida complementa o regime existente, que cobre danos causados por eventos como o nível 8 de tufão, marés de tempestade ou sinal de chuva intensa. Os prejuízos abrangidos incluem danos em edifícios, fundações de construções, mercadorias e equipamentos eletrónicos.

    Segundo um exemplo fornecido durante o evento, no caso de uma de empresa comprar um seguro de 15.000 patacas (1.589 euros), teria um teto máximo de cobertura de seguro de 100 mil patacas (10.593 euros).

    Segundo indicou no mesmo evento o chefe do Departamento de Desenvolvimento das Atividades Económicas da Direção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico, Lau Kit Lon, o Governo continuará a conceder subsídios às PME elegíveis, “com a taxa de comparticipação a aumentar de 50% do prémio anual padrão para 70% do prémio após a aplicação do desconto por inexistência de sinistros”.

    Entretanto, Chan Kuan I, administradora do Conselho de Administração da Autoridade Monetária de Macau, anunciou que, desde o lançamento em 2019 de um seguro de bens patrimoniais contra grandes desastres, foram emitidas 114 apólices e aprovados os respetivos financiamentos, num total de capital segurado de 16,9 milhões de patacas (1,79 milhões de euros).

    “Quando o tufão Ragasa atingiu Macau no ano passado, o regime recebeu cinco participações de sinistros, todas rapidamente liquidadas, num total de 310 mil patacas (32,700 euros) indemnizadas”, disse Chan Kuan.

    Em 2025, Macau registou 14 tufões, ultrapassando o anterior máximo histórico de 12, registado em 1974, e fazendo do ano passado aquele com o maior número de tempestades tropicais desde o início dos registos em 1968, segundo apontou a direção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG).

    Os tufões Wipha e Ragasa levaram Macau a emitir o nível mais elevado de alerta, sendo a primeira vez que, “num mesmo ano, foi necessário hastear por duas vezes o sinal 10”, indicaram os SMG.

    Mesmo assim, até hoje um sinal de tempestade nível 10 só esteve em vigor durante um período de mais de 10 horas em Macau durante a passagem do tufão Ragasa no ano passado.

    Os SMG prevêm que cerca de cinco a oito ciclones tropicais venham a afetar Macau em 2026, alertando para uma atividade ciclónica que poderá ser ligeiramente superior ao normal.

  • Inflação médica ou sistema inflacionado? O que está realmente por trás do aumento dos preços nos seguros de saúde

    Inflação médica ou sistema inflacionado? O que está realmente por trás do aumento dos preços nos seguros de saúde

    Inflação médica ou sistema inflacionado? O que está realmente por trás do aumento dos preços nos seguros de saúde

    Inflação médica ou sistema inflacionado? O que está realmente por trás do aumento dos preços nos seguros de saúde


    Fui convidada a participar recentemente num congresso internacional promovido pela Cigna — uma das referências globais em seguros de saúde internacionais (IPMI). Saí desse encontro com uma sensação difícil de ignorar: aquilo que muitas vezes tratamos como um tema técnico — a chamada medical inflation — está rapidamente a transformar-se num dos maiores desafios estruturais do nosso setor.

    No terreno, esta realidade já não é teórica. Está nas renovações que discutimos com clientes, nas negociações cada vez mais sensíveis e na crescente dificuldade em equilibrar proteção e custo. O que antes era explicado com linguagem atuarial, hoje é sentido diretamente pelas famílias.

    A inflação médica não segue, nem de perto, os índices tradicionais de inflação. Estudos de entidades como a McKinsey, a OCDE e a Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam para um fenómeno estrutural, sustentado por dinâmicas económicas, demográficas e tecnológicas que continuam a pressionar os custos globais em saúde. Enquanto a inflação geral pode oscilar em função de ciclos económicos, a inflação médica apresenta uma tendência historicamente ascendente, impulsionada por fatores profundamente enraizados no sistema de saúde global.

    Causas da medical inflation: fatores estruturais que fazem subir os custos da saúde

    Do ponto de vista técnico, a medical inflation resulta da conjugação de vários vetores:

    • Inovação tecnológica e terapêutica: Novos tratamentos, medicamentos biológicos e terapias personalizadas têm um custo significativamente superior às abordagens tradicionais;
    • Envelhecimento da população: O aumento da esperança média de vida traduz-se numa maior prevalência de doenças crónicas e, consequentemente, numa maior utilização dos serviços de saúde;
    • Aumento da procura: Uma maior literacia em saúde leva a uma utilização mais frequente dos sistemas de saúde, muitas vezes com menor tolerância ao risco ou à espera;
    • Pressão sobre redes privadas: Em muitos mercados, a saturação dos sistemas públicos transfere procura para o setor privado, elevando preços.

    Estes fatores não são conjunturais. São estruturais. E, como tal, dificilmente reversíveis no curto prazo. A própria McKinsey tem vindo a alertar que esta pressão inflacionista será progressivamente transferida para seguradoras e consumidores, reforçando a tendência de aumento dos prémios.

    Como a medical inflation afeta as renovações e o aumento dos prémios de seguros de saúde

    Para nós, enquanto mediadores, a manifestação mais evidente deste fenómeno ocorre no momento da renovação das apólices. E aqui importa ser claro: o aumento dos prémios não é um desvio, nem uma exceção — é a consequência inevitável de um sistema onde o custo médio por sinistro cresce de forma estrutural e contínua.

    Do ponto de vista atuarial, o prémio reflete essencialmente três componentes: frequência, severidade e despesas. Quando a severidade (custo médio por sinistro) aumenta de forma significativa — como acontece atualmente — a correção do prémio torna-se inevitável.

    No entanto, existe aqui uma tensão evidente: o cliente não vive a lógica atuarial, vive o impacto financeiro direto. E esse impacto tem vindo a agravar-se.

    Impacto do aumento dos prémios nas famílias e decisões de cobertura

    É aqui que a discussão deixa de ser técnica e passa a ser profundamente humana. O que começa por ser um ajuste atuarial traduz-se, na prática, numa decisão difícil para muitas famílias. Assistimos com crescente frequência a situações em que:

    • Clientes ponderam reduzir capitais ou coberturas;
    • Famílias optam por aumentar franquias para conter custos;
    • Em casos mais extremos, há abandono de seguros de saúde privados.

    Este último ponto é particularmente crítico. A saída de segurados — especialmente dos perfis de menor risco — pode criar um efeito de seleção adversa, agravando ainda mais a pressão sobre os prémios no médio prazo.

    O papel do mediador de seguros: explicar aumentos, gerir expectativas e proteger o cliente

    Neste contexto, o papel do mediador ganha uma dimensão que, na minha perspetiva, ainda está subvalorizada. Já não se trata apenas de colocar um produto no mercado. Trata-se de interpretar um sistema complexo, traduzir essa complexidade para o cliente e, muitas vezes, ser o ponto de equilíbrio entre racionalidade técnica e impacto financeiro real.

    Isso implica:

    • Explicar, de forma transparente, as razões subjacentes aos aumentos;
    • Trabalhar soluções alternativas sem comprometer a proteção essencial;
    • Antecipar cenários de evolução de custos.

    Mas implica também uma reflexão interna enquanto setor.

    Overcharging na saúde privada e fragmentação regulatória: riscos para o sistema

    Há, no entanto, um ponto mais sensível — e inevitavelmente mais polémico — que não pode ser ignorado nesta discussão.

    A saúde, sobretudo no contexto privado, é também um negócio. Hospitais e clínicas operam com estruturas de custos complexas, exigem investimento contínuo em tecnologia, talento altamente qualificado e infraestruturas. Como qualquer outro setor, precisam de ser rentáveis.

    O problema não está nesse princípio. Está nas distorções que podem emergir quando o incentivo económico não está perfeitamente alinhado com a necessidade clínica.

    O que se observa — e que foi discutido de forma explícita no congresso — é a existência de práticas de over billing em determinados contextos. Não existe uma tabela universal e homogénea de preços.

    Seguradoras internacionais, com capitais mais elevados, tendem a ser alvo de faturação mais elevada pelos mesmos procedimentos, o que levanta questões relevantes sobre equidade, consistência e alinhamento de incentivos no sistema.

    Na prática, isto traduz-se numa realidade pouco transparente: o mesmo hospital pode cobrar valores distintos pelo mesmo ato médico — realizado nas mesmas condições clínicas, com os mesmos recursos — dependendo da seguradora associada ao paciente.

    Ou seja, não estamos apenas a falar de variações entre prestadores diferentes, mas sim de diferenciação de preços dentro da própria instituição, influenciada pela perceção de capacidade financeira da entidade pagadora. Seguradoras internacionais, com capitais mais elevados, tendem a ser alvo de faturação mais elevada pelos mesmos procedimentos, o que levanta questões relevantes sobre equidade, consistência e alinhamento de incentivos no sistema.

    Particularmente em contextos internacionais, onde os capitais são mais elevados e a perceção de capacidade financeira é distinta, observam-se padrões consistentes de over charging reportados em análises do setor. Ou seja, uma tendência para diferenciação de preços em função do pagador, quando existe maior margem financeira percebida.

    Num cenário mais preocupante — e que exige precisão na análise — a literatura e dados apresentados no congresso apontam para a possibilidade de incentivos económicos influenciarem decisões clínicas marginais, como a realização de atos adicionais, o prolongamento de internamentos ou a utilização de recursos sem ganho clínico proporcional.

    Se estes padrões forem recorrentes, estamos perante um problema estrutural: um desalinhamento entre prestação de cuidados e incentivos económicos, com impacto direto na evolução dos prémios.

    Estima-se que entre 20% a 30% dos serviços de saúde utilizados sejam excessivos ou desnecessários, cerca de 30% dos testes de diagnóstico não acrescentem valor clínico relevante e que o impacto económico global destes cuidados de baixo valor ultrapasse os 100 mil milhões de dólares anuais

    Importa sublinhar que esta não é apenas uma perceção empírica. A literatura internacional tem vindo a documentar de forma consistente o fenómeno de low-value care — cuidados de saúde que não geram benefício clínico proporcional — estimando que uma parte relevante da despesa global possa estar associada a este tipo de utilização. Dados apresentados no congresso pelo Diretor Clínico da Cigna, Dr. Victor Fernandez Millarez, com base em análises internacionais da seguradora, reforçam esta preocupação: estima-se que entre 20% a 30% dos serviços de saúde utilizados sejam excessivos ou desnecessários, cerca de 30% dos testes de diagnóstico não acrescentem valor clínico relevante e que o impacto económico global destes cuidados de baixo valor ultrapasse os 100 mil milhões de dólares anuais — um valor que, para contextualizar, representa quase um terço do PIB de um país como Portugal.

    Estes números devem ser lidos com rigor, mas também com frontalidade. Porque, se uma parte material do custo em saúde não está diretamente associada a melhores outcomes, então estamos perante um dos principais motores silenciosos da inflação médica.

    E isto tem uma consequência direta e inevitável: se uma fatia relevante dos custos resulta de cuidados de baixo valor, então o aumento dos prémios não reflete apenas o encarecimento da medicina — reflete também ineficiências acumuladas no sistema.

    Dito de forma mais direta: não estamos apenas a pagar mais pela saúde — estamos, em parte, a pagar desperdício.

    Perante este enquadramento, impõe-se uma questão adicional: qual é, afinal, o papel da regulação — e será que o modelo atual está verdadeiramente alinhado com a complexidade do problema?

    Sem uma visão integrada — que combine transparência de preços, auditoria clínica independente e alinhamento de incentivos — o risco é claro: continuar a tratar a inflação médica como um fenómeno exógeno, quando evidência crescente sugere que parte dela é amplificada dentro do próprio sistema.

    Em Portugal, entidades como a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) e a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) têm mandatos claros e relevantes. A ERS atua sobre a prestação de cuidados, enquanto a ASF supervisiona o setor segurador. No entanto, o fenómeno que discutimos não reside exclusivamente em nenhum destes domínios.

    Estamos perante um sistema onde os incentivos económicos atravessam múltiplos atores — prestadores, seguradoras, médicos e clientes — criando uma fragmentação regulatória que dificulta uma resposta coerente e eficaz.

    Quando o mesmo ato clínico pode ser influenciado por variáveis económicas distintas — desde o tipo de seguradora até à perceção de capacidade financeira do paciente — a questão deixa de ser apenas de supervisão individual e passa a ser de arquitetura do sistema.

    Isto levanta uma interrogação mais estrutural: será que os mecanismos atuais de regulação, pensados para um sistema mais linear, conseguem acompanhar um ecossistema cada vez mais interdependente e economicamente orientado?

    Sem uma visão integrada — que combine transparência de preços, auditoria clínica independente e alinhamento de incentivos — o risco é claro: continuar a tratar a inflação médica como um fenómeno exógeno, quando evidência crescente sugere que parte dela é amplificada dentro do próprio sistema.

    Este é um tema desconfortável, mas essencial. Porque ignorá-lo é perpetuar um sistema onde o aumento de custos é tratado como inevitável, quando, em parte, pode ser influenciado por comportamentos dentro do próprio ecossistema.

    O que ficou particularmente evidente neste congresso é que este não é um fenómeno localizado — é global, transversal a mercados maduros e emergentes. E isso levanta uma questão que, enquanto setor, não podemos ignorar: até que ponto o modelo atual é sustentável se a resposta continuar a ser, predominantemente, a transferência de custo para o consumidor?

    Há espaço para discutir modelos de financiamento, eficiência das redes, gestão de sinistros e até o papel da prevenção como mecanismo de contenção de custos.

    Enquanto corretores, estamos numa posição privilegiada para observar estas dinâmicas e contribuir para uma discussão mais alargada. Mas isso exige que assumamos uma postura ativa, informada e, acima de tudo, responsável.

    Conclusão: sustentabilidade dos seguros de saúde face à medical inflation

    A inflação médica não é um episódio transitório — é uma tendência estrutural que veio para ficar. Ignorá-la ou tratá-la como um fenómeno conjuntural não é apenas um erro de análise — é um risco estratégico para todo o ecossistema dos seguros de saúde.

    O desafio que se coloca é claro: como equilibrar a sustentabilidade técnica dos produtos com a acessibilidade para os clientes?

    Não existe uma resposta simples. Mas existe uma certeza: o papel do mediador será cada vez mais determinante na forma como este equilíbrio é gerido.

    E talvez seja precisamente aqui que reside a nossa maior responsabilidade — e também a nossa maior oportunidade.

    Enquanto não tivermos coragem de questionar os incentivos económicos dentro do sistema, continuaremos a tratar a inflação médica como inevitável — quando, em parte, ela é construída.

    Perante este cenário, a questão deixa de ser quanto mais os clientes estão dispostos a pagar — e passa a ser: estamos a pagar pela saúde que precisamos, ou pelo sistema que criámos?

  • Intermediário de crédito Simplefy entra nos seguros

    Intermediário de crédito Simplefy entra nos seguros

    Intermediário de crédito Simplefy entra nos seguros


    A Simplefy, comunidade de intermediários de crédito com mais de 300 parceiros, anunciou esta segunda-feira a entrada no mercado de seguros, anunciaram em comunicado. A expansão pretende “replicar o modelo” de negócio que, em 2025, impulsionou um crescimento de 86% no volume de financiamento intermediado.

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    Rui Guerreiro, Head of Insurance & New Business da Simplefy. “Estamos a criar um modelo em que a integração de seguros instrui o cliente final para decisões mais informadas e conscientes”.

    Rui Lopes, CEO da Simplefy, explica que “a entrada no mercado segurador representa, para a Simplefy, a consequência natural de uma visão estratégica a longo prazo. Não se trata de uma transformação do modelo de negócio, mas da sua consolidação, alargando a nossa oferta para uma gestão financeira mais ampla.”

    Rui Guerreiro foi o escolhido pela empresa para liderar a entrada no setor segurador como Head of Insurance & New Business. Guerreiro foi Affinity BU Manager and Senior Account Manager na Zuritel, na Zurich. Esteve depois no BNP Paribas Cardif como Head of Partner Strategy – Iberia e passou ainda pela AON, onde foi Head of Affinity/Executive Director. Agora, Guerreiro vai estruturar a nova linha de negócio da Simplefy e garantir que a integração de seguros se alinha com o modelo operacional dos parceiros financeiros da rede.

    “O objetivo da Simplefy é que o seguro seja uma vantagem real para o negócio dos parceiros e para o cliente, e não apenas mais um produto a comercializar. Estamos a criar um modelo em que a integração de seguros instrui o cliente final para decisões mais informadas e conscientes”, afirma Rui Guerreiro.

    A empresa quer ter 50 parceiros certificados e a operar ativamente no setor segurador até ao final do ano.

  • Luiza Teodoro deixa Verlingue Portugal. Naftalski é CEO interino

    Luiza Teodoro deixa Verlingue Portugal. Naftalski é CEO interino

    Luiza Teodoro deixa Verlingue Portugal. Naftalski é CEO interino


    Luiza Fragoso Teodoro anunciou a sua saída da Verlingue Portugal. Soube ECOseguros junto de fontes de mercado, que a agora ex-CEO da Verlingue Portugal renunciou ao mandato no final do mês de abril. A corretora está agora a avaliar novas pessoas para assumirem o cargo, mas enquanto esse processo se desenrola, Nicolas Naftalski, Deputy CEO da Verlingue Europa, está atualmente a atuar como CEO interino. José Félix Morgado mantém-se como Chairman da Verlingue Portugal.

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    Luiza Fragoso Teodoro, ex-CEO da Verlingue Portugal, anunciou a sua saída da corretora. “Foi uma decisão ponderada e alinhada com os meus valores – sobretudo com a clareza sobre onde posso, hoje, gerar maior impacto”.Hugo Amaral

    Os membros da Comissão Executiva Miguel Salema Garção, Tiago Corrêa Figueira, Ricardo Santos, Rui Monteiro e Sofia Melo Mendes, mantém-se nos cargos.

    Luiza Fragoso Teodoro tem uma extensa carreira no setor de seguros: em 1999, tratou da Gestão de Produto na Companhia de Seguros Mundial Confiança. Em 2001, ingressou na Tranquilidade, onde desempenhou diversas funções até 2018. Mais tarde, integrou a Metlife, de 2018 a 2024. Depois, em junho de 2024, assumiu funções como CEO e membro do Comité Executivo da Verlingue Portugal.

    Encerrar ciclos faz parte de qualquer percurso profissional com intenção”, explicou numa publicação nas redes sociais. “Recentemente, decidi deixar as minhas funções na Verlingue Portugal. Foi uma decisão ponderada e alinhada com os meus valores – sobretudo com a clareza sobre onde posso, hoje, gerar maior impacto e contribuir com verdadeiro propósito”, justificou. “A todos os que fizeram parte deste percurso, o meu sincero obrigada”, agradeceu.

    Contatada por ECOseguros, Teodoro explica que está “a avaliar opções e a dar corpo a alguns projetos que tinha na gaveta, nomeadamente a escrita de um livro”.

    Nicolas Naftalski, o CEO interino, foi contratado em janeiro deste ano para assumir funções como Deputy CEO da Verlingue Europa e Head of Specialty & Affinity no âmbito de uma reorganização mais ampla da Verlingue, enquadrada no plano estratégico “Better Future 28” do Grupo Adelaïde.