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Category: ECOseguros

  • O Mundo Já Avançou: O Seguro‑Caução Como Padrão Internacional (e a Resistência Portuguesa)

    O Mundo Já Avançou: O Seguro‑Caução Como Padrão Internacional (e a Resistência Portuguesa)

    O Mundo Já Avançou: O Seguro‑Caução Como Padrão Internacional (e a Resistência Portuguesa)

    O Mundo Já Avançou: O Seguro‑Caução Como Padrão Internacional (e a Resistência Portuguesa)


    Quando observamos o mercado espanhol, o contraste é imediato. Espanha integrou o seguro‑caução na sua economia com naturalidade, como se sempre tivesse ali pertencido. O que em Portugal ainda aparece como discussão tímida, isolada e frequentemente mal compreendida, em Espanha é prática consolidada há décadas — e isso faz toda a diferença. O seguro‑caução tornou‑se parte da forma como o país gere riscos, protege consumidores e garante estabilidade contratual.

    No mercado imobiliário, o exemplo é particularmente evidente. Em Espanha, o seguro de afianzamiento é obrigatório quando há pagamentos adiantados na compra de um imóvel em construção. A lógica não podia ser mais simples: nenhum comprador entrega parte substancial das suas poupanças sem que exista uma garantia efetiva de que, se o promotor falhar, a seguradora cobre o dano. Este mecanismo protege o comprador, responsabiliza o promotor e cria um ambiente de confiança que beneficia todo o setor.

    Em Portugal, onde a pré‑venda é a norma e onde tantos compradores entregam avultadas quantias antes de existir construção ou licenciamento final, continuamos a operar sem esta camada essencial de proteção. O risco que o consumidor português enfrenta é exatamente aquele que Espanha eliminou: o risco de perder tudo sem alternativa viável.

    O mercado de arrendamento espanhol também serve como espelho. Lá, os seguros de incumprimento de renda foram rapidamente absorvidos pelo mercado. Tornaram‑se uma solução óbvia para proteger senhorios contra falhas de pagamento e, simultaneamente, para evitar que inquilinos sejam obrigados a pagar depósitos pesados. O resultado é um mercado mais fluido, menos conflituoso e mais previsível.

    Portugal permanece preso a um modelo em que a caução tradicional, muitas vezes mal utilizada e mal devolvida, é fonte constante de tensão. Conflitos sobre danos, rendas, devoluções e prazos continuam a alimentar um sistema que poderia ser significativamente mais equilibrado — e que já o é noutros países.

    No plano empresarial, o seguro‑caução espanhol permite substituir garantias bancárias em múltiplas fases dos contratos públicos e privados. Isso liberta liquidez, reduz custos e cria condições para que empresas — especialmente PME — possam competir de forma mais justa.

    Em Portugal, o peso das garantias bancárias continua a condicionar empresas que, antes mesmo de iniciarem um projeto, já se encontram estranguladas por exigências de crédito ou contrapartidas bancárias. O seguro‑caução resolveria exatamente esse problema — mas permanece subutilizado.

    Espanha foi o primeiro espelho. O mundo inteiro é o segundo.

    A presença do seguro‑caução no panorama internacional é tão robusta que Portugal se torna, inevitavelmente, uma exceção. Fora das nossas fronteiras, este instrumento não só existe — como é dominante. Não se trata de desconfiança; trata‑se de disciplina económica.

    Num contexto económico mais volátil, o seguro‑caução não é um luxo, mas uma âncora de estabilidade.

    Mesmo mercados resistentes, como França ou Alemanha, começam a acolher de forma crescente o seguro‑caução em setores onde a rapidez e a flexibilidade são essenciais.

    O seguro‑caução é uma prática global consolidada, é uma solução madura, eficaz e amplamente validada.

    É usada por economias estáveis, economias voláteis, economias liberais e economias híbridas.

    E é precisamente por isso que a resistência portuguesa se torna tão difícil de justificar. Não estamos perante uma inovação arriscada ou uma experiência marginal. Estamos perante um padrão internacional — e Portugal continua a tratá‑lo como exceção.

    A comparação internacional mostra que esta resistência não tem fundamento técnico, económico ou prudencial. O seguro‑caução funciona. Reduz riscos. Aumenta confiança. Melhora a competitividade. Protege as partes mais frágeis e liberta as mais fortes.

    O próximo passo já não é olhar para fora. É perceber o que Portugal precisa de fazer para, finalmente, se alinhar com o que o resto do mundo já faz há muito.

  • Lusitania e CCA avançam com Seguros Lab nas escolas

    Lusitania e CCA avançam com Seguros Lab nas escolas

    Lusitania e CCA avançam com Seguros Lab nas escolas


    As seguradoras Lusitania e Lusitania Vida e a CCA Law firm avançaram com o programa conjunto “Seguros LAB” com o objetivo de promover a “Literacia Financeira e ajudar os alunos a compreender, de forma simples e prática, o papel dos seguros no dia a dia”. Adotaram o lema “Seguro é Saber!”.

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    Estimulando alunos a não serem Non-Playable Character: Diana Nogueira Pires, advogada das seguradoras Lusitania, Ana Serra Calmeiro, associada sénior da CCA Law Firm, o sócio da mesma firma José Limón Cavaco, e em plena explicação, Susana Pacheco, diretora jurídica das Lusitania.

     

    Para começar a iniciativa dirige-se a alunos do 7.º e 8.º anos, levando às escolas conteúdos adaptados à sua realidade e linguagem. “O que é o seguro?”, “Quais os tipos de seguro que existem?” e “Como funciona o seguro em caso de sinistro?” são algumas das questões a abordar e que pretendem explicar, de forma simples e prática, o papel dos seguros e a sua importância.

    A estreia aconteceu no passado dia 24 de abril, no Externato Marista de Lisboa tendo contado com a presença de Susana Pacheco, Diretora dos Serviços Jurídicos da Lusitania e da Lusitania Vida, Diana Nogueira Pires, Advogada da Lusitania e Lusitania Vida), José Limón Cavaco, Sócio da CCA Law Firm e Ana Serra Calmeiro,Associada Sénior da CCA Law Firm.

    Na segunda feira, 4 de maio, há nova sessão no Externato Flor do Campo, em Odivelas.

    “Este projeto reflete o compromisso da Lusitania e da Lusitania Vida com a promoção da literacia financeira desde cedo, contribuindo ativamente para uma maior consciencialização sobre a importância da proteção e da gestão de riscos, em particular no âmbito dos seguros” explica Susana Pacheco. A jurista acredita que a proteção começa muito antes da contratação de um seguro, “começa na capacidade de compreender riscos, fazer escolhas responsáveis e antecipar o futuro. Ao levarmos estes temas às escolas, queremos contribuir para que os jovens cresçam mais preparados, mais confiantes e mais conscientes do papel que os seguros podem desempenhar na sua segurança e bem‑estar”, afirma.

    Para José Limón Cavaco, da CCA Law Firm, “a literacia financeira tem vindo a afirmar-se como uma competência essencial para a autonomia e o bem-estar das novas gerações. Num contexto marcado por crescente incerteza económica e pela complexidade das decisões do dia a dia, torna-se cada vez mais importante capacitar os jovens, não apenas para gerir o dinheiro, mas também para compreender, antecipar e mitigar riscos, nomeadamente através de instrumentos como os seguros, que desempenham um papel fundamental na sua proteção”, conclui.

  • Hiscox on Tour aposta na proximidade em Portugal

    Hiscox on Tour aposta na proximidade em Portugal

    Hiscox on Tour aposta na proximidade em Portugal


    A Hiscox reforça a sua proximidade ao mercado português com a estreia do Hiscox on Tour, uma iniciativa já na 4.ª edição em Espanha que chega agora a Portugal com duas paragens, em Lisboa e no Porto, para fortalecer a ligação aos mediadores e promover a capacitação do setor segurador.

    A decisão de trazer o projeto para o país surge num contexto de crescimento e consolidação da operação nacional. “Depois de várias edições em Espanha, fazia todo o sentido estender o Hiscox on Tour a Portugal. É um mercado onde temos vindo a reforçar a nossa presença e onde queremos aprofundar a nossa relação com os mediadores”, explica Emérico Gonçalves, Diretor Comercial da Hiscox em Portugal. “Mais do que apresentar a nossa oferta, queremos ouvir quem está no terreno e compreender melhor os desafios que enfrentam no dia a dia.”.

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    Emérico Gonçalves, Diretor Comercial da Hiscox Portugal

    Num setor em rápida transformação, marcado pela digitalização, pela crescente sofisticação dos riscos e por clientes cada vez mais exigentes, a seguradora procura posicionar-se como um parceiro ativo no desenvolvimento da mediação. “Os mediadores têm hoje um papel ainda mais relevante, não só na distribuição, mas também na interpretação das necessidades dos clientes e na construção de soluções ajustadas. É fundamental que estejam preparados para esse contexto e é aí que iniciativas como esta podem fazer a diferença”, sublinha.

    O Hiscox on Tour foi desenhado precisamente com essa ambição: criar um espaço de partilha, aprendizagem e capacitação. Sob o mote “Descobre o Mundo Hiscox”, os encontros vão permitir apresentar o portefólio da seguradora, mas também explorar tendências do setor e fomentar o diálogo entre profissionais. “Queremos que estes momentos sejam úteis e práticos. Não se trata apenas de transmitir informação, mas de gerar conhecimento e promover a troca de experiências entre quem conhece bem o mercado e quem o vive no dia a dia”, acrescenta o responsável.

    Uma das vertentes centrais da iniciativa passa pela aposta na tecnologia como fator de eficiência e competitividade. A plataforma MyHiscox, que permite gerir apólices e processos de forma mais ágil, será um dos destaques das sessões. “A digitalização já não é uma opção, é uma necessidade. O nosso objetivo é disponibilizar ferramentas que simplifiquem o trabalho dos mediadores e lhes permitam focar-se no que realmente acrescenta valor: o aconselhamento ao cliente”, afirma Emérico Gonçalves.

    A par da componente técnica e formativa, o Hiscox on Tour aposta fortemente no reforço da dimensão relacional do setor. Cada evento inclui momentos de networking, pensados para estimular o contacto direto entre profissionais e consolidar relações de confiança. “O setor segurador vive muito da proximidade. Criar oportunidades para que os mediadores se encontrem, partilhem experiências e discutam desafios é essencial para o seu desenvolvimento e para a evolução do próprio mercado”, defende.

    A estreia em Portugal integra-se ainda numa visão mais ampla da Hiscox para a Península Ibérica, baseada na especialização, na proximidade e no investimento contínuo na rede de mediadores. “Acreditamos que o crescimento sustentável do setor passa por profissionais bem preparados, com acesso a conhecimento e ferramentas adequadas. É isso que procuramos promover com esta iniciativa”, refere.

    O arranque do Hiscox on Tour está marcado para o dia 14 de maio, no Porto, com uma sessão que decorrerá ao longo do dia e terminará com um momento de networking. A iniciativa segue depois para Lisboa, a 24 de setembro, replicando o formato e alargando o convite a mediadores de diferentes geografias.

    Para Emérico Gonçalves, esta é apenas a primeira etapa de um percurso que a seguradora quer aprofundar no mercado nacional. “Queremos estar cada vez mais próximos dos mediadores, ouvir as suas necessidades e crescer em conjunto. O Hiscox on Tour é uma expressão clara desse compromisso e da nossa ambição para o futuro em Portugal”, conclui.

  • WTW explicou (bem) como usar seguros para Fusões e Aquisições

    WTW explicou (bem) como usar seguros para Fusões e Aquisições

    WTW explicou (bem) como usar seguros para Fusões e Aquisições


    O seguro Warranties & Indemnities (W&I) deixou de ser um mero produto de seguros e tornou-se fundamental como “um instrumento de negociação no mercado de fusões e aquisições de empresas (M&A), acelerando prazos, viabilizando saídas limpas para os vendedores, aumentando a competitividade das propostas de aquisição e alinhando as transações com as melhores práticas internacionais”. Esta foi uma conclusão do webinar da serie “Risk Insights Talks”. Organizado pela corretora de seguros WTW, que conta no curriculum com o apoio a 2 mil operações de M&A em Portugal e Espanha, o debate reuniu especialistas para abordar “o papel transformador do seguro W&I”.

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    Pedro Charters: O seguro W&I deixou de ser “um mero produto de seguro para se tornar um verdadeiro instrumento de negociação em M&A”.

    Pedro Charters, Senior Associate de M&A na WTW Portugal, e Ignacio Zaldívar, especialista em Tax Insurance na WTW Espanha, apresentaram as principais tendências e aplicações práticas do seguro W&I no contexto atual do mercado de fusões e aquisições, permitindo “uma maior rapidez nos processos, uma redução de fricções negociais e um reforço da segurança das transações”

    W&I: Um instrumento estratégico nas transações de M&A

    De acordo com os especialistas, o W&I Insurance está a ganhar relevância devido à necessidade crescente de certeza e eficiência nas transações, num contexto em que os prazos são cada vez mais exigentes e a competitividade entre compradores aumenta. O seguro W&I (Warranties & Indemnities) tem-se consolidado como uma ferramenta central nas operações de fusões e aquisições, deixando de ser um mero produto de seguro para se tornar um verdadeiro instrumento de negociação.

    Entre as suas principais vantagens, os especialistas da WTW destacaram:

    • Aceleração dos prazos de negociação, permitindo fechar transações de forma mais eficiente;
    • Clean exit para os vendedores, reduzindo ou eliminando a necessidade de garantias pós-fecho;
    • Maior competitividade nas propostas de aquisição, ao transferir o risco de garantias para uma seguradora;
    • Alinhamento com a prática internacional de M&A, cada vez mais exigente em termos de certeza e alocação de riscos.

    Diferentes perspetivas: comprador vs vendedor

    A sessão abordou as diferentes perspetivas das partes envolvidas numa transação. Do lado do comprador, o seguro W&I substitui o risco de crédito do vendedor por uma seguradora de rating elevado, assegurando uma recuperação clara em caso de incumprimento das garantias contratuais e reduzindo a fricção negocial. Do lado do vendedor, permite uma saída limpa da transação, com redução do depósito em garantia ou eliminando os períodos de sobrevivência das garantias mais curtas.

    Os especialistas adicionam que, para além de proteger contra riscos associados a garantias contratuais, o W&I tem um impacto direto na negociação dos contratos de compra e venda (SPA), contribuindo para reduzir conflitos entre as partes e facilitar o fecho das operações.

    Termos-chave e processo de subscrição

    Os especialistas explicaram os principais termos que determinam o valor de uma apólice W&I: retenção (deductible), limite de cobertura, duração da apólice (survival), exclusões decorrentes dos resultados de due diligence e a definição de “Loss” no contrato. O processo de subscrição típico inclui um exercício de mercado preliminar, seleção de seguradora, análise da documentação da transação, chamada de subscrição, negociação da apólice e vinculação na assinatura ou fecho.

    “O seguro W&I é hoje um instrumento de estruturação negocial incontornável. O planeamento antecipado é a chave para desbloquear o seu valor máximo em qualquer transação. Mais do que um produto de seguro, o W&I tornou-se um elemento estruturante na forma como as transações são estruturadas e conduzidas”, disse Pedro Charters, Senior Associate M&A, WTW Portugal

    Gestão de sinistros e soluções complementares

    Foi também abordada a gestão de sinistros em ambiente W&I, sendo sublinhado que os sinistros são e estão a ser pagos quando o processo é respeitado -– nomeadamente através de garantias claras, due diligence consistente, disclosure adequado e notificação atempada. O papel do corretor foi considerado crítico mesmo após o fecho da transação.

    Em relação à evolução do mercado, o debate concluiu que o seguro W&I “não é apenas uma proteção financeira, mas um instrumento que melhora a gestão global das operações de M&A”. E a WTW sublinha a importância “de um planeamento antecipado e da utilização da solução de seguro mais adequada a cada risco específico, incluindo cobertura de riscos fiscais e outros riscos contingentes”.

  • Criação de Valor Ilusório

    Criação de Valor Ilusório

    Criação de Valor Ilusório

    Criação de Valor Ilusório


    Há uma confortável ilusão técnica na forma como muitas empresas de seguros determinam o seu custo de capital. Parte-se do custo dos capitais próprios. Afere-se o custo do passivo ajustado pelo efeito fiscal. Fecha-se o círculo com a soma dos produtos de cada um desses custos pela ponderação da respetiva estrutura dos recursos, numa aparência de rigor incontestável.

    Mas há um elemento que permanece sistematicamente subestimado ou, pior ainda, tratado como externo à própria definição desse custo de financiamento, o custo do resseguro.

    Num setor como o segurador, isto não é um detalhe. É uma omissão conceptualmente relevante.

    O resseguro não é apenas uma ferramenta de mitigação de risco ou de gestão de capital. É, na prática, uma forma estrutural de financiamento do balanço económico. Substitui volatilidade por prémio. Troca capital por transferência de risco. E, acima de tudo, redefine o perfil das perdas extremas que deveria estar no centro de qualquer cálculo sério do custo de capital.

    Ainda assim, na maior parte das abordagens ao custo médio ponderado de capital e mesmo em leituras mais sofisticadas inspiradas em modelos estruturais de risco de crédito, o resseguro aparece como uma nota de rodapé e não como uma variável central. Isto cria uma distorção poderosa.

    Ao ignorar o custo implícito do resseguro no custo da dívida das seguradoras, assume-se tacitamente que esse custo da dívida reflete adequadamente o custo total de transferência de risco. Mas não reflete. O custo do resseguro incorpora não apenas o preço do risco esperado, mas também o preço das caudas extremas, da incerteza dos modelos, da assimetria de informação e das fricções de mercado entre a seguradora primária e o ressegurador. Em termos económicos, trata-se de capital de risco externalizado e pago.

    O resultado é uma subestimação sistemática do verdadeiro custo de capital. E essa subestimação propaga-se. Afeta decisões de estrutura de capital, enviesando o equilíbrio entre retenção e transferência de risco. Distorce comparações entre entidades com diferentes níveis de dependência de resseguro. Fragiliza leituras baseadas em métricas internas de capital económico.

    O debate entre custo da dívida e custo do capital próprio tende a ser elegante, simétrico e modelizável. O resseguro, pelo contrário, é assimétrico, contratual, heterogéneo e profundamente dependente do ciclo de mercado. Mas é precisamente aí que reside o problema.

    Porque numa indústria onde o risco não desaparece, apenas se transfere, o verdadeiro custo de financiamento não pode ser entendido sem o custo dessa transferência.

    E isso conduz a uma conclusão desconfortável: O custo de financiamento implícito das empresas de seguros, tal como é frequentemente estimado, é incompleto por construção.

    E, quando esse custo incompleto é comparado com a rentabilidade ajustada ao risco, a avaliação da criação de valor económico está estruturalmente enviesada, conduzindo, em última análise, a informações erradas aos acionistas.

    Estaremos então a gerir bem o capital?

  • Kristin: Seguradoras estão a pagar em média cinco milhões de euros por dia em indemnizações

    Kristin: Seguradoras estão a pagar em média cinco milhões de euros por dia em indemnizações

    Kristin: Seguradoras estão a pagar em média cinco milhões de euros por dia em indemnizações

    Kristin: Seguradoras estão a pagar em média cinco milhões de euros por dia em indemnizações


    A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) apresentou esta sexta-feira um novo ponto de situação sobre a regularização dos sinistros decorrentes da Tempestade Kristin e do comboio de tempestades que afetou o país entre 27 de janeiro e 13 de fevereiro. Decorridos 90 dias, a APS mantém o acompanhamento contínuo junto das suas associadas para apurar os danos cobertos por contratos de seguro.

    63% dos sinistros já estão resolvidos

    De acordo com o inquérito promovido pela APS junto das suas associadas, os dados a 30 de abril indicam que:

    • Neste momento, 63% dos quase 200 mil sinistros participados já estão encerrados ou em fase de adiantamento de indemnizações. Este valor atinge 65% no caso de processos relativos a particulares (maioritariamente habitações) e 56% nos processos relativos a empresas;
    • Até 30 de abril as seguradoras regularizam 125 mil sinistros, correspondendo a uma média de 1.400 sinistros por dia e o valor das indemnizações já pagas ou objeto de adiantamentos é de 445 milhões de euros;
    • Em média, as seguradoras pagaram ou adiantaram, cerca de 5 milhões de euros por dia em indemnizações, registando-se um aumento no ritmo destes pagamentos nas
      últimas duas semanas;
    • O custo apurado à data para o total de danos indemnizáveis atinge cerca de 1.200 milhões de euros.

    Em comunicado, a associação representante do setor segurador reconhece que, “por detrás destes números, estão milhares de famílias e empresas que enfrentaram perdas significativas, interrupções na sua atividade e momentos de grande dificuldade e compreende a impaciência daqueles que ainda não viram a sua situação resolvida”.

    Apesar desse empenho, diz a APS, “subsistem dificuldades relevantes no processo de regularização, muitas delas alheias às seguradoras. Entre os principais constrangimentos a associação aponta a escassez de mão de obra e materiais para reparações, atrasos na obtenção de orçamentos, necessidade de documentação vária, bem como a complexidade acrescida de alguns sinistros empresariais e situações de copropriedade.

    Por último a APS reitera “que as seguradoras estão disponíveis para efetuar, a pedido dos clientes, adiantamentos por conta das indemnizações que, a final, forem devidas, não implicando a atribuição dessas verbas qualquer compromisso dos segurados quanto ao montante final da indemnização”, conclui.

  • Fundo de Garantia Automóvel: Sinistros sem seguro aumentaram 9% em 2025

    Fundo de Garantia Automóvel: Sinistros sem seguro aumentaram 9% em 2025

    Fundo de Garantia Automóvel: Sinistros sem seguro aumentaram 9% em 2025

    Fundo de Garantia Automóvel: Sinistros sem seguro aumentaram 9% em 2025


    O Fundo de Garantia Automóvel (FGA) registou 4.873 novos processos de sinistros em 2025, mais 9% face a 2024, e pagou 11,99 milhões de euros em indemnizações, menos 4%, divulgou a ASF, supervisor do setor segurador, que faz a gestão do FGA.

    Segundo o relatório da ASF do total de novos processos, 87% (4.241 ocorrências) tiveram danos materiais e 12,5% (609) lesões corporais.

    No mesmo período, foram ainda participados 23 acidentes mortais, mais nove que no ano anterior.

    Em termos de volume de novos processos, representa um novo aumento, depois de em 2024 ter subido 23% face ao ano anterior, “evidenciando uma intensificação sustentada dos acidentes envolvendo veículos que circulam sem seguro obrigatório”.

    No comunicado que acompanha o relatório, a ASF refere que “este crescimento reflete, por um lado, o aumento da circulação rodoviária no período pós pandemia e, por outro, a persistência de situações de incumprimento da obrigação legal de segurar os veículos”.

    Entre os tipos de infrações mais comuns estava a falta de distância entre veículos (29,4%), manobras irregulares de marcha (15,3%) e velocidade excessiva (13,1%).

    Por tipo de acidente, a colisão e o choque entre veículos representaram 89,7% dos registos, tendo havido menos seis despistes do que em 2024 (347).

    No ano passado foram ainda contabilizados 97 atropelamentos, mais dois do que no ano anterior, “sendo que 49 (50,5%) correspondem a atropelamentos com fuga.

    A reparação de danos materiais cresceu 1% face a 2024, para 4,62 milhões de euros, enquanto as indemnizações por lesão corporal aumentaram 21% para 6,09 milhões de euros.

    As indemnizações por lesão corporal incluem danos não patrimoniais, danos patrimoniais futuros, despesas médicas, medicamentos, transportes e outros danos emergentes.

    Já as indemnizações por morte somaram 1,28 milhões de euros, recuando 56%, tanto pela redução do número de processos com este fim (-38%), como pela diminuição do valor pago nestes processos (-30%).

    Após as indemnizações, o FGA tem o direito de exigir aos responsáveis que não tinham os seus veículos causadores segurados o reembolso dos montantes despendidos.

    Nesse sentido, o FGA recuperou 2,97 milhões de euros no ano passado.

    Citado em comunicado, o presidente da ASF, Gabriel Bernardino, considerou que, apesar das garantias do FGA, é “fundamental reforçar a consciencialização dos condutores para o cumprimento da obrigação legal de segurar os seus veículos”.

    O regulador vai lançar este ano uma campanha de sensibilização dedicada ao tema dos veículos sem seguro, pretendendo reforçar a proteção dos cidadãos e promover o cumprimento do seguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel.

  • Habit leva seguros aos utilizadores da Edenred

    Habit leva seguros aos utilizadores da Edenred

    Habit leva seguros aos utilizadores da Edenred


    Numa parceria com a Edenred, especialista em gestão dos benefícios sociais dos colaboradores de empresas, a Habit vai disponibilizar aos utilizadores da plataforma de benefícios extrassalariais soluções de proteção com condições exclusivas. Assim, a partir de dia 1 de maio, os seguros Auto e Moto, Proteção de Pagamentos, Mobilidade Elétrica, e outros, vão estar disponíveis para os utilizadores da Edenred.

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    João Madureira Pinto, Chief Growth Officer da Habit: “Começamos com um conjunto sólido de soluções, mas com uma ambição clara de continuar a evoluir e a enriquecer esta oferta ao longo do tempo”.Habit

    Estes primeiros seguros estarão disponíveis no Programa de Descontos e Vantagens da Edenred para subscrição 100% online e vai abranger os mais de 700 mil utilizadores da plataforma de benefícios em Portugal.

    “Começamos com um conjunto sólido de soluções, mas com uma ambição clara de continuar a evoluir e a enriquecer esta oferta ao longo do tempo”, afirma João Madureira Pinto, Chief Growth Officer da Habit.

    Já Filipa Martins, CEO da Edenred Portugal, sublinha: “A Edenred está empenhada em melhorar a qualidade de vida das pessoas e aumentar o seu poder de compra, não só através dos nossos benefícios extrassalariais, mas também facilitando a poupança em áreas críticas e que têm um peso grande no orçamento familiar. É esse o propósito do nosso Programa de Descontos e Vantagens”, explica. “A parceria com a Habit vai ao encontro deste objetivo, permitindo que os nossos utilizadores tenham menos encargos, mais segurança e possam viver melhor.”

  • Quais as diferenças entre um seguro de saúde e um plano de saúde

    Quais as diferenças entre um seguro de saúde e um plano de saúde

    Quais as diferenças entre um seguro de saúde e um plano de saúde


    Escolher a proteção ideal para cuidados de saúde pode ser desafiador, dada a variedade de opções no mercado. Seguros de saúde e planos de saúde são frequentemente confundidos, mas têm diferenças significativas nas garantias e funcionamento.

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    Seguros de Saúde

    Os seguros de saúde cobrem parte das despesas médicas e assumem o risco associado à saúde do segurado. Requerem um questionário de saúde, podendo levar a exclusões ou custos adicionais. Podem ter limites de idade para adesão e permanência, e o pagamento pode ser mensal, trimestral, semestral ou anual. A utilização pode ser na rede de prestadores ou por reembolso fora da rede. As coberturas incluem internamentos, consultas, exames e tratamentos, e às vezes tratamentos dentários opcionais.

    Planos de Saúde

    Planos de saúde oferecem descontos em serviços médicos, onde o cliente suporta as despesas a preços acordados. Não exigem questionário de saúde nem têm restrições de idade. O pagamento é normalmente anual, podendo ser parcelado. A utilização é limitada à rede de prestadores. As garantias incluem descontos em consultas e tratamentos ambulatóriais, raramente cobrindo internamentos.

    Conclusão

    A escolha entre seguro e plano de saúde depende das necessidades de cada um. Os seguros oferecem uma cobertura mais ampla e proteção completa, enquanto os planos são uma opção económica para cuidados médicos privados a preços reduzidos. Avalie cuidadosamente para tomar a melhor decisão.

    Finanças para Todos é um programa de literacia financeira desenvolvido pela Nova School of Business & Economics (Nova SBE) em parceria com a Fidelidade, com o objetivo de aumentar a literacia financeira em Portugal através de formações gratuitas para adultos. Para acompanhar em primeira mão os conteúdos desta parceria, e outros artigos sobre seguros, finanças pessoais e economia, subscreva a newsletter do ECOseguros.

  • Diversificação de Investimentos: Por que é importante?

    Diversificação de Investimentos: Por que é importante?

    Diversificação de Investimentos: Por que é importante?


    Uma das formas mais eficiente de otimizar a relação de risco retorno é diversificar os nossos investimentos e aforro.

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    A diversificação é o processo de distribuir o capital por diferentes tipos de ativos, como ações, obrigações, imóveis e outros instrumentos financeiros, de modo a reduzir a exposição a um único tipo de risco.

    Quando se investe numa carteira corretamente diversificada a performance negativa de uns pode ser compensada pelo desempenho positivo de outros, minimizando o impacto de perdas significativas.

    Além disso, a diversificação permite aproveitar oportunidades de crescimento em diferentes setores e geografias, aumentando o potencial de retorno.

    Por mais tentador que seja apostar tudo nos “produtos que estão a ganhar mais dinheiro” nos últimos meses, a perspetiva de longo prazo e de prudência deve ter como alicerce a diversificação.

    Finanças para Todos é um programa de literacia financeira desenvolvido pela Nova School of Business & Economics (Nova SBE) em parceria com a Fidelidade, com o objetivo de aumentar a literacia financeira em Portugal através de formações gratuitas para adultos. Para acompanhar em primeira mão os conteúdos desta parceria, e outros artigos sobre seguros, finanças pessoais e economia, subscreva a newsletter do ECOseguros.